ANUNCIOS

ANUNCIOS

NOVAS ESPECIALIZAÇÕES NO SETOR DE ENFERMAGEM


Enfermeiros defendem especialização para quatro atividades sem novas profissões

Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem ouviu nesta terça-feira em audiência pública a opinião de profissionais da área sobre a possibilidade de as ocupações de parteira tradicional, cuidador de idosos, instrumentador cirúrgico e técnico em imobilização ortopédica devem ser regulamentadas como profissões independentes.
Atualmente, quatro projetos de lei sobre o assunto tramitam na Câmara. Durante a audiência, os representantes de enfermeiros e de técnicos e auxiliares em enfermagem sugeriram que essas ocupações sejam tratadas como especializações profissionais da categoria tanto no nível técnico, quanto no nível superior.
De acordo com a coordenadora da Região Norte da Federação Nacional dos Enfermeiros, Eliane Santos, o trabalho desenvolvido por parteiras tradicionais, cuidadores de idosos, instrumentadores cirúrgicos e técnicos em imobilização ortopédica já faz parte das atividades do profissional de enfermagem. "O que a gente não vai tolerar é que essas ocupações venham tirar as atividades que eram da enfermagem, onde a gente pode estar qualificando os técnicos e os próprios enfermeiros para executarem essa demanda, que já é nossa.”
Eliane Santos acrescenta que não é preciso criar novas profissões para executar atividades que já são da prática diária tanto do enfermeiro, quanto do técnico e do auxiliar de enfermagem. "Então, a gente vai lutar também para que sejam criadas especialidades dentro da enfermagem e do nível médio para executar essas atividades"
A enfermeira e deputada Rosane Ferreira (PV-PR) também critica o surgimento dessas novas profissões por reduzir o campo de atuação do profissional de enfermagem. "O que nos preocupa é a forma como essas atividades estão sendo postas e a restrição da atividade da enfermagem. A enfermagem tem que atuar na prevenção, na promoção e na atenção à saúde. Uma coisa está relacionada à outra. Não podemos ficar só atendendo à doença instalada, nós precisamos continuar agindo na prevenção. Hoje, a enfermagem está cada vez mais restrita à área hospitalar, faltando as ações, por exemplo, da enfermagem preventiva, ou da promoção à saúde propriamente dita."
Projetos em discussão
São os seguintes projetos de lei (PL) de interesse da categoria:
* PL 4702/12, do Senado, que regulamenta a profissão de cuidador de idoso, ainda não analisado pelas comissões permanentes;
* PL 642/07, do deputado George Hilton (PRB-MG), que regulamenta a profissão de instrumentador cirúrgico. Essa proposta foi aprovada, em caráter conclusivo, pela Câmara, em julho de 2010, mas existe um recurso, de agosto do mesmo ano, para que a proposta seja votada pelo Plenário. Esse recurso ainda não foi apreciado pelos deputados;
* PL 1681/99, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que regulamenta a profissão de técnico em imobilização ortopédica. Esse projeto foi aprovado pela Câmara, em 2008, mas foi modificado pelo Senado e voltou a tramitar novamente na Câmara. Com as modificações, já foi aprovado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Ainda será votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário;
* PL 7531/06, do deputado Henrique Afonso (PV-AC), que regulamenta a profissão de parteira tradicional. Esse projeto já foi aprovado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Seguridade Social e Família. Ainda será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ainda no primeiro semestre, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem quer transformar em lei a jornada de trabalho de 30 horas semanais para os profissionais de enfermagem.
Da Rádio Câmara - RCA

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


ASSISTÊNCIA PÓS ALTA HOSPITALAR


05/08/2013 - 09h24

Comissão debate na terça assistência a pacientes após alta hospitalar

A Comissão de Seguridade Social e Família promove audiência pública nesta terça (6) para debater o projeto de lei (PL 191/11) que obriga o Poder Público a fornecer gratuitamente, após alta hospitalar, alimentos especiais, fraldas e outros insumos necessários à saúde de pessoas de baixa renda. O projeto é de autoria do deputado Weliton Prado (PT-MG).
A proposta está sendo discutida pela comissão, recebeu parecer contrário do relator, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), mas ainda não foi votado. O relator destaca que o projeto não menciona a fonte de recursos financeiros para viabilizar a proposta, o que é necessário quando um projeto de lei cria novas despesas para o Poder Público. “Também é preciso considerar, em um contexto em que os recursos são finitos, que é preciso ter bem claros os tipos de ações e serviços que serão oferecidos pelo sistema de saúde. Em outras palavras, o Estado brasileiro necessita se posicionar como entende a integralidade da atenção à saúde e como irá provê-la”, alertou o relator.
Rogério Carvalho também salientou que o Ministério da Saúde pretende reduzir as internações hospitalares e estimular a recuperação do paciente em casa por meio do Programa Melhor em Casa. Até 2014, serão implantadas no País mil equipes de atenção domiciliar e mais quatrocentas equipes de apoio, o que representa um investimento de R$ 1 bilhão.
Os autores do pedido da audiência pública, Mandetta (DEM-MS) e Mara Gabrilli (PSDB-SP) , querem ouvir na audiência detalhes sobre a implantação desse programa e sua contraposição ao projeto de lei. Serão chamados a debater a proposta um representante do Programa Melhor em Casa; um representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e um representante da Defensoria Pública.
A audiência será às 14h30, em local a definir.

Íntegra da proposta:

Da Redação/PR

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

SAUDE + 10


05/08/2013 - 20h16

Presidente da Câmara recebe projeto de iniciativa popular por mais verba para saúde

O Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, entregou mais de 1,8 milhão de assinaturas de apoio à proposta.
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Entrega de 1,5 milhões de assinaturas referente à minuta de projeto de lei sobre a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para a Saúde
Ato de entrega do projeto lotou auditório na Câmara.
Um projeto de lei de iniciativa popular que destina mais recursos do governo federal para a saúde foi entregue, nesta segunda-feira (5), ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. A proposta, que tem as assinaturas de mais de 1,8 milhão de pessoas, destina 10% da receita corrente bruta da União ao Sistema Único de Saúde (SUS). A receita corrente bruta é a soma da arrecadação de tributos, impostos, contribuições e outras receitas recebidas pelo governo federal.
As assinaturas foram recolhidas pelo Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10. O movimento é integrado por mais de 100 entidades, entre elas, o Conselho Nacional de Saúde, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O auditório Nereu Ramos, na Câmara, ficou lotado durante o ato de entrega do projeto.

Henrique Eduardo Alves afirmou que a proposta não vai ficar esquecida. "Tenham a certeza: esse projeto aqui não vai ficar engavetado nem ninguém vai sentar em cima dele nesta Casa."


Nesta terça-feira (6), integrantes do Movimento Saúde+10 também vão se reunir com representantes do governo federal. Henrique Eduardo Alves prontificou-se a compor a mesa de negociações com a presidente Dilma Rousseff para sensibilizar o governo em relação à proposta. Segundo ele, a educação é fundamental para o País, mas, sem saúde, não se tem educação, uma vez que as crianças não conseguem ir à escola.
JBatista
Presidente Henrique Eduardo Alves recebe dirigentes do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde+10, que reuniu mais de 1,8 milhão de assinaturas para um projeto de lei (PL) de iniciativa popular que destina 10% da receita corrente bruta brasileira ao Sistema Único de Saúde (SUS)
Henrique Eduardo Alves (E) no ato de entrega do projeto.
Royalties do petróleo
Nesta segunda-feira, a presidente Dilma dedicou parte do discurso na cerimônia de sanção do Estatuto da Juventude para falar da importância de destinar os recursos dos royalties do petróleo para a educação, mas não mencionou a saúde. O projeto dos royalties que está sendo analisado no Congresso Nacional destina 75% para a educação e 25% para saúde.


Emendas
Henrique Eduardo Alves também defendeu que 50% dos recursos destinados pelos deputados às emendas individuais ao Orçamento sejam direcionados à saúde.


Ainda falando sobre orçamento, o presidente afirmou que pretende colocar em votação no Plenário já nesta quarta-feira (7), em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição que obriga o governo a executar as emendas parlamentares individuais (PEC 565/06). "No que depender de mim, do que eu puder fazer, esse toma lá dá cá de muitos governos, de muitos e muitos anos, tem dia e hora para se acabar na Câmara dos Deputados: quarta-feira à noite, eu espero votar.”
Antes de ir ao Plenário, a chamada PEC do Orçamento Impositivo das Emendas poderá ser votada em comissão especial nesta terça-feira.
Reportagem – Renata Tôrres
Edição – Pierre Triboli


A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


PROTESTE