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grey COMO LAVAR ROUPAS COLORIDAS


COMO LAVAR ROUPAS COLORIDAS


Autor: G. Produções
Publicado em: Informações Gerais
COMO LAVAR ROUPAS COLORIDASLavar roupas não é um ato tão simples assim como muitos pensam. São necessárias uma série de cuidados e atenção no tipo de tecido, cor e produto que será usado. Todos os tecidos têm um modo próprio de lavagem e o mesmo se aplica às diferentes cores da sua roupa. Um fato comum é a roupa perder sua cor original ou manchar outras roupas que estavam sendo lavadas junto.  Deste modo, a coloração que cada peça apresenta você deve fazer um tipo de lavagem e ter cuidados diferentes Não podendo misturar com roupas de tecido claro.
Normalmente, com as lavagens suas roupas coloridas vão perdendo o brilho e começam a ficar opacas e apagadas. É necessário atenção nas etiquetas, pois lá há informações de como a roupa deve ser lavada. No caso de roupas coloridas, deve respeitar a temperatura máxima de lavagem que é indicada, pois ultrapassando esse limite a sua roupa pode ficar totalmente descolorada.

Existem diversas dicas para manter suas roupas conservadas por um longo tempo. Para roupas com tecido escuro ou preto, após cada lavagem pode colocá-las por alguns minutos numa mistura de água e sal ou de água e anil bem forte. O procedimento ajuda a conservar a cor, que geralmente, aparenta estar gasto e também evita que o tecido não encolha. Para roupas de cores vermelhas e azuis, pode deixar de molho numa solução suave de água com soda. Isso permite que o tecido recupere o brilho e ajude a mantê-lo por mais tempo. Tecidos com cores vermelhas e verdes, as peças devem ser lavadas rapidamente e enxaguadas, para depois passar por uma solução de água, suco de limão ou vinagre. Já para roupas estampadas, as regras mudam um pouco. Elas não podem ficar de molho e após a lavagem, que deve ser rápida, é necessário colocá-las para secar.
Lavar as roupas do avesso previne que a descoloração manche outras roupas e no caso só manche o interior dela onde não é visível. Se a lavagem for à máquina de lavar, é necessário separar a roupa colorida e agrupar as lavagens por tonalidades semelhantes. Na hora de secar, evite que o sol bata direto, pois ele queima as cores. Seque sempre a sombra.

COMO TIRAR MANCHAS DE BATOM NAS ROUPAS


Autor: G. Produções
Publicado em: Dicas ,Informações Gerais

As marcas de batons nas roupas podem trazer diversos transtornos, não falando das situações mais complicadas, mas sim quanto a peça que provavelmente não poderá ser usada novamente devido a mancha, não importa todo o cuidado que temos, é muito fácil mancar uma peça com batom, isso porque normalmente as cores dos batons são mais fortes e vivas. Para resolver este problema, selecionei algumas dicas de como remover estas tão temidas manchas.
Primeiramente é importante analisar o tipo de tecido da roupa, pois alguns tecidos podem ser manchados mais ainda conforme o produto à ser utilizado na remoção, caso o tecido seja lavável, é indicado que a remoção aconteça sem esparramar mais ainda o batom, para isso, podemos passar um pouco de vaselina, ela impedira que o que já foi removido possa grudar novamente na peça de roupa.

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Você pode remover a mancha de batom somente com sabão, água e vaselina, você deve passar um pouco de vaselina sobre a mancha, após isso lave normalmente o local com água e sabão. Caso a mancha esteja muito forte, é indicado que a peça seja lavada com água quente, desta forma a mancha sumirá com mais facilidade.
Existem receitas mais simples, só que quem já fez garante que funciona, como por exemplo, esfregar o miolo do pão sobre a mancha, como se estivesse usando uma borracha para apagar um risco de lápis, os relatos deste modo de remover essas manchas são bastante positivos.
Caso sua peça de roupa for mais escura, é indicado que use spray de cabelo, passe o laquê sobre a mancha e esfregue com a ajuda de uma escova até que a mancha suma. Agora se sua roupa for branca, o ideal é utilizar água oxigenada para a remoção, esfregue um pedaço de pano ou até mesmo algodão umedecido com água oxigenada sobre a mancha até que ela suma.
Se nenhuma destas formas funcionarem, você pode tentar com solvente de lavagem a seco, normalmente eles funcionam bem.
Seguindo esses passos, é certo que você não precisará descartar sua peça de roupa devido a uma mancha de batom. Não deixe de experimentar.

Dicas de como reaproveitar roupas velhas


COMO REAPROVEITAR ROUPAS VELHAS


Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Dicas
Tecido é o melhor material para ser reaproveitado, pois pode ser utilizado de diversas formas, mesmo que sua origem seja simplesmente de roupas. Quem não sabe como reaproveitar roupas velhas deve ter em mente que é possível transformar os tecidos em diferentes coisas, preservando imagens e logos, economizando recursos e até criando itens novos e inesperados, aprendendo formas novas de reaproveitar o que você já possuiu. Confira algumas ideias para reaproveitar roupas velhas, que podem servir como base para novas ideias.

- Reinventes as roupas. Se o problema for apenas a passagem do tempo e a moda ultrapassada, considera a possibilidade de reinventar a roupa. Você pode customizar a peça, adicionar um enfeite ou fazer mudanças que transformem a peça em algo diferente do que era originalmente. Por exemplo, transforme um jeans velho em um short ou bermuda. Você pode ainda rasgar o jeans para dar outro visual, aplicar um bordado na peça, corte ou aperte o jeans, mudando sua aparência para mais largo ou skinny. Pode adicionar acessórios, como enfeites, fitas, botões ou zíperes.

grey COMO REAPROVEITAR ROUPAS VELHAS
 
- Use novos tons. Você pode criar algo completamente diferente tingindo o tecido, já dando um novo estilo para a roupa, se enquadre mais na tendência atual da moda.
- Crie roupas novas. Você pode criar uma nova roupa, que não exija muita quantidade de tecido, como uma camiseta, uma blusinha ou um top. Você pode ainda inovar, combinando tecidos e criando um vestido de retalhos. Dá também para transformar uma camiseta em uma minissaia, cortando a camiseta horizontalmente, abaixo das mangas. Depois de virar a bordada cortada duas vezes formando um cós, insira um elástico ou uma fita como um cordão.
- Use o tecido para criar acessórios. Reutilize as roupas velhas para criar bandanas, fitas de cabelo, colares, pulseiras, cintos ou até chinelos. Também dá para investir na confecção de acessórios de inverno, como um cachecol, um chapéu, ou até mesmo um par de luvas, a partir de um casaco velho.
- Crie remendos. Use os tecidos para enfeitar minissaias jeans ou calças com remendos coloridos. Pode inovar também, adicionando um bolso extra no interior de um casaco.
- Invente brinquedos. Você pode aproveitar os tecidos para fazer uma boneca de pano ou uma versão pessoas de bichinhos de pelúcia. Dependendo da quantidade de tecido, pode investir em puffs para crianças.
- Você pode usar o tecido de alguma roupa que tenha valor sentimental para dar a seu livro uma capa especial, ou também um diário ou álbum de fotos. Com isso, você vai manter sua capa protegida e ainda continuar guardando o tecido da roupa de valor sentimental.
- Aposte em artesanato. Você pode aproveitar o tecido para fazer porta retratos. Comece cortando pedaços de papelão para fazer a moldura, cobrindo posteriormente com um tecido. Você pode ainda usar o tecido para cobrir porta retratos antigos que já estejam desgastados.

A importante missão de educar para a vida

Categoria: Artigos



infertilidade-secundária“Diante dos filhos os pais não podem ser super-heróis, que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de serem perdoados”.
Os pais e professores são agentes determinantes na educação da criança e do adolescente. Especialmente os pais têm uma responsabilidade especial nisso. Para que a criança seja amanhã um adulto equilibrado em todas as suas dimensões humanas: física, psicológica, afetiva, sexual, moral, profissional, familiar, etc., ela precisa ter recebido dos pais uma boa “herança” de amor, segurança, carinho e firme correção dos seus erros.
Mas para que os pais possam cumprir bem esta sagrada missão precisam, antes de tudo, saber “conquistar” os filhos; não com dinheiro demais, roupa da moda, tênis de marca, etc., mas com aquilo que eles são para os filhos; isto é, seu bom exemplo, carinho, atenção, tempo gasto com os filhos…
O filho precisa ter “orgulho” do seu pai, ter “admiração” pela sua mãe, ter prazer de estar com eles, “ser seus amigos”, partilhar a vida e os problemas, tristezas e alegrias com eles. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correções com facilidade.
Se não conquistarmos os nossos filhos, com amor, carinho e correção sadia, eles poderão ir buscar isto nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência… fora de casa.
Sobretudo é primordial o respeito para com o filho; levá-lo a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas, etc. Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos, e nunca afastá-los. Acolha-os em sua casa. Deixe que o seu filho traga os seus amigos para a sua casa; então, você os poderá conhecer e evitar as más companhias para eles.
Diante dos filhos os pais não podem ser super-heróis, que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de serem perdoados.
O educador francês André Bergè, diz que “os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos”. Parafraseando-o podemos dizer também que “as virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos”. Isto faz crescer a responsabilidade dos pais.
É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem humilhá-los. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo, ofendê-lo na frente dos seus amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais. Há pais que gritam com seus filhos e os ofendem e magoam na frente de outras pessoas; ora, esta criança ficará com ódio deste pai.
São Paulo diz aos pais cristãos: “Pais, não deis a vossos filhos motivo de revolta contra vós, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor” (Ef 6,4).
O livro do Eclesiástico diz que: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (Eclo 30,7).  A criança mimada torna-se problema; pensa que o mundo é dela, e que todos devem servi-la.
Podemos e precisamos corrigir os filhos, em todas as idades, sem traumatizá-los. Não é raro eu ver alguns pais tomando tapas de crianças com 1 ou 2 anos, sem fazer nada… Hoje em dia é difícil ouvir alguém dizer não para os filhos. Ora, é precisa dizer: “Você não pode bater no seu amiguinho”. “Não vai assistir a uma novela feita para adultos”. “Não vai fumar maconha”. “Não, você não vai passar a madrugada na rua”. “Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação”. “Não, essas pessoas não são companhias pra você”. “Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate”. “Não, aqui não é lugar para você ficar”. “Não, você não vai faltar na escola sem estar doente”. “Não, essa conversa não é pra você se meter”. “Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque”. Quem mais usou o Não em seus sagrados Mandamentos, foi Deus, para nos guiar.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons justos e necessários NÃOS, crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro Não que a vida dá se revoltam. Alguém muito sábio disse que se não educarmos a criança, teremos de castigar o adulto.
Prof. Felipe Aquino

Os segredos de Fátima

1°, 2°e 3º segredos de Fátima

Categoria: Artigos



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1º segredo – A visão do inferno: Muitas pessoas não acreditam que existe… Contudo, as crianças videntes ao vê-lo, ficaram impressionadas e apavoradas. Viram homens e mulheres, jovens e velhos, se debatendo num mar incandescente, devorados pelas chamas eternas. Davam gritos terríveis e vociferavam abomináveis imprecações.
A propósito da forte impressão que o Inferno lhe causou, irmã Lúcia escreveu numa carta ao Bispo de Leiria: “Esta visão foi num momento, e graças à nossa boa Mãe Celeste, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu. Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor”. Ela explica na carta, que o Inferno é formado por um imenso mar de chamas onde os condenados flutuam e onde as suas almas pecadoras são devorados pelas labaredas eternas, queimando e elevando como fagulhas de um grande incêndio.
Também faz parte do Primeiro Segredo um aviso de Nossa Senhora sobre a Guerra: “A 1ª Grande Guerra Mundial vai acabar… todavia Deus quer a conversão da humanidade, caso contrário acontecerá uma outra guerra muito pior” (…).

2º segredo – É divido em duas partes:
2.1 – Instituição da devoção ao Imaculado Coração de Maria - Nossa Senhora revelou que DEUS quer a instituição da Devoção ao seu Imaculado Coração, através da Comunhão Reparadora. As pessoas em estado de graça, deverão comungar durante 5 (cinco) primeiros sábados de cada mês, seguidamente, rezar um Terço e fazer 15 minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento, para consolo e desagravo de todas as maldade, ofensas e pecados que diariamente são cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Aqueles que acolherem a solicitação, não morrerão em pecado mortal e na hora da morte, receberão a visita consoladora da Mãe de Deus.
2.2 – Consagração da Russia ao Imaculado Coração - Ela pediu que todos os Bispos do mundo unidos ao Santo Padre, o Papa, fizessem a “Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração”.
NOSSA SENHORA prometeu, se atenderem estes dois pedidos, a Rússia se converterá, muitos pecadores farão penitência e o mundo viverá um período de paz. Caso contrário, o mal crescerá, os dirigentes da nação comunista espalharão os seus erros e o materialismo ateu por todas as partes, crescerá a “apostasia” e nascerá a “impiedade”. Acontecerá uma devastadora Guerra Mundial (a Segunda) onde morrerão muitas pessoas e nações serão dizimadas.

3º segredo – A Íntegra do Terceiro Segredo de Fátima
Esta é a terceira parte do segredo revelado no dia 13 de julho de 1917 às três crianças na caverna de Iria, na cidade de Fátima, e transcrito pela Sóror Lucia no dia 3 de janeiro de 1944.
“Escrevo em obediência ao senhor, meu Deus, que me ordena fazê-lo por intermédio de Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor Bispo de Leiria e da Santíssima Madre sua e minha”.
“Depois das duas partes que já expusemos, vimos, no lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais para o alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; brilhando soltava chamas que pareciam incendiar o mundo; mas se apagavam no contato com o esplendor que Nossa Senhora irradiava com sua mão direita na direção do anjo, que disse, apontando para a terra com a sua mão direita: penitência, penitência, penitência!
E vimos uma imensa luz que é Deus: ‘algo semelhante a como as pessoas se veem quando passam diante de um espelho’. ‘Vimos um bispo vestido de branco e tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre’.
Também vimos outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subirem uma montanha íngreme, em cujo topo havia uma grande Cruz de madeira simples; o Santo Padre, antes de chegar até ela, atravessou uma grande cidade em ruínas, tremendo e com um passo vacilante, com um semblante pesado de dor e pena, rezando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegando no alto do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que dispararam vários tiros de arma de fogo e flechas; e do mesmo modo morreram, uns atrás dos outros, os bispos, os sacerdotes, os religiosos, as religiosas e diversas pessoas do povo, homens e mulheres de distintas classes e posições.
Sob os dois braços da Cruz, havia dois anjos, cada um deles com uma jarra de cristal na mão, com as quais recolhiam o sangue dos mártires, e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.

O Nazismo e a Igreja 1933 a 1939–EB (Parte 2)

Categoria: Pio XII



Em 1936, na Baviera, 600

Religiosas dedicadas ao magistério foram afastadas do carga. Em conseqüência deste e de outros casos semelhantes, muitas Religiosas se voltaram para empregos profanos nas fábricas, a fim de sobreviver. Em Baden, no verão de 1938 havia 41 Religiosas trabalhando numa fábrica de têxteis após Ter deixado o magistério. O governo proclamava que todas as Religiosas que deixassem o convento, seriam imediatamente empregadas em instituições estatais. Na Renânia,
em abril de 1939, 330 educandários católicos foram fechados por decreto do governo no chamado “Dia Negro para a Renânia Católica”. As associações de jovens católicas foram declarados “não alemãs”, embora contassem centenas de milhares de membros. Os professores foram advertidos no sentido de que, como funcionários do Estado, tinham a obrigação de estimular seus alunos a entrar na Juventude Hitlerista ou na Liga das Moças Alemãs; a jovem que não se filiasse à
Liga, era ameaçada de não encontrar rapaz para se casar quando terminasse seus estudos: caso viesse a se casar, o seu marido perderia o emprego logo que descobrissem que a esposa não pertencera à Liga das Moças Alemãs. Muitos trabalhadores católicos foram ameaçados de demissão, caso não pudessem provar que seus filhos se haviam alistado nas associações hitleristas de jovens.
Muitas escolas de Artes e Ofícios anunciavam que só aceitariam como aprendiz quem estivesse filiado ao Partido. Os ferroviários alemães, num total de centenas de milhares de pessoas, publicaram semelhantes normas.

A censura imposta à imprensa e ao rádio fez que a Igreja se tornasse o único lugar em que o cidadão católico podia ouvir uma voz de protesto. Era extremamente perigoso, para os clérigos, exprimir-se contra o governo, embora alguns o fizessem energicamente, correndo os riscos respectivos, como o Pe. Rupert Mayer, de Munique. Os padres, aliás,
estavam conscientes de que na igreja, disseminados entre os fiéis, havia agentes hitleristas clandestinos à escuta de seus sermões. Nem os Bispos eram poupados:
tenham-se em vista Clemens von Galen, de Münster, o Cardeal-arcebispo Faulhaber, de Munique, o Cardeal Bertram, de Breslau, o Cardeal Shulter, de Colônia.

Os sermões do Cardeal Faulhaber, de todos o mais famoso, proferidos na igreja de São Miguel durante o Advento, despertaram interesse nacional e internacional. Tornaram-se tão expressivos que milhares de pessoas os acompanhavam fora da igreja, nas ruas.
No primeiro desses sermões, proferido em dezembro de 1933, Faulhaber defendeu o Cristianismo proclamando as suas raízes, ou seja, o judaísmo; enfatizou que o Cristianismo não admitia discriminação por causa da raça, e perguntou se os racistas ainda tinham fé. No mês seguinte algumas balas lançadas contra as janelas do seu escritório quebraram-lhe os vidros. Em março de 1934 o livro de seus sermões publicado com o título “Judaísmo, Cristianismo e Germanismo” foi retirado do comércio por causa de suas caluniosas afirmações concernentes ao Estado”. Apesar disto, o Cardeal Faulhaber continuou a denunciar a política nazista referente às escolas católicas, às associações de jovens, às eleições controladas, à esterilização de adultos, aos ataques contra o Papa e às tentativas de substituir o Cristianismo por aquilo que ele chamava “uma falsa religião”. Faulhaber desempenhou importante papel na redação da encíclica antinazista Mit brennender Sorge  (Com ardente Preocupação) publicada em março de 1937; este documento denunciava ataques contra a fé, a violação de quase todos os artigos da Concordata assim como os itens da ideologia nacional-socialista. A encíclica foi interditada pela Gestapo, mas foi secretamente policopiada e enviada para toda a Alemanha; a rede católica de comunicações clandestinas encarregou-se de a fazer chegar a todas as paróquias da Alemanha; centenas de agentes se empenharam, para tanto utilizando carros, bicicletas, motocicletas…, que transportavam até mesmo cópias feitas à mão.


A reação à encíclica não se fez esperar. O governo alemão enviou um protesto a Roma, que foi energicamente rejeitado pelo Cardeal Pacelli, Secretário de Estado e futuro Papa Pio XII. Uma ordem de Hitler e Goebbels mandou furiosamente que fossem acusadas publicamente
dezenas de clérigos por delitos de imoralidade e calúnias contra o estado. A Gestapo e os agentes SS puseram-se a procurar as oficinas que haviam reproduzido a encíclica; as tipografias suspeitas foram confiscadas e seus proprietários desalojados. Numa paróquia da diocese de Oldenburg, sete moças foram presas dentro da igreja quando confeccionavam cópias do texto após a Liturgia do Domingo de Ramos.

O ano de 1939

A morte de Pio XI em fevereiro de 1939 e a eleição de seu sucessor, o Cardeal Pacelli, suscitaram o escárnio do periódico Das Schwarze Korps (O Corpo Negro), órgão do SS¹ e porta-voz do Ministro Himmler. Referia-se a Pio XI como sendo “o Rabino-chefe dos cristãos, patrão da firma Judah-Roma”. O Cardeal Pacelli já fora considerado pelo jornal como um aliado dos judeus e dos comunistas numa série de caricaturas e artigos publicados por ocasião de sua visita à França em 1937; ver ilustração à p. 218.
A política nazista podia variar segundo as circunstâncias históricas, tentando novas estratégicas ou suprimindo táticas pouco profícuas. A perseguição podia tornar-se dissimulada ou mesmo sustada quando convinha. Por exemplo, em agosto de 1937, por ocasião dos Jogos Olímpicos em Berlim, o governo deu ordens de suspender qualquer
atividade hostil aos judeus, aos católicos e aos protestantes; deviam ser subtraídos aos olhares dos jornalistas estrangeiros todos os espetáculos agressivos à religião. Todavia, logo que partiram os estrangeiros, a estrutura persecutória voltou a funcionar.

Quando irrompeu a segunda guerra mundial em setembro de 1939, Hitler preferiu deixar de lado o seu propósito de total destruição do Cristianismo para melhor desenvolver a ação bélica. Contudo houve no Partido que julgasse ser um erro a suspensão da luta contra a Igreja (Kirchenkampf). Martin Bormann em 1941 fez ver a Himmler, chefe
dos agentes SS, que “a influência da Igreja Católica deveria ser inteiramente sufocada”. No tocante, porém, à perseguição movida contra os judeus, houve quase unanimidade na cúpula do nacional-socialismo em favor da continuação: a guerra dava a Hitler a oportunidade de novas investidas contra os israelitas
para assim “purificar a Europa” pela eliminação dos não ários. Por quase toda a Europa os judeus foram maltratados e assassinados, ao passo que os eslavos foram escravizados ou mortos. A extensão do poder nazista para dentro da URSS dilatou enormemente o seu campo de ação exterminatória. A respeito da posição do Papa Pio XII frente ao Holocausto judaico, muito se tem escrito; está comprovado que se  empenhou por salvar a vida de quantos judeus lhe foi dado atingir; só não se pronunciou em alta voz contra o anti-semitismo para evitar mais veementes represálias da parte do nacional-socialismo. 

Cf. PR 446/1999, pp. 317-331.
Embora o alcance da perseguição contra os cristãos tenha sido menor do que o da luta contra os judeus (com exceção talvez do que aconteceu na Polônia), as duas moções persecutórias manifestam a monstruosidade do sistema nazista.
Baldur von Schirach, chefe da Juventude Hitlerista, nas assembléias de seus colegas, gostava de lhes dizer, à guisa de chavão: “Somos jovens que crêem em Deus, porque servimos à Lei Divina, que se chama Alemanha”. – É preciso não esquecer que essa blasfema concepção de Lei Divina, por dez mil caminhos tortos, levou à guerra, ao saque,
a sofrimentos inauditos e, por fim, à destruição do ser humano.

Em Apêndice veja-se como o nacional-socialismo considerava o Cardeal Pacelli.
Segundo a propaganda nazista, Pio XII foi sempre um adversário do nacional-socialismo e um amigo dos judeus. Essa caricatura apareceu no jornal Das Schwarze Korps dos SS, quando em 1937 o Cardeal Pacelli visitou a França. No alto da figura o título reza: “A viagem do Cardeal à França”. Na parede há um mural que diz: “Cozinha Venenosa
da Frente Popular”, referência ao Partido Francês. O rótulo da botija diz: “Horríveis Mentiras”, enquanto a mulher judia comunista tem nas mãos um exemplar do jornal comunista L’Humanité com a manchete: “Perseguição dos cristãos na Alemanha”. Diz o Cardeal: “Sem dúvida, ela não é bonita, mas cozinha bem”. Note-se que o Cardeal foi reproduzido com traços típicos de um judeu (da propaganda nazista) para combinar com as feições da mulher judia e comunista.

***
¹ O conteúdo deste artigo é retirado dos escritos do Prof. Karol Josef Gajewski, de Sandbach (Inglaterra), especialista em História da Europa. Os resultados de seus estudos foram publicados pela revista norte-americana Inside the Vatican, novembro 1999, pp.
50-54.

¹ SS = Staatsicherheit
(Segurança do Estado)

O Nazismo e a Igreja 1933 a 1939-EB (Parte 1)

Categoria: Pio XII



Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb Nº 456, Ano 2000, p. 208

Em síntese: O presente artigo refere tópicos de perseguição movida pelo nacional-socialismo alemão contra a Igreja Católica entre 1933 (ano da ascensão de Hitler ao poder) e 1939 (ano em que começou a Segunda guerra mundial e se acalmou um tanto a perseguição). Os episódios narrados mostram o requinte de um plano que, na sua
fúria exterminadora, associou entre si cristãos e judeus por causa das raízes semitas do Cristianismo. O Governo alemão era infenso  à Cúria Romana e ao Papa Pio XI, cujo Secretário de Estado era o Cardeal Eugenio Pacelli; quando este foi à França em 1937, a imprensa alemã o tachou de amigo dos judeus e dos comunistas – o que bem mostra
quão inverossímil é dizer que Pacelli (Papa Pio XII) era “o Papa de Hitler” ou amigo do nacional-socialismo.

 
O debate sobre Pio XII e sua atitude frente ao nacional-socialismo de Adolf Hitler continua, embora já tenha sido repetidamente demonstrado que Pio XII não pactuou com o nazismo, mas, ao contrário, opôs-se-lhe e defendeu os judeus contra a sanha anti-semita. Uma nova abordagem da questão pode ser proposta, ao considerarmos a perseguição movida por Hitler e seus seguidores contra a Igreja Católica: ver-se-á que Pio XII soube agir, direta ou indiretamente, às investidas do nacional-socialismo, ao qual ele não podia dar o seu aval. – Eis por que, nas páginas subseqüentes, apresentaremos alguns tópicos de ação antieclesial do hitlerismo muito significativos para se entender o contexto em que Pio XII viveu. 

1933: o ano da ascensão de Hitler

Aos 30 de janeiro de 1933, o Presidente Hindenburg, da Alemanha, nomeou Chanceler do Reich Adolf Hitler, chefe do Partido Nacional-Socialista. Ao subir ao poder, os hitleristas ainda eram minoria dentro de uma frágil coalisão no país, mas concebiam o firme propósito de galgar sempre mais os degraus da administração pública alemã.
Dizia Hitler: “Estou decidido a continuar a luta tão energicamente dentro do governo como eu lutei fora do governo”.


O chanceler e seu gabinete, tendo à frente Hermann Goering, viam um conjunto de milhões de adversários a isolar e destruir para chegar ao total domínio da Alemanha. Eram eles: os judeus, os comunistas, os social-democratas com seu forte eleitorado (o Partido do Centro Católico) e a Igreja Católica. Todos eram inimigos, que era preciso
eliminar tão rapidamente quanto as circunstâncias o permitissem.

Embora Hitler sentisse que havia particular urgência em combater judeus e comunistas e neutralizar os Partidos de oposição, ele entrevia na Igreja Católica um opositor que lhe parecia muito pernicioso e que era necessário controlar imediatamente e até derrotar radicalmente a fim de poder estabelecer o seu Reich (reino) de mil anos.
Para dissipar a influência da Igreja Católica, o chanceler se voltou para Alfred Rosenberg, filósofo e nazista convicto, que desprezava o Cristianismo. No seu livro “O Mito do Século XX”, Rosenberg elaborou uma “teoria científica” que justificava o racismo. Para ele, o valor humano supremo era o da raça: cada raça possuiria a sua alma
coletiva própria, “o místico  poder do sangue e da terra”. Cada raça teria também seu impulso religioso (no caso dos germano ários , tal seria o culto pagão de Wotan, rei dos deuses). Segundo Rosenberg, o Cristianismo era o produto distorcido de tribos semitas que haviam
conseguido enganar os ários, fazendo-os renunciar às suas “verdades pagãs”. A Igreja Católica, pioneira nesse embuste espiritual, era então visada como alvo de veemente ataque, como sendo ela a promotora de “falsificações” prodigiosas conscientes e inconscientes.

 Durante toda a década de 1930 Rosenberg lançou escárnio contra a Igreja. O clero, a hierarquia e o Vaticano foram injuriados como envenenadores do sangue alemão, mercadores de morticínio e causa de caos da raça, obscurantistas ou “homens das trevas” feiticeiros de Roma e, com referência às raízes semitas do Cristianismo, advogados de pervertido orientalismo. Jesus Cristo foi tido como inconsciente instrumento nas mãos de conspiradores judeus internacionais que estão em atividade desde o século I da nossa era. Ou, diziam outros, Jesus em absoluto não foi judeu, mas um ário prototípico, filho de um soldado romano lotado na Palestina. Durante toda a sua carreira até a forca em Nüremberg, Rosenberg propagou suas idéias mediantes
panfletos, discursos e seminários de treinamento para dirigentes nazistas, aos quais apregoava a “perfeita raça nórdica”.

Sem demora começaram as escaramuças entre nazistas e católicos. Em fevereiro de 1933 houve em Berlim um conflito entre comunistas e nazistas. Conflito no qual morreu um policial católico, o sargento Zuritz. Os seus funerais realizaram-se em sua cidade natal na Silésia, ocasião em que o sacerdote celebrante deplorou os numerosos e
violentos homicídios dos últimos tempos e citou como algo de terrível a máxima formulada por Hitler: “Se eles nos desobedecerem, as suas cabeças rolarão”.
Esta era uma clara alusão a um discurso de Hitler. Os muitos policiais de choque presentes ao ato começaram então a tossir para abafar as palavras do padre. Destemido, este exclamou: “Vocês todos podem tossir como lhes agrada, mas a mim não farão tossir para que eu não diga a verdade”.

No mesmo mês de fevereiro, o Ministro Goering proibiu a circulação de todos os periódicos católicos de Colônia. Levantaram-se protestos, aos quais ele respondeu negando que isso fosse parte de um plano dirigido contra a Igreja Católica; dizia ele que “o governo estaria lavrando  a sua própria ruína, caso seguisse tal política”. A proibição foi posteriormente revogada, mas deixou a população atemorizada por toda a região da Renânia: de resto, o fato aconteceu pouco antes que a imprensa católica fosse encampada na Alemanha pelos nazistas.
Ainda aos 22 de fevereiro de 1933 outro notável incidente ocorreu. As tropas de SA nazistas desbarataram encontros de sindicatos cristãos com o Partido do Centro Católico. Um eminente político, Adam Stegerwald, foi atacado em público numa plataforma de Krefeld e
vários sacerdotes foram feridos.

Uma breve pausa nos conflitos verificou-se quando Hitler se dispôs a fortalecer a unidade nacional para poder enfrentar inimigos de dentro e de fora do país. Dirigiu então um apelo à Igreja Católica para que aceitasse entrar em negociação. Ao mesmo tempo circulavam fortes rumores que ameaçavam a Igreja Católica, caso não fosse logo concluído um acordo. Isto provocou debates. Finalmente o Papa Pio XI
e seu Secretário de Estado, o Cardeal Eugenio Pacelli, apesar de muitas
apreensões, averiguaram que não podiam recusar conversações com um governo legitimamente instaurado. Se recusassem, Hitler faria público o seu aparente propósito de paz e acusaria os católicos de o solapar. O Cardeal Pacelli argumentava que um acordo lavrado por escrito seria melhor base de coexistência tranqüila do que nenhum pacto jurídico. Os luteranos também aceitaram negociar com o governo. Naquele momento da história, fim de junho de 1933, já havia
campos de concentração e ocorriam encarceramentos em massa, atingindo centenas de membros do Partido Católico. – O representante do governo nas negociações, Ministro Franz von Papen, católico, embora estivesse ciente dos problemas registrados atrás, declarou aos jornalistas que as relações entre o Vaticano e o Reich eram tão amigas que em oito dias apenas a Concordata fora acertada até em seus mínimos pormenores. Por conseguinte, em julho de 1933 foi assinado um Acordo que assegurava que certas atividades da Igreja Católica no plano educacional, no da juventude e no de Encontros e Congressos ficavam garantidas por lei do Reich. Em troca, devia cessar o apoio da Igreja ao Partido Católico e aos Partidos do povo bávaro. De resto, já antes de ser assinada a Concordata, o próprio Partido do Centro Católico, pressionado pelo nazismo, havia decidido dissolver-se, fato este que Pacelli lamentou, porque o deixara sem respaldo durante as negociações.

Pacelli afirmava que de dois males era preciso escolher o menor. Se não fora a Concordata, os católicos teriam sido deixados à mercê das tropas de choque nazistas (AS, SS) e da Gestapo. A concordata poderia servir-lhes de amparo para protestarem contra as injustiças.
Em julho de 1933, observava Pacelli frente a um oficial da Embaixada Britânica que, embora os ataques aos católicos fossem perdurar, “dificilmente os nazistas violariam todos os artigos da Concordata ao mesmo tempo.” Na verdade, apesar de pretensas garantias, foram constantemente desrespeitados os termos do Acordo.

Em dezembro de 1933, um Estatuto de Editores obrigava todos os editores a tornar-se membros da Câmara Literária do Reich e a obedecer a todas as diretrizes que dela emanassem. Tal lei proibia dar notícias minuciosas de peregrinações, imprimir calendários litúrgicos e até anunciar Encontros de agremiações católicas. Ao definir o que
considerava propaganda contra o Estado, o Estatuto desferia um golpe um golpe mortal na ampla e próspera imprensa católica. A censura enrijeceu. Cada tipografia ficou sujeita ao capricho das autoridades, e um véu cobriu parcialmente o que ocorria dentro da própria Alemanha.

O Vaticano, desejoso de saber exatamente o que acontecia, encontrou quem o ajudasse. Uma numerosa turma de testemunhas desconhecidas acompanhava os agentes do Estado que estivessem
trabalhando às ocultas, passava para fora do país relatórios e documentos secretos. Um dos heróis dessa intelligentzia católica foi o Dr. Joseph Mueller, mensageiro-chefe. Era este um jurista antinazista de Munique, conhecido por ser pessoa calma e de confiança. Oficial da Abwehr (Defesa Militar), podia locomover-se livremente entre Munique, Berlim e Roma. Na sua sacola de trabalho, isenta de alfândega e dos olhos da Gestapo, ele transportava maços de documentos que proporcionavam minúcias da campanha contra os católicos da Alemanha e da Áustria. Quando a Rádio Vaticana levava ao ar extratos dos relatos trazidos por Mueller, a Gestapo reagia com fúria e pôs-se a procurar acirradamente a respectiva fonte.

De 1934 a 1939

A documentação fornecida por Mueller permitiu averiguar crescente progresso das medidas anticatólicas entre 1933 a 1939. O Estado queria forçar os jovens católicos a entrar na Juventude Hitlerista; as escolas e os sindicatos católicos foram desmantelados, o clero condenado à perseguição e ao cárcere. Entre 1935 a 1938 os padres e os Religiosos foram humilhados cinicamente por motivo de “divisas ilegais” e “imoralidade”. Com efeito, as leis do Estado regulamentavam
a importação e exportação de dinheiro; mandar qualquer quantia para fora do país podia ser considerado “alta traição” e “sabotagem”. Por alegação de infrações às leis vigentes, a campanha foi dura e resultou em encarceramentos vários e pesadas multas. Tal foi o caso do Pe. Agner, redentorista, que foi preso numa cidade e falsamente acusado.

AA confiscação de contas bancárias era procedimento  habitual,
adotado pela polícia, que era muitas vezes brutas e agressiva. Em maio de 1935, no convento de S. Carlos Borromeu em Trebnitz (Saxônia), duas Religiosas morreram do choque do que exportavam  dinheiro
para um convento na Tchecoslováquia. As Irmãs responderam que era absurdo pensar que elas possuíssem elevadas quantias, já que gastavam toda a sua vida em obras de caridade. Em 22/07/1935 declarou um advogado em Münster: “Era notório que até juízes e procuradores do Estado caíam em erro no tocante à legislação econômico-financeira”.

Os processos por imoralidade procuravam destruir a reputação dos Religiosos católicos. Sacerdotes, monges e freiras foram acusados de “estilo de vida pervertido e imoral”. A polícia secreta lhes preparou numerosas armadilhas: assim em maio de 1936 alguns padres
foram chamados para atender a pessoas doentes em quartos de hotel. Eram aguardados nesses quartos por fotógrafos. Quando o padre entrava no quarto, a pessoa “doente” revelava ser uma prostituta ali colocada pela Gestapo. As fotografias assim tiradas eram levadas aos tribunais e ao público como irrefutáveis provas de corrupção moral.

Em 1936 um famoso processo atingiu os franciscanos da cidade de Waldreibach (Renânia). Foi amplamente divulgado, a ponto que as famílias foram admoestadas por panfletos “santamente redigidos” a que não matriculassem seus filhos em educandários católicos. As
próprias crianças foram estimuladas a ler os sinistros relatos. Em algumas cidades, as bancas de jornais especialmente arrumadas, de modo que em prateleiras a pouca altura as crianças pudessem ler estórias pornográficas acompanhadas de caricaturas nas páginas de Der Sturm (o jornal controlado por Julius Streicher, notoriamente anti-semita e anticatólico).

Os testemunhos das crianças eram levados aos tribunais pela polícia secreta de tal forma que não era permitido a alguém contradizer-lhes. Registraram-se ameaças, subornos, brutais interrogatórios noturnos, colapsos nervosos…
Nos Estados Unidos comícios e marchas de protesto começaram a Ter lugar logo que já chegaram as notícias dos infamantes processos. Em junho de 1936, 48 clérigos assinaram um documento que dizia: “Levantamos solene protesto contra a brutalidade dos ataques movidos
contra o clero católico pelo governo alemão, que o acusa imoralidade… O bom nome do sacerdócio católico é assim difamado, na expectativa de que se possa chegar ao extermínio das crenças judaica e cristã por parte do Estado totalitário”. Os rabinos Samuel Abraham, de Boston, Philip Bernstein, de Rochester, e Philip Bookstaber, de Harrisburg, dezoito  outros rabinos e vinte e um pastores protestantes assinaram tal protesto.

Voltando à Alemanha, observa-se que tais vozes ficaram sem resposta. Nos anos subseqüentes continuaram os ataques aos clérigos nas ruas, nas casas paroquiais e nos postos de fronteira. O culto divino nas Igrejas podia ser interrompido, as procissões dissipadas, enquanto os fiéis católicos eram assaltados nas ruas.
Na Páscoa de 1935, peregrinos alemães que voltavam de Roma após visitar o Papa Pio XI, foram punidos na fronteira por agentes da Gestapo e da SS; receberam a ordem de deixar o trem em que viajavam e de ficar esperando; isto durou sete horas debaixo de copiosa chuva; enquanto a sua bagagem era toda minuciosamente inspecionada; foi-lhes confiscado tudo o que fosse sinal de alguma organização ou associação: bandeiras, estandartes, livros, barracas, até facas e garfos… Os peregrinos foram insultados furiosamente: “Assim são os papistas, o povo que apunhalou a Alemanha pelas costas em 1918! É preciso que eles sejam espancados e enviados para um campo de concentração… A melhor coisa seria degolá-los!”. Diante dos
protestos dos injuriados a polícia local apenas respondeu que estavam
procurando uniformes ilegais.

No dia das eleições para o Reichstag em 1938, sacerdotes e Bispos foram atacados depois que a votação se encerrou. Em Fellbach, perto de Stuttgart, o Pe. Sturm, pároco, foi cercado por uma turma de 25 SS e AS (guardas nazistas), que lhe perguntaram em que ele votara. Após Ter saqueado a casa paroquial, obrigaram-no a passar entre duas
fileiras de homens munidos de açoites, que cuspiram nele, zombando: “Este é o traidor, Pe. Sturm!”. Depois de duas horas de abuso, foi levado ao chefe, que lhe deu uma lição acerca da doutrina de Hitler e lhe manifestou como ele (chefe) concebia os deveres de um pároco na nova Alemanha. À meia-noite, o Pe. Sturm foi posto em liberdade.

Embora os SS e a Juventude Hitlerista tivessem sido instruídos para não fazer mártires, era muito freqüente encontrar sacerdotes ameaçados. Muitos foram tratados com aspereza, sendo que um, atirado janela abaixo, teve as duas pernas quebradas. O Cardeal
Faulhaber, de Munique, foi alvo de um tiro; o Cardeal Innitzer teve sua
residência saqueada em Viena no mês de abril de 1938. Neste mesmo mês deu-se um incidente notável, quando o Bispo Mons. Sproll, de Rottenburg, foi maltratado.
Posteriormente ele recebeu uma carta anônima de um agente AS, que foi obrigado a tomar parte na agressão e que dizia: “Sempre fui ufano do meu país, mas nesse Sábado eu me senti, pela primeira vez, envergonhado de ser um alemão”.

Nessa mesma década de 1930, canções, filmes, discursos de membros do Partido, cartazes e peças de teatro satirizaram o clero. O produtor Anderl Kern redigiu a peça anticlerical intitulada “O Último Camponês”, que circulou por toda a Alemanha, provocando sérios debates. Foram então apresentados ao público um pároco com um filho ilegítimo, um olho no sexo oposto e dinheiro fácil; um jovem seminarista volta para a casa dos pais, anunciando que perdeu a vocação; uma senhora mãe tenta matar uma jovem empregada doméstica com o rosário numa mão e o punhal na outra.
No fim da peça aparece o ex-seminarista como “o autêntico herói alemão”, tendo renunciado ao sacerdócio e prometido ao pai uma numerosa família “para a segurança futura da raça ariana”.


A estratégia nazista consistia, essencialmente, em destruir o Catolicismo, eliminando todas as organizações patrocinadas pela Igreja desde as escolas infantis até os sindicatos. Em 1939, as escolas e os sindicatos católicos estavam praticamente extintos. Em troca havia as escolas nacional-socialistas, a Frente de Trabalho Nazista e a Juventude Hitlerista com seu ramo feminino, que era a Liga das Moças Alemãs.
Em 1937 os pais de família eram obrigados a escolher a escola de seus filhos perante duas testemunhas, geralmente homens da tropa de choque rigorosamente uniformizados; essas testemunhas os advertiam a respeito de perda de emprego e outras sanções. As próprias crianças nas escolas católicas sofriam represálias; não havia para elas prêmios pelos estudos primários, pois estes só podiam ser concedidos pelas
escolas oficiais; aos pais que optassem por uma escola católica, era dito que seus filhos teriam que ir freqüentá-la nos subúrbios, a algumas milhas de distância. Em Speyer, cidade da Renânia, um operário narrou ao seu Bispo pormenores de como sua opção de escola foi obtida: “Disseram-me que fosse à Secretaria da paróquia; lá chegando, declarei que escolhia a escola católica, e preparavam-me para ir embora, quando um agente nazista me segurou pelas costas

e escreveu um ofício à minha firma de trabalho declarando que, por causa da minha opção, eu merecia ser demitido. Então disse-me um policial que, se eu não mudasse de alvitre, eu jamais poderia conseguir emprego”.

Um livro conta a conspiração de Hitler contra o Papa


Hitler pensou em invadir o Vaticano e levar Papa Pio XII para a Alemanha

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Em 1942 , Adolf Hitler idealizou um projeto para deportar o Papa Pio XII e alguns membros da Cúria Vaticana para a Alemanha. Trata-se de um episódio histórico, quase ignorado pela opinião pública, que veio à tona a partir de diversos documentos, entre os quais as cartas informativas que chegavam ao Papa através de diversas fontes – inclusive militares-, sobre o que acontecia em Roma e nos arredores.
O que há de verdadeiro nisso? Como se desenvolveu realmente o caso? Por que não deu certo? E mais: por que esse episódio se tornou desconhecido pelo grande público?
As respostas a essas e outras perguntas podem ser encontradas no livro “O acordo secreto de Hitler”, da editora Città Nuova, apresentado esta semana na 13ª Feira do Livro de Turim (Itália).
O texto traz uma narração dos eventos dramáticos da Segunda Guerra Mundial através dos “olhos” de Pio XII e de seu antagonista, Adolf Hitler. O livro possui um estilo que liga uma sólida reconstrução histórica ao fascínio da narração.
Papa Pacelli, que estava informado sobre as deportações de judeus por parte dos nazistas, depois que Hitler decidiu exterminá-los, fez de tudo para salvá-los.
Em agosto de 1942, em um grande forno de metal, na cozinha do terceiro andar do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Papa queimava folhas repletas de anotações. “Ao lado, diz o texto, está Papa Pio XII, alto e pálido; em suas mãos, estão duas grandes folhas de papel, escritas com a sua grafia precisa e minuciosa. Ele joga uma a uma ao fogo e as supervisiona atentamente até que cada uma queime. As freiras alemãs que cuidam do apartamento papal observam à distância, silenciosas”.
“Irmã Pascalina Lehnert, a única freira mais próxima do Papa, teve coragem de intervir: ‘Santo Padre, – disse, abrindo aquele olhar azul – por que estás queimando essas folhas?’. Aqui – responde o Pontífice, olhando diretamente em seus olhos, como sempre fez – está o meu protesto contra as cruéis perseguições contra os hebreus na Holanda. Estava a ponto de publicá-la no L’Osservatore Romano’ ”.
Era uma carta muito mais dura que aquela dos bispos holandeses contra as represálias nazistas, a qual foi lida nas igrejas em 26 de julho daquele ano e provocou a prisão de milhares de pessoas, cerca de 40 mil.
“A minha – explica Pio XII – poderia custar a vida de umas 200 mil pessoas”. Melhor não falar de forma oficial e trabalhar em silêncio por esse povo”.
Depois de 8 de setembro de 1943, a Itália transformou-se em um caos. O governo de Badoglio teve de fazer um armistício com os aliados; o rei e os seus parentes fugiram para Brindisi; Mussolini era prisioneiro do Führer, no norte da Itália, onde reconstituiu o governo fascista, a República de Salò.
Karl Wolff, membro de alto escalão, de Himmler, recebeu de Hitler uma tarefa importante:
“Em Roma há o Vaticano e há o Papa. Não devem cair nas mãos dos aliados nem estar sob qualquer influência deles. Seria um grande dano para a Alemanha”, reconstruiu Dal Bello.
Por isso, as tropas alemãs deveriam ocupar o Vaticano, salvando as obras de arte e os arquivos e demonstrando “preocuparem-se com a saúde do Papa”, uma desculpa para transportá-lo à Alemanha, para depois pensarem o que fazer.
A notícia se espalhou: “Querem levar o Papa embora”. A rádio da República de Salo chegou a citar isso claramente no dia 7 de outubro 1942: “Já preparam os alojamentos para o Papa”.
“A notícia das intenções dos nazistas é séria”, disse Pio XII a Cesidio Lolli, vice-diretor do L’Osservatore Romano. E ainda: “Eu não deixarei nunca o Vaticano e Roma; mesmo que me acorrentem, não sairei daqui”, disse Papa Pacelli ao jesuíta Paolo Dezza.
Fonte: http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/um-livro-conta-a-conspiracao-de-hitler-contra-o-papa-5792756089749504

Camila Domingues/Palácio Piratini

Brasil é 3º pior em ranking de educação, aponta Economist

Marina Pinhoni, de EXAME.com
08/05/2014 10:43

São Paulo – Em dois anos, o Brasil subiu apenas uma posição no ranking educacional encomendado pela empresa Pearson à Economist Intelligence Unit, braço de pesquisas do grupo Economist.

Entre 40 nações avaliadas, o país aparece na 38ª posição. 

De acordo com o estudo internacional The Learning Curve 2014 (A Curva de Aprendizado 2014), mesmo com a escalada de uma posição no ranking, o Brasil está entre os que registraram queda no índice de desempenho escolar e habilidades cognitivas.


As seis nações com a maior variação negativa em relação à média global foram: Tailândia, Colômbia, Argentina, Brasil, México e Indonésia.

Do lado oposto, no topo do ranking, estão Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong. O estudo destaca a “cultura de responsabilidade” desses países como fator fundamental para o bom resultado, uma vez que “a sociedade valoriza os professores e as escolas muito mais do que em outras partes do mundo”.

Primeira colocada no ranking anterior, realizado em 2012, a Finlândia caiu para o 5º lugar, principalmente devido a uma diminuição registrada dos conhecimentos em Matemática e Ciência.

Segundo a Pearson, as baixas pontuações no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coloca em dúvida se países em desenvolvimento como Brasil, México e Indonésia podem sustentar taxas de crescimento econômico no longo prazo.

Estimativas da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicam que, na última década, metade do crescimento econômico nos países desenvolvidos foi devido a habilidades em educação melhoradas.

grey QUANDO E COMO PODAR UMA ÁRVORE


QUANDO E COMO PODAR UMA ÁRVORE


Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Dicas
 

Não se trata apenas de uma questão estética, a poda é um procedimento necessário e deve seguir algumas regras para evitar prejudicar a regeneração dos galhos e folhas de uma árvore. Sobretudo nas áreas urbanas, onde as árvores convivem e dividem espaço com elementos como postes de iluminação, placas de sinalização, muros e demais construções, a poda deve ser feita regularmente. Se você tem árvores na sua casa e deseja fazer o trabalho sozinho, aprenda a seguir quando e como podar uma árvore da maneira correta.

Saiba quando e como podar uma árvore

- As podas de rejuvenescimento das árvores são recomendadas para acontecer mais ao final do inverno, por ser o período em que é retomado o crescimento vegetativo. Você precisa ficar atento as diferentes fases da planta para planejar sua poda. Por exemplo, uma poda realizada no período da tarde, vai permitir que as plantas tenham o período da noite para cicatrizar os cortes. Outra fase ideal é durante a lua minguante, porque a seiva das plantas reflui para a raiz, de forma que a poda dos galhos e das folhas resulte em menos desperdício de seiva. 
- Você pode usar uma camada de látex, verniz ou um produto próprio para cicatrização de corte para minimizar a exposição do corte, que corre o risco de ser contaminado com fungos e bactérias. Isso pode acabar causando o adoecimento da planta. Algumas pessoas colocam uma camada de barro molhado, mas o próprio barro pode contar com alguns contaminantes.
- Tenha sempre em mente que existe uma grande diversidade de seres vivos que dependem das árvores, como os passarinhos e seus ninhos, as lagartas e borboletas, formigas e ainda outros micro-organismos que equilibram o ecossistema. Avalie se a poda irá causar muitos danos aos seres que formam esse ecossistema.
- Lembre-se de que a poda não irá eliminar somente a parte aérea das plantas, como os galhos e folhas, mas também o que tem de vida no solo, como bactérias, fungos e etc, que vivem das sobras da fotossíntese que acaba sendo eliminadas pelas raízes. Com a poda, estes microorganismos terão dificultada a ação de dissolver os minerais importantes na alimentação das plantas.
- Em ruas, avenidas e demais vias públicas, a poda das árvores costuma ser realizada pelas secretarias municipais, normalmente entre os meses de abril e agosto. Entretanto, se surgirem casos de queda de galhos ou qualquer outra situação que apresente risco pela altura e alcance das árvores, a poda pode ser realizada em outros períodos. Se você perceber situações como estas nas vias por onde costuma circular da sua cidade, entre em contato com a secretaria do meio ambiente e urbanização e informe o local de risco. Em situações de emergência, como em acidentes envolvendo a queda de galhos, é preciso entrar em contato com o Corpo de Bombeiros.
- Em terrenos privados, é necessário possuir autorização da prefeitura para a poda e/ou retirada de árvores, informando sobre os motivos da poda e a espécie da árvore em questão. Para conceder a autorização, a prefeitura deve comparecer ao local e avaliar a situação.

Quem são as centenas de jovens sequestradas na Nigéria?

Publicado por Caldeirão Político - 1 semana atrás


Na noite do dia 14 de abril, homens armados - integrantes do grupo radical islâmico Boko Haram - invadiram um internato em Chibok, pequena cidade interiorana no Estado de Borno, no noroeste da Nigéria.
"Não se preocupem, não vai acontecer nada com vocês", os invasores disseram às jovens estudantes que encontraram. Depois de se apoderar de alimentos e outros produtos encontrados no local, os homens colocaram fogo no prédio e partiram, levando-as.
Duas semanas após o sequestro, quase nada se sabe sobre o destino das mais de 200 jovens, a maioria entre 16 e 18 anos, que se preparavam para fazer seus exames finais.
Uma das hipóteses é a de que elas teriam sido levadas para Sambisa, um frondoso bosque cortado por riachos e habitado por antílopes e elefantes onde, antes da insurgência, moradores da região caçavam e pescavam.
Também há relatos de que algumas teriam sido vistas em caminhões na direção do Chade ou da República dos Camarões, onde seriam vendidas por US$ 15. Também na semana passada, surgiu a informação de que elas teriam sido forçadas a casar com sequestradores, que teriam pago US$ 12 por uma noiva.Em um vídeo, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, confirmou que as jovens seriam vendidas. Deus me orientou a vendê-las, elas são propriedades Dele e eu vou fazer o que ele me pediu, disse.
Em 1º de maio, muitos foram às ruas pedir que governo faça mais pelas jovens
Há mais de uma década, os militantes do Boko Haram estão empenhados em uma campanha violenta com o objetivo de derrubar o govern e estabelecer um Estado islâmico na região. O grupo se opõe ao que qualifica de "educação ocidental" de mulheres e quer a adoção da Lei Sharia (Lei Islâmica) no país.
Não há informações sobre as medidas tomadas pelo governo para resgatá-las - o que, segundo as autoridades, se deve à necessidade de não revelar detalhes por razões de segurança - e tão pouco sobre o número exato de estudantes sequestradas.
Inicialmente, falava-se em 230. Depois, houve relatos de que 40 teriam conseguido escapar. Posteriormente, o número se elevou para 276. E a cifra mais recente, fornecida à BBC pelo chefe de polícia nigeriano Tanko Lawan, é de que 223 meninas teriam sido sequestradas.
Em desespero, nigerianos saíram às ruas no dia 1º de maio para protestar e exigir que o governo faça mais para resgatar as jovens.
Quem seriam, no entanto, essas jovens que venceram o medo e apostaram na educação, um caminho arriscado em um Estado cuja capital é o berço do grupo Boko Haram?
"Ela gostava muito de ir à escola", disse à BBC Ayuba Alamson, que tem duas sobrinhas, uma com 17 anos, outra com 18, e duas primas, entre as sequestradas.
"Era alegre, amorosa e ótima companhia", disse Alamson em relação a uma das sobrinhas, cujo nome ele prefere não revelar.
"Ela queria terminar seus estudos secundários, estudar medicina e se especializar em ginecologia, para ajudar as mulheres em áreas rurais que não têm acesso aos hospitais da cidade"."Minha outra sobrinha", contou, "queria trabalhar na mídia, escrever em publicações, apresentar programas de rádio e ser escritora".
"A escola (que frequentavam) era a única escola de Estado em Chibok, por isso, o sonho de muitas das meninas era se formar, ir para a universidade e voltar para a comunidade para construir uma boa escola para seus filhos", acrescentou.
Alamson tem ainda uma irmã que teve a sorte de escapar dos sequestradores junto com outras estudantes. mas o incidente foi tão traumático que ela ainda não consegue falar sobre o que aconteceu.
"No momento, ela está há 20 km de Chibok. Quando falo com ela, chora o tempo todo e não quer se lembrar do que aconteceu, continua pensando em suas companheiras que ainda estão no bosque. Só se lembra do momento em que foi sequestrada e de ter saltado do caminhão para escapar".
Deborah Sanya também conseguiu escapar. Tem 18 anos e está prestes a se formar.
No momento do ataque, alunos faziam prova em escola
Ela disse à revista The New Yorker que era meio-dia quando chegaram ao acampamento dos militantes, em um local remoto, no meio do bosque.
Os homens obrigaram suas colegas a cozinhar. Ela disse que não comeu, não tinha apetite.
Duas horas mais tarde, convenceu duas de suas amigas a tentar escapar. Elas se esconderam atrás de uns arbustos e, quando foram vistas pelos guardas, começaram a correr.
À noite, chegaram a um povoado, dormiram na casa de um estranho que as acolheu e, no dia seguinte, telefonaram para suas famílias.
"Pensei que minha vida tinha chegado ao fim", ela disse.
Assim como a irmã de Alamson, a preocupação e angústia que Sanya sente em relação às companheiras a impede de contar mais detelhes.
No momento do ataque, só estavam na escola as estudantes que estavam fazendo os exames finais.
"As jovens em Chibok são como outras moças de 17 ou 18 anos. A maioria é filha de camponeses. As que conseguem bons resultados em seus exames sonham em prosseguir com sua educação", disse à BBC um dos líderes anciãos da comunidade, Pogo Bitrus.
A organizadora dos protestos em resposta ao sequuestro ocorridos na capital do país, Abuja, é Naomi Mutah, oriunda de Chibok.
"Os pais dessas meninas são camponeses e estão firmemente convencidos de que suas filhas devem receber educação", ela disse. "E esta região valoriza muito a educação ocidental"."Também não se faz muita distinção entre meninos e meninas nessa região, que é de maioria cristâ", acrescentou.
"Nesse sentido, essa área é diferente de outras no país, onde as meninas não têm as mesmas oportunidades que os meninos, por conta de diferenças culturais e religiosas".
"Esses pais trabalham durante a estação das chuvas para garantir uma boa colheita que, ao ser vendida, lhes permite pagar a escola das crianças".
"Mas agora, todos esses sonhos foram subitamente interrompidos e sequer sabemos o que aconteceu com elas. Estão vivas? E se estão, onde estão? Queremos nossas crianças de volta.para que possam voltar para a escola", esbravejou.
"Não podemos nos esquecer de que esta é uma geração inteira de estudantes mulheres de Chibok. Entre elas, com certeza haverá primeiras damas, médicas, advogadas e engenheiras. Mas se nada for feito para resgatá-las, todo o nosso trabalho terá sido em vão"

O PT E AS CONSTRUTORAS

 Nos jornais: construtoras bancam 75% das doações ao PT
Grupos como Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão figuram na lista de maiores patrocinadores do PT por meio de doações ao diretório nacional do partido
Publicado por Congresso em Foco - 5 dias atrás
Folha de S. Paulo

Construtoras bancam 75% das doações ao PT

Dos R$ 79,8 milhões doados ao PT nacional em 2013, quase R$ 60 milhões -o equivalente a 75% do total- veio de empresas construtoras.

Grupos como Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão figuram na lista de maiores patrocinadores da sigla por meio de doações ao Diretório Nacional do partido.

O pagamento é feito de maneiras diversas. Enquanto a Odebrecht fez apenas três doações no ano, sendo uma delas de R$ 4 milhões, a Galvão Engenharia contribuiu mensalmente com o partido. Foram 12 doações ao longo do ano, sendo 10 delas no valor de R$ 500 mil.

As contribuições de pessoas físicas somaram R$ 2.943 -menos de 0,1% do total. O Fundo Partidário injeta outra parte dos recursos ao caixa das siglas - em 2013, o PT recebeu R$ 47,3 milhões.

O padrão de participação das empreiteiras se mantém nos últimos anos - em 2012 e 2011 também foram elas as maiores doadoras. A lista de doações também revela o quanto elas se concentram nas mãos de poucos grupos.

PSDB de Aécio tem o cheiro da derrota no 2º turno, diz Marina

A cinco meses da eleição, a ex-senadora Marina Silva afirma que o PSDB de Aécio Neves já entrou na disputa com o "cheiro da derrota" no segundo turno. Ela diz que seu companheiro de chapa, Eduardo Campos (PSB), é o único capaz de impedir a reeleição de Dilma Rousseff (PT).

A declarações devem ajudar a sepultar o clima de trégua entre os dois candidatos, que vinham atuando em parceria para desgastar a petista.

Incomodada com as comparações entre Campos e Aécio, Marina afirmou que o aliado defende ideias mais progressistas que o tucano. Também atacou Dilma, a quem acusou de usar a propaganda oficial para esconder os problemas do governo.

A ex-senadora se mostrou incomodada com o relato do ex-presidente Lula, revelado na segunda pela coluna Mônica Bergamo, da Folha, de que ela teria consultado Deus antes de pedir demissão do Ministério do Meio Ambiente.

Estratégia de Dilma é associar oposição a ações impopulares

O governo petista captou o desejo da população por mudanças, mas, nos primeiros movimentos da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff diz apenas o que não vai mudar se for reeleita.

Desde o pronunciamento do Primeiro de Maio, a presidente-candidata promete mais emprego, salário e Bolsa Família, enquanto nega a necessidade de ajustes dolorosos na política econômica.

"Tem gente dizendo que tem medidas impopulares. Tem que ter cuidado para que medida impopular não se transforme em medida antipopular", disse anteontem, em jantar de mais de quatro horas com jornalistas mulheres no Palácio da Alvorada.

Adversários rebatem críticas feitas pela presidente em jantar

Os dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff (PT) rebateram ontem as críticas feitas por ela contra seus oposito...

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História da Igreja

A Fundação do Estado Pontifício

Categoria: Artigos



2698Os precedentes
1. Sabemos que em 476 os ostrogodos tomaram a cidade de Roma, fazendo cair o Império Romano antigo. De então por diante dominaram a Itália e procuraram estender seu poder a outros territórios da Europa. Os bizantinos, a princípio, reconheceram o domínio ostrogodo na península itálica.
Todavia em 553 o reino ostrogodo, já muito debilitado interiormente, após vinte anos de guerra acabou cedendo à pressão dos bizantinos. Estes então fizeram da península itálica uma província do Império bizantino, que tinha seu exarca (= governador) em Ravena.
Em 568 os lombardos abandonaram a Panônia (Hungria) e invadiram o Norte da Itália; deixaram, porém, intata a cidade de Ravena, sendo bizantina. – O jugo bizantino desagradava profundamente aos habitantes do Centro e do Sul da península, porque exercia excessiva pressão fiscal, tinha funcionários corruptos e não dava a devida atenção às populações constantemente ameaçadas pelos lombardos. Doutro lado, o Papado ia aumentando cada vez mais o seu prestígio moral e político o Papa era tirado como o defensor dos pequeninos, que a ele recorriam, atribulados e carentes.
A estima devotada ao Bispo de Roma (= Papa) fazia que muitos nobres, ao morrer ou ao ingressar no mosteiro, legassem seus bens e territórios ao Pontífice. Assim teve origem, aos poucos, o chamado “Patrimônio de São Pedro”, que constava de terras na Itália e nas ilhas adjacentes. Esses bens, de extensão cada vez maior, permitiam ao Papa assumir posição de certa independência diante do Imperador bizantino e do representante deste em Ravena: o Pontífice tinha sob a sua jurisdição civil grande número de cidadãos, que trabalhavam sob a tutela papal ou eram socorridos por esta nos hospitais, asilos e orfanatos pontifícios.
Em consequência, durante todo o século VIl foi-se afirmando naturalmente o poder temporal do Papa, em virtude do desenrolar mesmo dos acontecimentos.

2. No século VIII novos fatos se desencadearam.
Em 717 o Imperador bizantino Leão III abriu a discussão em torno do culto das imagens ( ver capítulo 17).
A posição iconoclasta dos monarcas aumentou muito a animosidade entre orientais e latinos; teria produzido uma cisão política se os Papas não tivessem conservado sua lealdade ao Imperador.
Em 739 os lombardos, que não deixavam de hostilizar as populações itálicas, cercaram Roma. O Papa Gregório III pouca esperança tinha de receber auxílio de Bizâncio, que se mostrava avessa aos latinos, além de estar militarmente enfraquecida. Resolveu então, a conselho do Senado Romano, recorrer aos francos, que constituiam um reino católico próspero; o seu mordomo, Carlos Martelo, tinha, poucos anos antes, em 732, vencido os árabes muçulmanos em Poitiers. Era a primeira tentativa de desviar o eixo Roma-Bizâncio para o Ocidente. Carlos Martelo, porém, não conferiu o auxílio solicitado, por precisar dos lombardos na luta contra os sarracenos (árabes).
O sucessor de Gregório III, o Papa Zacarias (740-752) conseguiu ter paz com os lombardos durante vinte anos. Além disto, travou bom relacionamento com o reino dos francos, que eram o fundamento dos eventos futuros.
historia_da_igreja_antigaA criação do Estado Pontifício
Em 747, Pepino, homem inteligente e ambicioso, mas religioso e bem intencionado com a Igreja, tornou-se o mordomo do palácio real dos francos (os reis então reinavam, mas não governavam, enquanto os mordomos governavam sem coroa). Pepino quis por termo à situação ambígua do governo dos francos; por isto recorreu ao Papa Zacarias, pedindo-lhe que recobrisse com a sua autoridade a falta de sangue real e reconhecesse a dinastia de Pepino e dos seus descendentes (os carolíngios); o Pontífice concordou com Pepino, pois este, se não era o rei de direito, era o rei de fato. Em 751 Pepino foi eleito rei dos francos na dieta (= assembléia política) de Soissons, e, a seguir, ungido por S. Bonifácio e outros bispos. Sucedeu assim ao último rei da dinastia anterior (merovíngia): Quilderico III.
Pepino em breve teve a ocasião de mostrar sua gratidão ao Papa. O rei lombardo Aistulfo (749-56), depois de ter tomado Ravena aos bizantinos, ameaçava Roma. De novo abandonado pelo Imperador Constantino V Coprônimo, o Papa Estêvão II pediu o auxílio dos francos; foi mesmo à França, aparecendo em 754 no palácio régio em Ponthion (perto de Paris). Pepino recebeu-o com todas as honras e prometeu-lhe proteção contra os lombardos; era movido a isto não por meros interesses políticos, mas por veneração sincera para com o sucessor de S. Pedro. De Ponthion o rei levou o Papa para Paris, onde este o ungiu, assim como aos seus dois filhos Carlos e Carlomano, reis dos francos; além disto, conferiu-lhes o título de “patrícios romanos”, título que implicava o dever de proteger Roma e a sua Igreja. Finalmente a amizade entre Pepino e o Papa deu ocasião a novo pacto travado em 754 em Quierzy: Pepino se obrigava não somente a defender a lgreja em Roma, mas também a libertar os territórios bizantinos ocupados pelos lombardos. Em duas campanhas militares (755 e 756) Pepino venceu Aistulfo e, apesar dos protestos de Bizâncio, doou solenemente por escrito ao Papa os territórios de Comacchio, o exarcado e a Pentápole (Rimini, Pesaro, Fano, Sinigaglia, Ancona); o documento de doação foi colocado sobre o túmulo de São Pedro. Estava assim fundado o Estado Pontifício (756), praticamente independente de Bizâncio, sob a
jurisdição do Papa e a proteção dos francos. Na verdade, tal gesto correspondia ao papel que o Pontífice já vinha exercendo em favor das populações ameaçadas da península itálica.
historia-igreja-_dade-mediaExiste um documento intitulado Constitutum ou Donatio Constantini segundo o qual o Imperador Constantino Magno doava ao Papa S. Silvestre (314-335) e a seus sucessores, em agradecimento pelo batismo e a cura da lepra, poder e dignidade imperiais; além disto, conferia-lhe o domínio sobre o palácio do Latrão, sobre Roma e todas as cidades dos territórios ocidentais; pelo quê, Constantino transferia a sua residência para Bizâncio. Este documento faz parte de uma coleção falsa de leis – os decretais do Pseudo-isidoro -, que teve origem no século IX. Por toda a Idade Média a Donatio Constantini foi considerada autêntica. Todavia a partir do século XV a sua genuidade foi contestada, de modo que hoje em dia é reconhecida como falso documento.

A Consolidação do Estado Pontifício
No reino dos francos, Pepino reinou até a morte, mantendo sempre boas relações com o Papado. Sucederam-lhe os dois filhos, Carlos (Magno) e Carlomano, que dividiram o reino entre si. Em 771, porém, Carlomano faleceu, deixando como único soberano Carlos Magno, homem violento, mas de boas intenções, que teve significado indelével na história.
A princípio Carlos desenvolveu política pouco favorável ao Papa; queria aproximar-se dos lombardos, inclusive mediante uma aliança matrimonial ilegítima (Carlos Magno repudiara sua esposa Himiltrude para unir-se a uma princesa lombarda). Censurado pelo Papa, Carlos separou-se da mulher ilegítima e continuou a política de seu pai, propícia ao Estado Pontifício.
A grande figura de Carlos correspondia a do Papa Adriano I, eleito em 772, pouco depois da unificação dos francos. O rei Desidério, dos lombardos, resolveu atacar de novo os territórios pontifícios, inclusive marchando sobre Roma. O Pontífice apelou para os francos: em 773, Carlos interveio cercando Pavia, a capital dos lombardos; durante o sítio, na Páscoa de 774 o rei dos francos foi a Roma e lá confirmou a doação que Pepino fizera a Estêvão II, além disto, doou-lhe as cidades de Imola, Bolonha e Ferrara.
Poucos meses após estes fatos, caiu Pavia; o rei Desidério, dos lombardos, entregou-se e assim extinguiu-se definitivamente o reino autônomo dos lombardos; Carlos assumiu oficialmente o título, de “Rei dos francos e dos lombardos e Patrício dos Romanos”.
Em 781 desapareceu também todo vestígio de dominação bizantina sobre o Estado Pontifício; aliás, esse domínio já era mais teórico do que real nos últimos decênios; os legados de Carlos Magno expulsaram os bizantinos de seus últimos redutos na península. Os Papas desde então datam os seus documentos, contando os anos do seu pontificado, e mandam cunhar as suas moedas.
1012191_602753276421773_1864993989_nTodavia, emancipando-se dos bizantinos, o Papa caiu sob a influência, cada vez mais penetrante, dos francos. Ninguém negava, naquele fim de século, que o Estado Pontifício fazia parte do Reino franco. Fazia parte, porém, de modo diferente do que ligava os demais territórios aos francos; com efeito, os outros príncipes da Itália eram vassalos do rei dos francos e dos lombardos; nomeados por este, administravam em nome dele. Quanto ao Papa, não era vassalo nem funcionário do rei; o que o ligava ao rei dos francos, era um “pacto de amor e fidelidade”, pacto que ligava mais do que uma aliança entre iguais, menos porém do que um ato de vassalagem. Era o título de “Patrício”, o cargo de Protetor do Estado Pontifício, que abria a Carlos Magno a porta para se ingerir continuamente neste: frequentemente aparecem missi (enviados) francos no território papal, que representam o rei nas eleições de bispos, transmitem desejos ou protestos do rei não somente em matéria de administração temporal, mas também no tocante ao governo interno da Igreja.
Carlos Magno Imperador
Em 795 morreu o Papa Adriano I, que teve por sucessor Leão III. Este comunicou logo sua eleição a Carlos Magno, mandando-lhe as chaves do túmulo de S. Pedro e a bandeira da cidade de Roma, ao mesmo tempo que Ihe prometia fidelidade. Carlos Magno respondeu felicitando o Papa; depois disto, mandava-lhe conselhos e instruções, como se fosse o verdadeiro chefe político e religioso dos cristãos.
A posição de Leão III era insegura, por causa de acusações que contra ele levantavam os sobrinhos do seu antecessor. Carlos Magno então foi a Roma em novembro de 800 a fim de por termo à controvérsia. Aos 23/12/800 reuniu-se um Sínodo em Roma, sob a presidência de Carlos: fiel à antiga norma do Direito eclesiástico (“a Sé Apostólica por ninguém pode ser julgada”), a assembléia absteve-se de julgar o Papa; este repeliu com juramento as acusações que lhe eram feitas.
Dois dias depois, ocorreu acontecimento de enorme importância. Na noite de Natal de 800, quando na basílica de S. Pedro Carlos se levantava após ter rezado diante do túmulo de S. Pedro, Leão III impôs sobre a sua cabeça preciosa coroa, enquanto o povo aclamava: “A Carlos Augusto, coroado por vontade de Deus, grande e pacífico Imperador Romano, vida e vitória!” – Esta cerimônia não causou surpresa; parecia preparada. Se de fato foi previamente combinada, julga-se que a iniciativa partiu de Carlos, pois este não era homem que deixasse que lhe impusessem um acontecimento de tal envergadura.
Este evento significava a renovação do Império Romano Ocidental, que perecera em 476 e que era restaurado em sentido novo: o “Patrício Romano” se tornava Imperador Romano no Sacro Império Romano, como era chamado a partir do século XIII Como se compreende, a Itália e o Papado ficavam definitivamente subtraídos à jurisdição de Constantinopla. O novo título implicava, para Carlos, um aumento de autoridade moral e política diante dos demais soberanos do Ocidente e uma dignidade religiosa que o confirmava na função de proteger a Igreja.
Após a coroação, as relações de Carlos com o Papa continuaram amistosas, embora o Papa tivesse que se queixar, não raro, da intrusão de funcionários francos no Estado Pontifício, enquanto os legados papais com dificuldade eram ouvidos na corte imperial.
O Imperador muito se interessou pela formação do clero; mandou elaborar um repertório de sermões típicos para facilitar a pregação; incentivou o canto-chão. Mas em geral nomeava bispos e abades (mesmo dentre os leigos) e exigia dos prelados serviço ao Estado (hospedagem do rei em viagem, missões políticas, participação em certas campanhas…). Exortava bispos e Papa ao cumprimento de seus deveres, sendo que ao Papa atribuía a função de rezar como Moisés (ef. Ex 17,10-13). Dos leigos exigia que soubessem ao menos o Pai-Nosso e o Credo.
Em síntese, Carlos Magno foi um herói cristão, que teve suas fraquezas, mas a quem a posteridade deve reconhecer o mérito de haver tentado criar um Ocidente cristão.

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