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FENAM constata salário vergonhoso pago aos servidores da saúde



O auxiliar de enfermagem do setor de Radiologia do Hospital Getúlio Vargas mostra aos membros da FENAM a cópia do seu contracheque
Apenas R$ 157. Esse é valor pago pelo vencimento dos auxiliares de enfermagem do Estado do Rio de Janeiro. O salário foi denunciado nesta quinta-feira (20), durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na qual os membros da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) prestaram solidariedade aos servidores da saúde do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV). Na ocasião, o contracheque de um concursado do setor da radiologia do Hospital foi estampado em um banner, e chocou os participantes da audiência.

“O contracheque desses profissionais sangram e denunciam a irresponsabilidade que vem sendo gerida a saúde no Brasil. Isso é para massacrar o brasileiro para que não tenham voz. Nós estamos aqui para darmos as mãos e lutarmos para mudar essa realidade que não pode continuar”, afirmou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira.
Esse fato não é restrito ou diferente para os profissionais da saúde com formação superior no Estado do Rio de Janeiro. A médica Maria Lúcia de Carvalho, concursada, que trabalha desde 1990 no HEGV, afirma que o último reajuste salarial da categoria foi em 1999, quando o vencimento passou a ser de R$ 1,5 mil. “Essa é uma situação totalmente absurda. Nós temos perdas salarias constantes e não há nenhuma perspectiva disso mudar. Eu sou estatutária, e hoje eu não ganho R$ 2 mil por mês para uma jornada de 24 horas. O meu vencimento é de R$ 1,5 mil, além disso, apenas uma complementação, não incorporada, de R$ 480,00. Esse é um salário ridículo”, desabafou a clínica geral.
A presidente da Associação dos servidores do hospital, Aisar Santana, que representou todas as categorias profissionais durante a audiência, defendeu a importância da implementação do plano de cargos e salários. Além disso, Aisar denunciou o convite por parte da Secretaria de Estado de Saúde para que os servidores da instituição trabalhem subordinados a uma Organização de Saúde (O.S.). “O nosso medo é se nós não aderirmos a esse convite, sermos tirados da unidade e transferidos para outra. Disseram que não nos tirariam, mas nenhum documento oficial nos foi entregue em relação a isso”, argumentou a trabalhadora.
Na assembleia, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ), Jorge Darze, disse que é um retrocesso a entrega das unidades de saúde da rede pública para a administração de empresas terceirizadas. “A saúde pública não pode ser administrada pelo setor privado. Essa situação é ilegal. Há um projeto em curso no Brasil para desmontar o serviço público e entregar o patrimônio. O movimento contra essa conduta deve ser ampliado para que possamos combater esse retrocesso”, pontuou.
A reunião fez parte da agenda de mobilização da FENAM em relação à greve dos médicos federais, que pleiteiam a volta do pagamento da gratificação por desempenho. Também participaram da audiência pública o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, o diretor de Formação Profissional e Residência Médica da FENAM, Antônio José, e o diretor de Finanças da FENAM, Mário Ferrari. 
Segundo o presidente da comissão da Comissão do Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Alerj, deputado estadual Paulo Ramos (PSol), que analisa o caso, a comissão realizará visitas aos hospitais da rede pública estadual. “Os servidores vieram até a comissão para pedir auxílio em sua luta para a aprovação de seu plano de cargos e salários, melhores condições de trabalho e a não transferência para outras unidades. Logo, a visita é necessária para presenciar o que ocorre dentro das unidades hospitalares”, afirmou o parlamentar.
Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)
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Enxaqueca pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares

Conheça os problemas mais frequentemente associadas à doença e os riscos que ela pode trazer a sua saúde

foto especialista   
Esses sintomas são todos gerados no cérebro, em áreas diferentes dele, que são mais sensíveis em quem tem enxaqueca. Essa maior vulnerabilidade do cérebro, principalmente se exposto aos já conhecidos provocadores ou gatilhos da enxaqueca, ocorre devido a disfunções em vários neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato. Essas substâncias tem um funcionamento diferente em quem tem enxaqueca.
Enfim, hoje já sabemos que a enxaqueca é uma doença de todo o cérebro, no qual a tendência genética e o ambiente (gatilhos) interagem o tempo todo, e assim começam outros problemas.
Varias pesquisas recentes comprovaram que pessoas com enxaqueca tem um maior risco de AVC e doenças cardiovasculares, principalmente quem tem enxaqueca com aura
O cérebro é a máquina de comando do nosso organismo. Ele comanda todas as nossas funções vitais conscientes, como sono, fome, humor e pensamentos, e controla também as que não percebemos, como controle da respiração, batimentos cardíacos, pressão arterial e muitas outras. Pessoas com enxaqueca muitas vezes acreditam que tem múltiplas doenças, pois apresentam uma variedade de sintomas que podem ocorrer devido à disfunção química cerebral da enxaqueca. As doenças que acontecem com mais frequência juntas, e que tem mecanismos causais comuns, chamamos de comorbidades.
São comorbidades reconhecidas da enxaqueca:                                                        
  • Distúrbios psicológicos/psiquiátricos: depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos do humor, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outras.
  • Distúrbios do sono: Insônia, sono não reparador, sonolência diurna, bruxismo, enurese noturna (o urinar na cama das crianças), sonambulismo.
  • Déficits cognitivos: dificuldades e concentração e memoria.
  • Tonturas de vários tipos: a grande maioria das pessoas saudáveis com menos de 60 anos que tem tonturas/vertigens em crises recorrentes, ou mesmo tontura continua, não tem labirintite. A tontura faz parte do quadro da enxaqueca.
  • Doenças gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, intestino preso crônico, diarreias frequentes, dores abdominais recorrentes.
  • Outras dores: Dores cervicais (no pescoço), dor lombar, dores musculares, tendinites, fibromialgia.
Atualmente, também se reconhece que a enxaqueca pode ser um fator de risco para outras doenças. Várias pesquisas recentes comprovaram que pessoas com enxaqueca tem um maior risco de AVC e doenças cardiovasculares, principalmente quem tem enxaqueca com aura, sendo esse risco aumentado se associado a tabagismo e uso de alguns anticoncepcionais hormonais em mulheres. A enxaqueca aparece como fator de risco tão importante quanto à hipertensão arterial, diabetes e obesidade.
Novo estudo publicado em importante revista medica americana concluiu que a enxaqueca pode, em longo prazo, alterar o cérebro permanentemente. Foi encontrada, em exames de ressonância cerebral dos pacientes avaliados, maior frequência de lesões cerebrais, pequenos AVCs e atrofia em algumas áreas cerebrais, ou seja, perda de neurônios. E conclui que a enxaqueca não e uma doença benigna, como se imaginava.
A enxaqueca não é uma simples dor de cabeça. Tratar a enxaqueca é cuidar do seu cérebro, e consequentemente da sua saúde como um todo.

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