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Reflexão

RELAÇÃO MÉDICO / PACIENTE
Esse resultado das eleições traz para nossa reflexão a visão dos pacientes em relação aos médicos. Apesar da “união” da classe médica contra uma ação governamental contrária aos nossos anseios e que tentam buscar junto aos seus pacientes apoio ao seu pleito, através de interferência de caráter eleitoral. Se conseguimos ou não, ainda não podemos avaliar. Porém, o relato a seguir talvez possa nortear aonde estamos negligenciando.
Colegas, essa é a minha história:
Não faço uso de bebida alcoólica e/ou fumo. Não tenho DM. Minha PA tem se mantido regular sem uso de medicação. No dia 08/10, após ingesta de uma alimentação no hospital onde estava de plantão noturno, iniciei com quadro de dor lombar pela madrugada, e pedi ao tec. Enf. e ele me aplicou um Profenid IM. Pela manhã estava com estomago alto e empanzinado e com dificuldade na eliminação de flatos e na ingesta alimentar, inclusive de líquidos. Evoluí dessa forma por 03 dias, usando Buscopan venoso que me aliviava. No domingo(12/10) antes da comemoração de 34anos de formado pela turma 1980-RJ, iniciei com quadro de diarreia (3×dia) que persistiu até 4ª feira (15/10) com alívio da mesma, porém sem conseguir uma ingesta eficaz. Na 6ª feira (17/10) no encontro evitei me alimentar em demasia, porém aquilo que comi piorou ainda mais o quadro, sendo que no domingo (19/10) estava com fortes dores mas não podia deixar de estar no dia final do Encontro. Na 2a a noite (20/10) em meu plantão, realizei uma TC Abd sem contraste que apresentou uma imagem estrelada abdominal e o hemograma tinha uma leucocitose de 12.400. Passei o dia de 3a feira sem conseguir fazer nada em razão da fraqueza e da dor ao tentar me alimentar. Na 3a a noite não consegui dormir direito, sendo que às 05h da manhã de 4ª feira (22/10), baixei PS do Hospital da Bahia com dor e desidratação. Realizei nova TC agora com contraste (após informar ao colega que me atendeu sobre a realização de uma TC sem contraste).  O laudo fala em imagem estrelada a nível de mesentério com áreas sugestivas de inflamação e não afastando a possibilidade de tumor carcinoide e ainda com pequeno derrame pleural a direita e cisto hepático. Fiquei internado no Hospital da Bahia, porém, a equipe profissional apesar de ser eu um colega, mostrou-se muito negligente. Desde que cheguei ao hospital nenhum profissional médico me fez qualquer exame clinico e apesar de minha queixa de dor abdominal há mais de dez dias com passado de febrícula e friagem, em nenhum momento palparam meu abdomen.
Pedi que iniciassem com AB, sendo rechaçado meu pedido inicialmente sob alegação de que iriam solicitar hemocultura. Após insistência minha, mostrando estar com sinais de infecção, entraram com Cipro e Metronidazol EV que usei por 48h com alívio do quadro.
Indaguei ao onco-clínico sobre a realização de um tratamento eficaz, ele falou que estava aguardando a realização de outros exames e a avaliação do gastro e do cirurgião. Passados 02 dias no hospital aparece o gastro as 20h informando que iria solicitar a colonoscopia. Saí do hospital após 03 dias (25/10), o cirurgião não havia aparecido e o exame sem ser realizado, pior ainda sem receber o resultado da hemocultura que só será liberado no dia 06/11/14. Mantive uso de Cipro 500 e metronidazol oral, podendo me alimentar em baixas quantidades sem dor.
Entrei em contato com Dr Flavio Ribeiro, cirurgião oncológico, especialista em tumores do intestino e professor de cirurgia da UFRJ, UERJ e Unifeso e ele pediu para que eu viajasse para o Rio de Janeiro com os exames que eu tinha e apesar de ser ponto facultativo do dia do servidor público (antecipação) ele me atenderia na 2ª feira (27/10). Ao avaliar os exames ele falou que estou com semi-obstrução intestinal e que deveria me submeter a cirurgia para retirada da lesão com urgência, pois a mesma poderia evoluir para obstrução total e ter que ser submetido a cirurgia de emergência. Ao me realizar exame clinico, com palpação abdominal, sem que eu lhe pedisse que o fizesse, observou um empastamento em hemi-abdomen direito. Diferentemente do que ocorreu no Hospital da Bahia, fui prontamente atendido e examinado e ele mesmo entrou em contato com o hospital pedindo sala para cirurgia em caráter de urgência em 48h.
Fui submetido a cirurgia de jejunectomia e colectomia parcial com retirada do ceco e parte do colo direito. (Foram retirados 1,40m de intestino no total e encaminhados a patologia). Evolui com dois dias em unidade fechada com hidratação vigorosa por dois dias e inicialmente com alimentação liquida. Aguardo resultado de Estudo Anátomo Patológico. Enquanto isso, mantenho drenagem pressão negativa em sítio cirúrgico. Cicatriz cirúrgica em franca cicatrização. Espero poder retornar as minhas atividades em breve.
A partir de meu atendimento inicial fico Imaginando, que mesmo sendo um profissional com conhecimento técnico, em unidade privada, eu não fui devidamente avaliado pelos profissionais que me atenderam, então como será o tratamento em relação aos usuários SUS e/ou leigos?
Hoje, relacionando com a política, provavelmente tivemos daqueles menos favorecidos, um aviso em relação a nossa desatenção em relação a saúde deles.
Eu me pergunto: Será que as escolas de medicina não estão estimulando o exame clínico entre seus alunos ou seja, priorizando os exames complementares?
Com essa abertura avassaladora de Escolas de Medicina em todo Brasil, aliados à falta de professores titulados e profissionais capacitados e experientes não só culturalmente, mas com vivência prática, não iremos piorar ainda mais a qualidade dos serviços de saúde pública?
HOJE SOU PACIENTE E ESTOU REALMENTE PREOCUPADO SOBRE QUEM IRÁ CUIDAR DA MINHA SAÚDE AMANHÃ.
Rônel da Silva Francisco CRMBA 8069
P.S.
Gostaria de agradecer a todos pelas mensagens, orações e votos de restabelecimento rápido. Desculpem-me por não responde-los individualmente, mas as condições não permitiam.
Muito obrigado. Que Deus continue a nos iluminar sempre. 

Alerta sobre Febre Chikungunya




A Febre Chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero Alphavirus transmitida por mosquitos do gênero Aedes. O Aedes aegypti e o Aedes albopictus são  os principais vetores.

A doença pode manifestar-se clinicamente de três formas: aguda, subaguda e crônica.

Na fase aguda os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta, dores articulares

(artralgia) (predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações), cefaleia e dores musculares (mialgia). Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular.

O período médio de incubação da doença é de três a sete dias (podendo variar de 1 a 12 dias). Os sintomas costumam persistir por 7 a 10 dias, mas a dor nas articulações pode durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas.

A doença tem transmissão autóctone na África e Ásia e, a partir do final de 2013, em diversos países e regiões do Caribe (São Martinho/França, São Martinho/Holanda, Martinica, Guadalupe, Dominica, São Bartolomeu, Ilhas Virgens Britânicas, República Dominicana, Anguilla, Antígua e Barbuda, Saint Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas), Haiti, Guiana, Guiana Francesa e Porto Rico.
No Brasil, até o momento, há registro somente de casos importados, no total de 23, até o dia 8 de julho de 2014. Recentemente foram identificados 13 casos em Feira de Santana-Bahia.


Sinais e Sintomas

A doença aguda é mais comumente caracterizada por febre de início súbito (tipicamente maior que 38,5°C) e dor articular intensa.

Os tornozelos, punho e articulações da mão tendem a ser mais afetadas.

As articulações maiores como o joelho, ombro e a coluna também podem ser afetadas.

Outros sinais e sintomas podem incluir cefaléia, dor difusa nas costas, mialgia, náusea, vômito, poliartrite, erupção cutânea e conjuntivite.

O que pode contribuir na diferenciação com dengue é o predomínio da dor articular sobre os outros sintomas, além de o paciente definir claramente quais são as articulações afetadas.

A fase febril do CHIKV dura geralmente de 3-10 dias.

Também é frequente a ocorrência de exantema maculopapular, que se inicia entre o 2º e o 5º dia e se mantém até o 10º dia.

Evolução

A maioria dos pacientes melhora depois de 7 a 10 dias.

Alguns podem apresentar dores articulares por meses ou anos, uma proporção variável de casos estas artrites evoluem com dor articular crônica incapacitante e outros sintomas como poliartrite, tenossinovite e síndrome de Raynaud.

Os quadros mais graves podem acometer pessoas com risco acrescido, como idosos (idade igual ou maior do que 65 anos), hipertensos, diabéticos ou portadores de doenças cardíacas e os recém-nascidos expostos ao vírus durante o parto.

Diagnóstico Laboratorial

Orientações para coleta de amostras para sorologia, isolamento viral e diagnóstico molecular.

Amostra: Soro

Tempo de coleta na fase aguda: dentro dos primeiros oito dias de doença.

Fase convalescente: entre 10 a 14 dias após a coleta da amostra em fase aguda.

Para coleta de soro:

√Coletar assepticamente 4-5ml de sangue venoso e colocar no tubo ou frasco;

√Deixar o sangue coagular em temperatura ambiente e centrifugar a 2.000 rpm para separação do soro.

Coletar o soro em frasco limpo e seco;

 √Todas as amostras clínicas devem ser acompanhadas das informações clínicas e epidemiológicas dos indivíduos.

 Outros tipos de amostras para investigação laboratorial
Espécimes: Líquido cérebro-espinhal em casos de meningoencefalite

O líquido sinovial na artrite com derrame

Autopsia: coletar soro ou tecidos disponíveis

Transporte das amostras:

√O transporte das amostras para o laboratório deve ser a 2º C -8ºC (caixa de gelo), o mais rápido possível;

√Não congelar o sangue total, pois a hemólise pode interferir no resultado do teste de sorologia;

√Se ocorrer atraso de mais de 24 horas antes das amostras serem enviadas para o laboratório, o soro deve ser separado e armazenado em ambiente refrigerado.

As amostras de soro para isolamento viral e o diagnóstico molecular devem ser armazenados

congelados (ou a -20ºC para armazenamento de curto prazo ou a -70ºC para armazenamento a

longo prazo).

Tratamento

Não existe tratamento específico para a infecção aguda pelo vírus Chikungunya.

Analgésicos e antitérmicos devem ser utilizados para controle da dor e da febre. O uso de AAS e outros anti-inflamatórios não esteroidais devem ser evitados, até que a hipótese de dengue seja descartada.

É fundamental não tomar remédio por conta própria. A automedicação pode mascarar os sintomas,

dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente.

Orientar os pacientes para procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente ao surgirem os primeiros sintomas.

 Imunidade

As pessoas expostas ao vírus Chikungunya adquirem imunidade duradoura, ficando livre de uma nova infecção.

Vigilância Epidemiológica

No momento epidemiológico atual, o principal objetivo da vigilância é detectar, em tempo oportuno, os casos suspeitos importados de CHIKV para permitir um controle adequado, evitando a transmissão autóctone (originado no próprio pais ou região, não importado).

Havendo transmissão autóctone, o objetivo será estabelecer uma resposta adequada para interromper a transmissão.

Definição de caso suspeito

Paciente com febre de início súbito >38,5°C e artralgia ou artrite de início súbito não explicada por outras condições e residindo ou tendo visitado áreas endêmicas (ou epidêmicas) até duas semanas antes do início dos sintomas.

OBS: como a artralgia aparece em geral a partir do 3º dia de febre, os pacientes que vierem de áreas endêmicas e apresentarem apenas febre devem ser monitorados para verificação da

evolução e orientados quanto ao uso de repelentes, para evitar que o mosquito o pique, se contamine e passe a contaminar outras pessoas.

Definição de caso confirmado

Caso suspeito com um dos seguintes testes específicos para diagnóstico de CHIKV.

• Isolamento viral.

• Detecção de fragmento de RNA viral por RT-PCR (em tempo real ou convencional)

• Detecção de IgM em uma única amostra de soro (coletada durante a fase aguda, primeiros 8 dias ou convalescente, 10-14 dias após a fase aguda)

• Aumento de quatro vezes no título de anticorpos IgG específicos para CHIKV (amostras coletadas com pelo menos 2-3 semanas de diferença).

Notificação

A Febre Chikungunya é uma doença cuja suspeita deve ser notificada imediatamente (em menos de 24 horas) para a Secretaria Municipal, Estadual e Ministério da Saúde, de acordo com o ANEXO I, da Portaria nº 1.271, de 06 de junho de 2014, do Ministério da Saúde

Conheça oito ameaças inusitadas à saúde do coração

Luto, enxaqueca    e até pastilhas efervescentes aumentam o risco de doenças cardiovasculares

Por Carolina Serpejante - atualizado em 07/04/2014

 As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% dos óbitos no Brasil. Dentre estas, o infarto agudo do miocárdio é a causa principal. Tabagismo   , dieta    rica em sódio, estresse e sedentarismo são apenas alguns dos vilões da saúde cardíaca. No entanto, existem outras ameaças que podem afetar principalmente aquelas pessoas que já possuem os fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares, como pressão arterial    e colesterol    em níveis acima do normal. Conversamos com especialistas e listamos as armadilhas escondidas para a saúde do nosso coração. Confira:
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pastilha efervescente - Foto: Getty Images

Pastilhas efervescentes

Pode parecer estranho, mas essas bolhas escondem mais riscos ao coração do que você imagina. Segundo um estudo    publicado em janeiro no British Medical Journal, existe uma relação entre as pastilhas e infartos ou AVC. Os pesquisadores da Universidade    Dundee analisaram exames médicos    de 1,2 milhões de pacientes britânicos e descobriram que tomadores regulares de medicamentos    efervescentes eram sete vezes mais propensos a desenvolver pressão alta    ou hipertensão, além de correrem um risco 16% maior para eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. O estudo analisou 24 diferentes remédios efervescentes, incluindo os principais analgésicos, como paracetamol e ácido acetilsalicílico, assim como suplementos   .

Essa relação acontece porque esses medicamentos possuem grandes quantidades de sódio. Segundo o estudo, algumas pastilhas de 69 mg a 415 mg de sódio - aproximadamente um quinto de uma colher de chá. O consumo diário recomendado para um adulto é de 2000 mg a 2400 mg, equivalente a 6 gramas    de sal.

Olhando para esses números isoladamente, os medicamentos não parecem oferecer uma ameaça tão grande - afinal, seria necessário ingerir uma quantidade muito grande deles para chegar as recomendações diárias estipuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, devemos pensar que esses remédios só agregam à lista de alimentos    ricos em sódio que são ingeridos ao longo do dia, como refrigerantes outros industrializados. "Quando em excesso no organismo, o sódio fica acumulado no sangue em vez de ser absorvido pelas células, ocorrendo o que chamamos de desequilíbrio osmótico, já há maior concentração do mineral fora das células do que dentro delas", explica o cardiologista Luiz Ferlante, do Hospital Samaritano de São Paulo. Para equilibrar esses níveis, o corpo precisa de mais água circulando pelo sangue, reduzindo assim as concentrações de sódio. "A retenção de água faz o volume de sangue nas artérias aumentar, e por isso o coração precisa bombear mais sangue do que o normal, aumentando a pressão sanguínea", diz Luiz. Quando esse problema se torna crônico, temos a hipertensão    arterial, que por si só aumenta o risco de diversas doenças cardiovasculares.

Caso você use medicamentos efervescentes de forma contínua, converse    com o médico e discuta seus riscos. Se não, o ideal é não usar com frequência e sempre ficar atento à alimentação    de forma geral.
balança com um estetoscópio - Foto: Getty Images

Doenças inflamatórias

Pesquisadores da Clínica Mayo descobriram que a artrite reumatoide pode ser considerada um fator de risco para doenças do coração. O levantamento sugere que as altas quantidades de moléculas inflamatórias no corpo dos pacientes com artrite reumatoide pode aumentar o risco de doença cardíaca. Esse estado inflamatório pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.

Entretanto, não é só a artrite reumatoide que pode elevar as inflamações no organismo. Outras doenças bem mais comuns, como obesidade e diabetes tipo 1, também são inflamatórias e aumentam o risco cardíaco quando descontroladas. "O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias - e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com a obesidade", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Já no caso do diabetes tipo 1, o excesso de glicose no sangue pode lesionar a parede das artérias, causando inflamações que podem corroborar com um aumento do risco de eventos cardiovasculares.

homem agasalhado - Foto: Getty Images

Temperaturas baixas

Um grupo de pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine encontrou uma relação entre a temperatura do ambiente e o risco de ataque do coração. Eles descobriram que uma queda brusca na temperatura aumenta as chances de uma pessoa ter um infarto. Segundo os autores, a relação é tão estreita que a cada grau a menos em um único dia, há um aumento de 200 casos de infarto.

Os pesquisadores analisaram dados de 84 mil casos de infarto em hospitais entre 2003 e 2006 no Reino Unido, fazendo um levantamento de 15 áreas geográficas com temperaturas diferentes e que sofreram alterações climáticas. Eles descobriram que os casos de infarto aumentaram em 2% duas semanas depois de uma forte frente fria que atingiu a maioria das 15 zonas pesquisadas. "Nos dias frios, o corpo humano reage naturalmente à mudança de temperatura gerando uma vasoconstrição das artérias - e isso resulta em um aumento da pressão arterial", explica a angiologista Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Dessa forma, pessoas que já possuem fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade, sedentarismo e hipertensão, podem ter esses efeitos potencializados quando o termômetro fica mais baixo. O ideal é cuidar da saúde como um todo e ter atenção redobrada nos dias mais frios.

enchente - Foto: Getty Images

Desastres naturais

Quem já passou por um desastre natural traumático, como uma enchente ou desabamento de terras, sabe que esses eventos geram traumas e podem mexer com o nosso coração. Segundo dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia esses eventos realmente tem um efeito sobre a saúde do nosso coração. Eles analisaram os moradores de Santa Catarina após os temporais que ocorreram em 2008 e deixaram 135 vítimas fatais. A organização descobriu que o sentimento de perda, a pressão psicológica, a ansiedade e o estresse a que é submetida uma população afetada ou mesmo aquela que assiste ao desastre atuam para elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, causando um aumento significativo do número de infartos.

Além disso, pesquisadores da Harvard Medical School descobriram que perder a pessoa amada aumenta em 21 vezes o risco de um infarto no dia seguinte à morte e em até seis vezes na semana que se segue. Para o estudo, eles revisaram o prontuário de atendimento e entrevistaram 1.985 pacientes de um hospital em Boston. Os pacientes responderam perguntas sobre as circunstâncias de seus ataques cardíacos, bem como se recentemente haviam perdido alguém importante em suas vidas no ano anterior, quando a morte havia ocorrido e qual a importância de seu relacionamento com a pessoa falecida.

O relatório, publicado no Journal of the American Heart Association afirma que o estresse causado por luto tem efeitos imediatos para a saúde, que somados a perda de apetite e sono recorrente nesses casos pode agravar ainda mais o risco. O sentimento de perda também pode fazer algumas pessoas demorarem para retornar às suas atividades ou mesmo adotarem hábitos nocivos à saúde, como se alimentar de forma errada ou iniciar vícios.

medicamentos - Foto: Getty Images

Combinação de medicamentos

É muito importante saber se como um medicamento interage com outros antes de tomar - e essa recomendação vale principalmente para aquelas pessoas que já fazem tratamento para algum problema cardiovascular, como a hipertensão. As estatinas, por exemplo, que servem para reduzir o acúmulo de placas de gordura nas artérias nos pacientes com colesterol alto, podem interagir com outros medicamentos, como a varfarina, um anticoagulante que pode ser indicado para a insuficiência cardíaca ou trombose. Além disso, antifúngicos, antidepressivos e antibióticos são processados pela mesma via no organismo, o que interfere no efeito de vários medicamentos protetores do coração. "Por isso é fundamental dizer durante a consulta quais medicamentos você já toma antes que ele faça a receita - isso ajuda o médico ou médica a prescrever um fármaco que não sofra interações", alerta a farmacêutica Patrícia Moriel, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

vacinação - Foto: Getty Images

Vírus e bactérias

Os problemas de saúde bucal estão intimamente ligados com doenças cardiovasculares. A falta de higiene oral favorece o acúmulo de micro-organismos na região, levando ao aparecimento da cárie e outros problemas na gengiva (periodontite e gengivite), bochechas, língua, palato e toda mucosa oral. Esses organismos podem atingir áreas mais profundas da mucosa oral, chegando aos vasos sanguíneos e infectando os tecidos do coração. Dessa forma, é importante manter a escovação dos dentes e língua com fio dental após as refeições, além das visitas regulares ao dentista.

A vacinação contra o vírus da gripe e da pneumonia também é aliada da saúde cardíaca. As pneumonias podem comprometer as trocas de oxigênio feitas pelos pulmões, comprometendo o funcionamento do coração. "Além disso, os vírus e bactérias causadores de doenças infecciosas podem viajar pelo nosso coração e chegar ao coração", afirma o cardiologista Luiz. Dessa forma, pessoas que tem o sistema imune mais debilitado ou doenças infecciosas graves devem ficar atentos ao risco cardíaco.

homem estressado no trânsito - Foto: Getty Images

Rotina da cidade grande

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos no Estado de São Paulo com AVC. Um dos motivos apontados pela pesquisa é o estilo de vida urbano atual, que faz com que as pessoas sejam mais estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente.

A poluição sonora e visual das metrópoles, como anúncios luminosos, veículos e pessoas, podem levar a um quadro de estresse - a musculatura fica tensionada, o coração dispara, a pressão arterial sobe, o estômago fica cheio de suco gástrico e o intestino trabalha bem devagar, além da agitação que dificulta a concentração. De acordo com o clínico geral Dirceu Rodrigues Alves Junior, chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional na Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), os veículos geram calor e poluente atmosféricos, além de fuligem. "A variação de temperatura, a vibração do veículo por conta dos buracos ou o barulho produzido pela vibração das janelas de um ônibus, por exemplo, debilitam a saúde da pessoa e podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e outros problemas."

mulher com enxaqueca - Foto: Getty Images

Ter enxaquecas

Apesar de a dor de cabeça ser o principal sintoma da enxaqueca, outros sintomas são muito comuns e podem ser também importantes, como sensibilidade à luz e a cheiros e barulho, náuseas, vômitos e sensibilidade a movimentos. "Esses sintomas são todos gerados no cérebro, em áreas diferentes dele, que são mais sensíveis em quem tem enxaqueca", explica a neurologista Thaís Rodrigues Villa, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Essa maior vulnerabilidade do cérebro, principalmente se exposto aos já conhecidos provocadores ou gatilhos da enxaqueca, ocorre devido a disfunções em vários neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato. Essas substâncias tem um funcionamento diferente em quem tem enxaqueca.

Estudos recentes comprovaram que pessoas com enxaqueca tem um maior risco de AVC e doenças cardiovasculares, principalmente quem tem enxaqueca com aura, sendo esse risco aumentado se associado a tabagismo e uso de alguns anticoncepcionais hormonais em mulheres. "A enxaqueca aparece como fator de risco tão importante quanto à hipertensão arterial, diabetes e obesidade", lembra a neurologista. A especialista afirma que pacientes com enxaqueca apresentam maior frequência de lesões cerebrais, pequenos AVCs e atrofia em algumas áreas do cérebro, ou seja, perda de neurônios. "A enxaqueca não é uma simples dor de cabeça, tratá-la é cuidar do seu cérebro e consequentemente da sua saúde como um todo."

JOAQUIM BARBOSA MINISTRO DA JUSTIÇA

JOAQUIM BARBOSA ACEITA CONVITE DE AÉCIO NEVES PARA SER MINISTRO DA JUSTIÇA DE SEU GOVERNO.

Vamos torcer! ! ! ! !  Radical, mas sério.  Autoritário, sim, lamentavelmente. Mas nunca ditador!
 

Realmente uma escolha estratégica. Acho que pode acrescentar muito à candidatura do Aécio que, se for eleito, dará ao Brasil um Ministro da Justiça de verdade.
Assunto:  Notícia boa...
....
Boa não! ÓTIMA!
Quentinha...! 

Notícias de saúde

Ingerir mais vitamina K pode diminuir risco de mortalidade

27 de junho de 2014 (Bibliomed). A vitamina K tem sido relacionada a doenças cardiovasculares e risco de câncer. No entanto, os dados sobre a mortalidade total são escassos. Um estudo recente avaliou a associação entre a ingestão de diferentes tipos de vitamina K e a mortalidade em uma população com alto risco de doença cardiovascular.
Tratou-se de uma análise de coorte realizada com 7.216 participantes do estudo PREDIMED (“Prevención con Dieta Mediterránea” - seguimento médio de 4,8 anos). A ingestão de calorias e nutrientes foi avaliada através de um questionário de frequência alimentar. A ingestão dietética de vitamina K foi calculada anualmente utilizando o banco de dados de composição de alimentos da USDA e outras fontes publicadas.
A ingestão de filoquinona (vitamina K1) foi inversamente associada com um risco significativamente reduzido de câncer e mortalidade por todas as causas após o controle de potenciais fatores de confusão. Nas avaliações longitudinais, os indivíduos que aumentaram seu consumo de filoquinona ou menaquinona (vitamina K2) durante o seguimento apresentaram um risco menor de câncer e todas as causas de mortalidade  do que os indivíduos que diminuíram ou não mudaram a sua ingestão. Além disso, os indivíduos que aumentaram seu consumo de filoquinona tiveram um risco mais baixo de morte cardiovascular. No entanto, não houve associação entre mudanças na ingestão de menaquinona e mortalidade cardiovascular.
Portanto, um aumento na ingestão de vitamina K está associado com um risco menor de doenças cardiovasculares, câncer ou mortalidade por todas as causas, em uma população Mediterrânea em alto risco de doença cardiovascular.
Fonte: J. Nutr. May 1, 2014 vol. 144 no. 5 743-750.
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COCHILO PELA MANHÃ

Tirar um cochilo pela manhã pode ser fator de risco para a saúde

2 de julho de 2014 (Bibliomed). 

Estudos epidemiológicos atuais têm relatado resultados conflitantes sobre a relação entre sono diurno e risco de mortalidade. Um recente estudo publicado na revista American Journal of Epidemiology  avaliou a associação entre sono diurno e todas as causas ou causas específicas de mortalidade, em um grupo britânica.
Entre os 16.374 homens e mulheres que responderam perguntas sobre hábitos de cochilar pela manhã entre 1998 e 2000, um total de 3.251 morreram durante os 13 anos de seguimento.
Apósanális estatística, verificou-se que cochilar pela manhã está associado com um risco aumentado de mortalidade por todas as causas, independente da idade, sexo, classe social, escolaridade, estado civil, situação de emprego, índice de massa corporal, nível de atividade física, tabagismo, ingestão de álcool, depressão, auto-avaliação da saúde geral, uso de medicamentos hipnóticos ou outros medicamentos, o tempo gasto na cama à noite, e na presença de doenças preexistentes de saúde. Esta associação foi mais pronunciada para morte por doenças respiratórias e em indivíduos com 65 anos de idade ou mais jovens.
Assim, segundo o estudo, cochilar pela manhã excessivamente pode ser um marcador útil de risco para a saúde subjacente, particularmente de problemas respiratórios, especialmente entre aqueles de 65 anos de idade ou mais jovens.
Mais pesquisas são necessárias para esclarecer a natureza da associação observada.
Fonte: Am. J. Epidemiol. (2014) 179 (9): 1115-1124.

PELE LIMPA

Cuidados com a higiene da pele


© Equipe Editorial Bibliomed

Manter uma pele sempre limpa e saudável pode ser um desafio em tempos de poluição e exposição solar cada vez mais perigosas. Mas algumas dicas podem ajudar.

Qual a importância de mantermos nossa pele limpa?
Uma pele limpa, além de ser esteticamente mais agradável e favorecer nossos relacionamentos sociais, é importante para evitar o entupimento dos poros, responsáveis por problemas como a acne e os cravos. Além disso muitos poluentes que se depositam sobre a pele ao longo do dia podem agredí-la, favorecendo seu envelhecimento.

Quais cuidados devemos ter ao realizar a limpeza da pele?
A pele é um órgão muito sensível a agressões físicas e especialmente químicas. Sabonetes que contenham substâncias agressivas irão certamente prejudicar as delicadas camadas que compõe a pele. Esponjas inadequadas e outros produtos abrasivos também

Qual o melhor sabonete para nossa pele?
Não existe um sabonete ideal para todas as pessoas. Cada tipo de pele é diferente e precisa de cuidados também diferentes. Sabonetes neutros são os mais indicados pois raramente causam problemas. Fragrâncias suaves são preferíveis às fortes, pela menor concentração de produtos químicos potencialmente agressivos. Os sabonetes de cor branca também costumam ter menos corantes e oferecem, de maneira geral, menos risco de irritação.

A água é importante na limpeza da pele?
Sem dúvida. A limpeza rotineira deve empregar essencialmente água em temperatura ambiente e pequena quantidade de sabonete, apenas o suficiente para remover as impurezas nas áreas mais críticas, como rosto, axilas e partes intimas. O uso de sabonete em excesso resseca a pele, removendo a película protetora de óleo que a natureza sabiamente coloca sobre ela com a finalidade de protegê-la.

Água muito quente ou muito fria pode prejudicar a pele?
Sim, as temperaturas extremas devem ser evitadas. Água quente demais costuma causar irritação, pois favorece a penetração profunda de produtos cosméticos e sabonetes, além de remover toda a proteção natural da pele. A água fria demais, por outro lado, é difícil de tolerar e prejudica a higiene, podendo também irritar as peles mais sensíveis.

Esponjas: como escolher?
As esponjas são úteis quando usadas esporadicamente, como no momento em que uma limpeza mais profunda for necessária. Entretanto, seu uso diário pode causar esfoliação excessiva, determinando lesão à     camada mais superficial da pele. A esponja deve ser sempre macia e não pode arranhar a pele. A fricção não deve ser forte demais. Uma dica: para achar a força certa, é só prestar atenção na hora do banho: se a pele ficar vermelha, diminua a força ou aposente a esponja.

Sabonetes esfoliantes, com cascas e sementes de frutos, são benéficos à pele?
Esses sabonetes normalmente se propõe a promover uma esfoliação discreta, ajudando a remover uma fina camada de células mortas, dando à pele um ar mais jovial. Entretanto, se a esfoliação for demasiada ou inadequada, a pele pode sofrer várias pequenas lesões que prejudicam sua função de barreira contra agentes agressivos do ambiente.

Quantas vezes por dia devemos lavar nossa pele?
As áreas mais expostas à poluição, como mãos e rosto, podem ser lavadas com mais freqüência que as outras. Mas atenção: ao contrário das mãos, nem sempre é importante usar sabonete ao lavar-se a pele do rosto, pois ela é sensível e pode ressecar com muita facilidade.

Loções podem ajudar a limpar a pele?
Sim. Quando aplicadas uma vez ao dia, normalmente à noite, loções neutras de limpeza podem remover, com ajuda de algodão, impurezas (como resto de maquiagem e fuligem da poluição urbana) que de outra maneira permaneceriam sobre a pele. Mas antes da escolha da loção certa para cada um é importante uma visita ao dermatologista.

Qual a importância do filtro solar?
Além de proteger a pele dos perigos dos raios  solares, o filtro funciona também como uma barreira física entre a pele e os poluentes, ajudando a mantê-la limpa por mais tempo.
Lembre-se de consultar seu dermatologista para saber mais sobre os cuidados para seu tipo especifico de pele e siga rigorosamente suas instruções. Ninguém está mais preparado que ele para orientar os cuidados de uma pele bonita e saudável.

Fonte: Bibliomed (www.bibliomed.com.br)

insulina humana em pó

AFREZZA, insulina humana em pó para inalação, é aprovada pela FDA

A Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, aprovou a AFREZZA, insulina humana em pó para inalação. Ela tem ação rápida para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus e é aplicada no início de cada refeição.
Milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes mellitus. Com o passar do tempo, os níveis elevados de açúcar no sangue podem aumentar o risco de complicações graves, incluindo doenças cardíacas, cegueira e danos aos rins e nervos.
"AFREZZA é uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes que requerem insulina na hora das refeições", disse Jean-Marc Guettier, diretor da Division of Metabolism and Endocrinology Products do FDA’s Center for Drug Evaluation and Research. "Ela amplia as opções disponíveis para a entrega de insulina às refeições no manejo dos pacientes com diabetes que necessitam dela para controlar os níveis de açúcar no sangue."
A segurança e a eficácia do medicamento foram avaliadas em um total de 3.017 participantes (1.026 participantes com diabetes tipo 1 e 1.991 pacientes com diabetes tipo 2). A eficácia de AFREZZA em adultos com diabetes tipo 1 foi comparada a da insulina aspart usada às refeições (insulina de ação rápida), ambas em combinação com insulina basal (insulina de ação lenta), em um estudo de 24 semanas. Na 24ª semana, o tratamento com insulina basal e AFREZZA às refeições proporcionou uma redução média na HbA1c (hemoglobina A1c ou hemoglobina glicosilada, uma medida de controle de açúcar no sangue), que alcançou a margem de não inferioridade pré-especificada de 0,4 por cento. AFREZZA havia fornecido menor redução da HbA1c do que a insulina aspart e a diferença foi estatisticamente significativa. AFREZZA foi estudada em adultos com diabetes tipo 2, em combinação com medicamentos antidiabéticos orais; a eficácia de AFREZZA às refeições em pacientes com diabetes tipo 2 foi comparada à inalação de placebo em um estudo de 24 semanas. Na 24ª semana, o tratamento com AFREZZA mais antidiabéticos orais proporcionou uma maior redução média da HbA1c que foi estatisticamente significativa em comparação com a redução de HbA1c observada no grupo que usou placebo.
AFREZZA não é um substituto da insulina de ação prolongada. AFREZZA deve ser utilizada em combinação com insulina de ação prolongada em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendada para o tratamento da cetoacidose diabética ou para pacientes que fumam.
AFREZZA tem uma advertência em sua bula informando que o broncoespasmo agudo tem sido observado em pacientes com asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). AFREZZA não deve ser utilizada em doentes com doença pulmonar crônica, tal como asma ou DPOC devido a este risco. As reações adversas mais comuns associados à AFREZZA, observadas em ensaios clínicos, foram hipoglicemia, tosse e dor ou irritação na garganta.

Fonte: FDA News Release, de 27 de junho de 2014 
segunda-feira, 30 de junho de 2014 NEWS.MED.BR, 2014. AFREZZA, insulina humana em pó para inalação, é aprovada pela FDA. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/550812/afrezza-insulina-humana-em-po-para-inalacao-e-aprovada-pela-fda.htm>. Acesso em: 11 jul. 2014

Locador e locatário. Quem tem obrigação pelo pagamento do IPTU?

Publicado por Getulio Costa Melo - 3 semanas atrás
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O imposto predial territorial urbano (IPTU) é um   dos tantos outros impostos que aparecem, anualmente, na vida de todos nós – os contribuintes. Na maioria dos municípios (se não todos) o carnê deste ano já foi entregue em todas as residências, porém, existem pessoas, principalmente alguns locatários e locadores, que ainda ficam em dúvida de quem é o responsável pelo pagamento do IPTU.
A priori, o responsável tributário (sujeito passivo) é aquele indivíduo que pratica uma ação que gera uma determinada obrigação (fato gerador). O responsável tributário do IPTU, conforme se encontra redigido no art. 32 e 34 do Código Tributário Nacional (CTN), é o sujeito que pratica o fato gerador da propriedade, do domínio útil ou da posse do bem imóvel.
Este texto focará apenas naquela primeira incidência (propriedade), característica do indivíduo proprietário pleno de imóvel, em outras palavras, pessoa que adquiriu, através de escritura pública registrada em cartório de registro de imóveis, determinada propriedade (residencial ou comercial), absolvendo para si o direito de usufruir, gozar e dispor de seu bem imóvel.
Forçoso destacar que o locatário, caso venha expressa uma cláusula no contrato de aluguel, é o responsável pelo pagamento do IPTU do imóvel locado, contudo, esta obrigação particular (muito corriqueira nas atividades locatícias) vincula apenas as pessoas que estão arroladas no contrato de aluguel, ou seja, o pacto particular não força a Fazenda Pública Municipal cobrar o crédito tributário diretamente daquele que não possui o animus domini do imóvel (o locatário), conforme o art. 123 do CTN:
Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também é unanime sobre este assunto, o que se pode vislumbrar no REsp 810.800/MG e no REsp 325.489/SP, todos de relatoria da Ministra Eliana Calmon, no REsp 818.618/RJ, de relatoria do Ministro José Delgado, e no AgRg no AgRg no AREsp 143.631/RJ que abaixo é destacado:
TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DEINSTRUMENTO. IPTU. RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. LEGITIMIDADE ATIVA DODESTINATÁRIO DO CARNÊ. IMPOSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO DA PRIMEIRASEÇÃO DO STJ NO AGRG NO RESP 836.089/SP.1. Configura-se matéria de direito o debate acerca da legitimidade ativa para postulação de repetição de indébito de IPTU.2. O entendimento da Primeira Seção deste Superior Tribunal de Justiça é pela impossibilidade de que pessoa diferente do proprietário do imóvel seja legitimado ativo para postular repetição de indébito de IPTU, uma vez que, seja locatário, seja destinatário do carnê, a obrigação contratual entre este e o proprietário do imóvel (contribuinte) não pode ser oponível à Fazenda. (STJ - Processo: AgRg no AgRg no AREsp 143631 RJ 2012/0025517-6 Relator (a): Ministro BENEDITO GONÇALVES; Julgamento: 04/10/2012; Órgão Julgador: T1 - PRIMEIRA TURMA Publicação: DJe 10/10/2012).
Respeitando-se o art. 22, VIII da Lei nº 8.245/1991, havendo previsão expressa no contrato de aluguel de que o locatário é obrigado a pagar o IPTU do imóvel alugado e, mesmo assim, não paga, o locador, para não sofrer com as sanções fiscais, deverá pagar o imposto e, por consequência, terá o direito de ingressar com ação judicial para rever o valor pago pelo imposto. Esta possibilidade é muito bem vista nos entendimentos dos Tribunais, se não vejamos:
PROCESSO CIVIL E CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. LOCAÇÃO NÃO RESIDENCIAL. CONTRATO VERBAL POR TEMPO INDETERMINADO. OBRIGATORIEDADE DE PAGAR ALUGUÉIS INCONTROVERSA. CONFISSÃO DO REPRESENTANTE LEGAL DA RÉ (CPC, ART. 334, II). PAGAMENTO DO IPTU PELO LOCATÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. FALTA DE PREVISÃO CONTRATUAL (LEI N. 8.245/1991, ART. 22, VIII). RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. [...] O inciso VIII do artigo 22 da Lei n. 8.245/1991 possibilita a responsabilização do locatário pelo pagamento de impostos, taxas e prêmios de seguro, inclusive do imposto predial e territorial urbano, desde que haja expressa previsão contratual acerca disso. (TJ-SC. Processo: AC 43630 SC 2007.004363-0 Relator (a): Luiz Carlos Freyesleben Julgamento: 19/05/2011 Órgão Julgador: Segunda Câmara de Direito Civil Publicação: Apelação Cível n., de Brusque Parte (s): Apelante: Academia Biorena Apelado: Gracher Empreendimentos Turísticos Ltda Interessado: Roberto Stedile)
Neste compêndio, o responsável pelo pagamento do IPTU, frente ao Fisco e independentemente de pacto contratual, é o verdadeiro possuidor pleno do imóvel (locador), ao passo que, em comum acordo e expresso em contrato de aluguel, poderá aquela responsabilidade ser deslocada ao locatário, que, mesmo assim, não será o responsável tributário mencionado no art. 121, parágrafo único, II do CTN, mas apenas um responsável com características contratuais pelo pacto sunt servanda.

Getúlio Costa Melo é advogado atuante em Barbacena. Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pela Universidade Senac e em Direito Tributário pela Universidade Anhanguera-Uniderp. Bacharel em Direito pelo Centro de Estudos Superiores Aprendiz. Acesso ao Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4887518407176352

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