1. Ato ou efeito de ver.
2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista.
3. Algo visto, percebido.
4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem.
5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista.
6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista.
3. Algo visto, percebido.
4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem.
5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista.
6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
A
retinopatia diabética é uma complicação microvascular que pode ocorrer no diabetes mellitus, afetando a retina, e que pode levar à perda
total da visão,
sendo a principal causa de cegueira entre adultos acima de 20 anos. A retinopatia
diabética
ocasiona rompimento dos vasos sanguíneos da retina, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior. O diabetes
tipo 1
causa complicações oculares mais frequentes e mais graves, mas o diabetes
tipo 2,
muito mais incidente, é responsável por um número maior de casos de pacientes
com baixa visão em razão da retinopatia
diabética.
O
tempo de duração do diabetes mellitus é o fator de risco mais importante para a retinopatia
diabética.
Após 20 anos de evolução do diabetes, esta complicação está
presente em praticamente todos os pacientes com diabetes tipo 1 e em 50 a 80% dos pacientes
com diabetes tipo 2. Um segundo fator de risco é o grau de hiperglicemia. Níveis normais ou perto no
normal de açúcar no sangue previnem ou retardam o início
da retinopatia diabética. Outros fatores de risco são a hipertensão
arterial
e a nefropatia.
Também a gestação, bem como a puberdade e a realização de cirurgia de catarata são condições que podem
promover avanço das lesões da retinopatia diabética. O uso de aspirina, por seu
turno, não aumenta o risco de hemorragias. O efeito do fumo é controverso, mas deve-se evitar a obesidade, o consumo de álcool, a dislipidemia e o sedentarismo.
Nos
pacientes com diabetes tipo 1, a retinopatia geralmente se
instala após três a cinco anos de evolução da doença e raramente surge antes da
puberdade. Em contrapartida, em pacientes com diabetes tipo 2, a retinopatia pode já estar
presente em algum grau no momento em que for diagnosticado o diabetes.
Um
exame oftalmológico completo deve ser realizado no máximo cinco anos após o diagnóstico do diabetes e depois uma reavaliação deve
ser feita a cada ano. Os pacientes com diabetes tipo 2 devem fazer uma avaliação
oftalmológica no momento do diagnóstico. Mulheres diabéticas que
desejem engravidar devem realizar, antes, uma avaliação oftalmológica completa
e serem orientadas sobre o risco de desenvolvimento da retinopatia. As grávidas
devem ser devidamente acompanhadas e monitoradas até um ano após o parto. Os
exames do fundo de olho e da retina são essenciais para o diagnóstico da retinopatia
diabética.
Normalmente, usa-se fazer:
- Exame
direto de fundo de olho: as pupilas devem ser
dilatadas com um colírio para que o oftalmologista possa examinar visualmente o fundo do olho,
com lentes de aumento acopladas a um aparelho chamado oftalmoscópio.
- Tanometria:
uso de um aparelho para medir a pressão
intraocular.
- Angiografia fluoresceínica: um corante especial é injetado no
braço e minutos depois são tiradas fotografias da passagem dele pelos
vasos da retina, permitindo ao oftalmologista fazer uma análise desses vasos.
O
controle clínico do diabetes diminui muito o
aparecimento da retinopatia diabética, mas todo paciente diabético
deve ser acompanhado periodicamente pelo oftalmologista.
A
retinopatia diabética em qualquer grau está associada ao aumento de
risco de mortalidade
cardiovascular.
A
presença da retinopatia diabética está fortemente associada à nefropatia diabética, sendo, portanto, recomendável
a avaliação da presença de doença renal diabética em indivíduos com
retinopatia.
Se
iniciado precocemente, o tratamento da retinopatia
diabética
apresenta bons resultados. Através da fotocoagulação a laser, as áreas
comprometidas da retina podem ser cauterizadas, beneficiando a maioria dos
pacientes. A vitrectomia é uma microcirurgia que visa remover os vasos anormais
e corrigir o descolamento de retina. Atualmente, novas drogas, em
cápsulas ou injetáveis dentro do globo ocular, estão sendo usadas com essas
mesmas finalidades.