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Quaresma: Tempo de voltar para Deus!


lentIniciamos o tempo da Quaresma, e neste tempo de silêncio, mortificação e oração, trazemos na íntegra a meditação de Dom Pedro Carlos Cipolini, bispo de Bispo de Amparo (SP).
Voltai-vos para o Senhor
Ao iniciarmos o período quaresmal, na quarta-feira de cinzas, ouvimos na proclamação da primeira leitura: “rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; Ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia” (Jl 2,13). Toda a mensagem ou programa da quaresma, está contida neste convite feito pelo profeta.
Na quaresma devemos ter uma atitude de escuta, na qual as verdades divinas devem nos falar ao coração. A partir da oração e da reflexão sobre o mistério da Encarnação, a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, poderemos dar “razão de nossa esperança” (1Pd 3,15). A quaresma quer preparar nosso coração, para que, ao celebrarmos a Páscoa, a celebração seja expressão do que se passa no nosso coração, o qual durante quarenta dias empreende um itinerário de conversão.
Uma Feliz Páscoa, sempre vai exigir de nós uma quaresma bem vivida, voltando continuamente o olhar e o coração para o Senhor que nos chama à conversão. Com toda confiança tenhamos a coragem de corresponder à graça e “rasgar o coração”. Deixar que nele entre o Senhor, para revelar-nos a nós mesmos e curar nossas feridas. Precisamos fazer a experiência do quanto Ele é compassivo, misericordioso e sobretudo, paciente com nossas delongas.
No período quaresmal, devemos orar e refletir, para discernir o caminho a seguir ou continuar seguindo. Sempre um caminho de conversão para abrir mais espaço ao Senhor e aos irmãos em nossa vida. Esta conversão vai exigir de nós alguns propósitos firmes. Alguns destes propósitos são na direção de uma compreensão mais apurada dos mistérios que celebramos na liturgia, e da própria ação litúrgica das quais participaremos na semana santa.
Um propósito sempre válido e necessário é o que nos indica o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica: “…qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros(…) De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais” (Evangelii Gaudium, n.10). Este propósito vai na direção da conversão do coração aos irmãos: “rasgar o coração” para que os outros possam entrar. Foi assim que aconteceu com Jesus que teve seu coração transpassado pela lança.
A conversão pessoal leva-nos inevitavelmente a participar na comunidade da “conversão pastoral”. Direcionar as ações da nossa Igreja no sentido de promover a liberdade: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Vamos estender nosso olhar compassivo para os que são vítimas do tráfico humano, que é a comercialização de pessoas em vista de obter dinheiro, prazer e poder. A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a isso. Convida-nos a trabalhar para que este atentado à dignidade humana seja debelado. Uma ação concreta neste sentido é a denúncia através do e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br.

Não nos esqueçamos que o empenho pelo direito e a justiça é um modo concreto de viver a caridade. Lembremo-nos: voltar-se para o Senhor é voltar-se para o irmão que sofre.
A todos que empreendem o itinerário quaresmal, deixo minha bênção, em nome de Jesus!
Fonte: http://www.cnbb.org.br/articulistas/dom-pedro-carlos-cipolini/13746-voltai-vos-para-o-senhor

Gigante, mas ainda pobre, ignorante, corrupto e violento (1)


Que falta para o Brasil dar seu salto sustentável à prosperidade econômica?

Publicado por Luiz Flávio Gomes - 2 dias atrás

População: 201.032.714 (estimativa do IBGE, em 2013). 
Quinto maior território do planeta: 8.515.767,049 Km2.  
Maior país da América do Sul. 
Quase 8 mil km de litoral; 
30,3 anos é a idade média do povo, que nasce com a expectativa de vida de 73 anos. 
É um gigante, que já evoluiu bastante, desde que aqui chegaram os 13 primeiros barcos cheios de portugueses, inaugurando nosso mercantilismo/capitalismo selvagem, extrativista e patrimonialista, mas ainda continua pobre, ignorante, corrupto e muito violento.
A qualidade de vida dos países é medida pelo IDH. 
O Brasil é o 85º entre os 187 países analisados (0,730, em 2012). 
Esse índice mede a escolarização, a expectativa de vida assim como a renda per capita. 
Em 1980 nosso IDH era de 0,522; em 1990, 0,590; em 2000, 0,669; em 2010, 0,726; em 2012, 0,730. 
O crescimento na melhora das condições de vida do brasileiro é visível, mas continua lento. 
Os dez primeiros países têm IDH entre 0,955 (Noruega) a 0,912 (Japão). 
O Brasil está no meio do caminho entre os primeiros colocados (IDH acima de 0,800) e a Índia, por exemplo, com 0,554.
No que diz respeito à disparidade entre os gêneros, o Brasil está também na 85ª posição, com 0,447 entre as condições de igualdade para homens e mulheres. 
Nesse caso, quanto mais próximo de zero, menores são as diferenças entre os sexos. A Holanda é a primeira colocada, com 0,045, seguida pela Suécia, com 0,055.
O Atlas (2013) do Desenvolvimento Humano no Brasil (do PNUD-ONU) mostra que cerca de 74% dos municípios brasileiros (ou 4.122 deles) se encontram nas faixas de Médio e Alto Desenvolvimento Humano. 
O trabalho pela frente ainda é grande, porque cerca de 25% deles (ou 1.431 municípios) ainda estão nas faixas de Baixo e Muito Baixo Desenvolvimento Humano. 
Em 1991, 99,2% dos municípios brasileiros estavam nas faixas de IDH de Baixo e Muito Baixo desenvolvimento. 
Em 2000, 71,5% dos municípios, bem mais de dois terços do país, encontravam-se na mesma situação. 
Dez anos depois, esse número havia baixado para 25,2%, porcentagem menor do que a dos municípios no extremo oposto, de Alto e Muito Alto Desenvolvimento, que faziam 34,7% do país. 
Os dados refletem a evolução apresentada pelo IDHM do Brasil nas duas últimas décadas, ao sair da faixa de Muito Baixo (0,493), em 1991, para Alto (0,727), em 2010.
Que falta para o Brasil dar seu salto sustentável à prosperidade econômica? Alterar radicalmente a história extrativista das suas instituições políticas e econômicas. 
Colonialismo, escravidão, elites extrativistas, instituições jurídicas precárias, sociedade civil pouco educada, sobretudo para as virtudes, carga tributária injusta, pouco estímulo ao desenvolvimento dos talentos e das vocações, baixo apoio ao empreendedor etc. 
O Brasil necessita de uma revolução e o ponto de partida tem que ser a educação, de todos, em período integral, com ensino de alta qualidade. Fazer o que a Coreia do Sul fez nos anos 60 (sendo hoje o 12º IDH do planeta). 
É o caminho da prosperidade.
Luiz Flávio Gomes
Publicado por Luiz Flávio Gomes
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

Custo total da Copa poderá chegar aos 30 bilhões de reais

A estimativa atual é de 26 bilhões – mas ela não inclui muitos gastos inevitáveis

 Não entraram no cálculo total despesas como as com as estruturas temporárias, exigência da Fifa para todas as arenas. Em média, são 40 milhões de reais por estádio





Vista interna do Itaquerão, em São Paulo

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