FRANCENILDO, DE ALMA LAVADA !!!
MINHAS QUENGAS, MINHAS HEROÍNAS
Quem diria: oito anos depois de ficar conhecida nacionalmente, na época do escândalo que derrubou Antonio Palocci do Ministério da Fazenda no primeiro governo de Lula, Jeany Mary Corner, que sempre se intitulou promotora de eventos, é presa em Brasília acusada de favorecimento à prostituição.
Na época da queda de Palocci, a Polícia Federal descobriu que integrantes de uma quadrilha suspeita de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão municipais usavam garotas de programa para cooptar prefeitos e gestores para o esquema criminoso.
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Por uma curiosa coincidência, Jeany Mary Corner, protagonista de putarias sacaníferas carnais, foi encaminhada para a Penitenciária da Papuda. Adonde já estão engaiolados os mensaleiros, protagonistas de putarias corruptíferas administrativas. Jeany Mary foi presa ontem, segunda-feira, junto com mais outras oito ilustres personalidades putáricas.
O poder bucetífero da cafetina Jeany Mary é tão forte que, no ano de 2006, ela derrubou o Ministro da Fazenda de Lula, um dos homens mais puderosos do gunverno petralha. Na época, o caseiro da mansão onde Palocci traficava influência, conhecida como “República de Ribeirão Preto”, o verdadeiro herói do povo brasileiro chamado Francenildo, revelou que o então ministro frequentava reuniões no local com lobistas interessados em negócios com o gunverno vermêio.
Meus informantes na capital federal me ligaram ontem à noite pra dizer que uma quantidade enorme de mandões da República Federativa de Banânia está se cagando de medo com a possibilidade de Jeany Mary abrir o bico. Ou com a possibilidade de vazar a lista de nomes contidos em sua agenda de trabalho. As meninas gerenciadas por ela cobravam até 10.000 reais por programa. Dinheiro que, claro e evidentemente, vinha sempre dos suados impostos que nós pagamos.
Tão patriota quanto Papagaio Ufanista, eu fico todo orgulhoso porque vários dos grandes escândalos deztepaiz contemporâneo estão ligados à putaria. E me explico: é que sou admirador declarado da profissão de puta. Se existe uma nação de gente que mora na minha estima, é aquela formada pelas raparigas. Por isto me orgulho tanto.
Um país que tem uma Segunda Dama do porte da Marquesa de Garanhuns e uma cafetina capaz de derrubar ministro da fazenda, me faz ficar de peito estofado e cantar a Internacional Socialista com lágrimas pingando dos olhos.
Pra complementar esta postagem, transcrevo, logo a seguir, uma matéria publicada em agosto de 2005 e que tem Jeany Mary como personagem central. Publicada há mais de 5 anos, portanto.
Um texto extremamente revelador, a começar pelo título: “A dama e os vagabundos“.
Um título da porra!
E, repito, esta matéria foi publicada há mais de 5 anos. Mas continua atualíssima.
Vejam que lindeza:
“No início do mês, o senador Demostenes Torres (PFL-GO) perguntou na CPI dos Correios, para estarrecimento e terror de alguns de seus pares, se Simone Vasconcelos, a diretora financeira da agência SMPB, de Marcos Valério, conhecia “a cafetina Jeany Mary Corner”. Desde então, um número ainda não calculado de parlamentares – cujos nomes, sobrenomes e telefones constam da agenda-bomba da auto-intitulada “empresária de eventos” de Brasília – demonstra preocupação. Jeany também anda intranqüila. Organizadora das festas mais explosivas da República, supostamente financiadas pelo valerioduto, ela diz que vem recebendo ameaças por telefone e reclama que os negócios estão parados e que os amigos poderosos, “esses covardes”, sumiram. E eles eram muitos. A longa militância de Jeany no ramo do entretenimento masculino começou no governo Collor e vinha caminhando de vento em popa no governo Lula até o senador Demostenes acabar com a festa.
Jeany Gomes da Silva nasceu no Crato, interior do Ceará. Passou a adolescência em Lavras da Mangabeira, terra natal do ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira, com quem chegou a dividir carteira na época do colégio. Um incidente obrigou-a a deixar o Ceará: Jeany foi flagrada por uma tia no quarto com um rapaz, “merendando antes da hora”, como ela diz, e seus pais, católicos fervorosos, a expulsaram da cidade no mesmo dia. Ela, então, se mudou para o Rio. Lá, foi faxineira e rodomoça, mas por pouco tempo – queria mesmo era conhecer São Paulo. A partir daí, ela conta a amigos a seguinte versão acerca da sua trajetória: ao chegar à capital paulista, foi apresentada por uma amiga ao circuito das feiras do Anhembi, o principal centro de convenções da cidade. Trabalhando como recepcionista, percebeu que os agenciadores que a contratavam cobravam caro pelo serviço e lhe repassavam pouco. Passou a recrutar ela mesma as moças. Assim teve início a sua “empresa de eventos”. As meninas de Jeany, “as mais lindas do mercado”, como ela faz questão de ressaltar, começaram a atender empresários e políticos de Brasília. Sua entrada definitiva no circuito do poder se deu em 1990 – e em grande estilo. Diversas de suas moças foram contratadas para a festa de posse de Fernando Collor, de quem Jeany se diz amiga. De Pedro Collor, o irmão do ex-presidente, morto em 1994, afirma não ter boas lembranças. “Depois do que aquele filho de rapariga fez com o Fernando, rompi relações com ele”, conta a amigos.
Com a instalação da República de Alagoas, Jeany fez de Brasília sua base. Teve clientes em todos os governos. O de Collor, para ela, “foi o melhor de todos. Pena que tenha durado tão pouco”, costuma dizer. O de Fernando Henrique foi “marrom” (abreviação de “marromenos”). Já o de Lula, afirma, “estava bom demais para ser verdade”. Ela conta que as festas promovidas por empresários ligados ao PT eram animadas e que os pagamentos vinham sempre em cash (150 reais por menina, podendo chegar a 5.000 reais no caso de funcionárias “especialíssimas”).
Uma dessas festas, ocorrida em fevereiro, serviu para promover a candidatura do deputado Virgílio Guimarães, do PT mineiro, à presidência da Câmara. Cinco de suas mais belas moças circularam pelo salão do Hotel Nacional em Brasília usando camisetas “baby look” com o nome do deputado estampado no peito. Algumas das meninas de Jeany se afeiçoaram a figuras do PT a ponto de uma delas, chamada Carla, ter-se tornado grande amiga do advogado Rogério Buratti, ex-assessor do ministro Antonio Palocci, preso na última quarta-feira. Se Jeany até agora tem mantido a discrição, o mesmo não se pode dizer de algumas de suas meninas. Desde a semana passada, circulam pelo Congresso notícias sobre a existência de uma fotografia tirada pelo telefone celular de uma delas. A foto mostraria um deputado petista, famoso pelos modos francos e pela baixa estatura (moral, inclusive), posando ao lado de duas garotas como veio ao mundo - e com um charuto na boca. Pois é, quem disse que as mulheres de Jeany levam uma vida fácil?
Apesar de se sentir abandonada por deputados e empresários que sempre usufruíram de seus serviços, Jeany diz que não pretende revelar a identidade deles. Nessa novela do mensalão ela parece ser uma das únicas pessoas que agem com honestidade. Nas atuais circunstâncias, uma dama entre muitos vagabundos.