Publicado em
23 de setembro de 2013
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro
furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica
quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro
não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa e durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para
entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se
encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma
pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas
mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e
ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o
carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que
ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
“Ah”, respondeu o carpinteiro, “esta é a minha planta dos problemas.”
“Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes
problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então,
toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em
casa e os pego no dia seguinte.”
“E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para
buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de
ter deixado na noite anterior…”
Retirado do livro: Sabedoria em Parábolas
Publicado em
30 de maio de 2014
Zé
Vicente vivia encabulado com este e com outros pensamentos: “Se eu
morrer, o que será da minha esposa e dos meus filhos? Quem vai cuidar
deles?”
Saiu cedinho para a roça, sempre enrolado em seus pensamentos. De
súbito, escuta no alto de uma árvore um forte chilrear de filhotes de
passarinho. Quase no mesmo galho estavam dois ninhos, com filhotinhos de
sabiá.
Já ia tocando para a frente, com sua enxada ao ombro, quando avista um gavião apoderando-se de um passarinho.
Era justamente o sabiá que vinha trazendo alimento para os filhotes.
Revoltado, tentou atingir o gavião com pedradas, mas o sabiá foi
carregado embora.
Ao voltar para o trabalho no dia seguinte, Zé Vicente foi direto na
direção daquela árvore a fim de visitar os filhotes órfãos. Estava certo
de encontrar mortos de fome os filhotinhos da mãe sequestrada. Mas
encontrou-os chilreando cheios de vida.
“Como teria sido possível isto?” E ali para descobrir o segredo,
dentro em pouco viu chegar a mãe do ninho vizinho, que repartiu o que
trouxera, com os filhotes de ambos os ninhos.
“Senhor meu Pai”, exclamou Zé Vicente, tirando o chapéu e
ajoelhando-se ali mesmo no chão duro, “eu me esquecera que existe uma
Providência divina. Pensava que somente eu poderia manter a minha
família. Agora vejo que és tu, meu Pai, o único e infalível sustento dos
meus filhos”.
Retirado do livro: Histórias para Meditar