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AGRAVOS NA SAUDE DOS PRESTADORES DE SERVICO
Os profissionais de saúde que atuam na ponta diretamente com o atendimento a população, como é o caso dos emergencistas, vivênciam situações alarmantes e críticas. Esses eventos visualizados pela população em geral, os colocam como sparring as criticas que deveriam ser endereçadas a gerência e direção das unidades, afetando com isso, o bom andamento no desenlace da atenção ofertada a esses eventos em geral. Respeito, educação e bom senso, são fatores que devem ser preponderantes e seguido por ambas as partes: usuários e prestadores de serviço.

Existem três níveis de saúde: Municipal, Estadual e Federal. Pela Lei 8080 do SUS, O SUS consagra os princípios da universalidade, equidade e integralidade da atenção à saúde da população brasileira. Ademais, se acrescentam os princípios estratégicos, que dizem respeito a diretrizes políticas, organizativas e operacionais, que apontam como deve vir a ser construído o sistema que se quer conformar. Tais princípios são, como se sabe, a descentralização, a regionalização, a hierarquização e a participação social. O município de Salvador apesar de se consagrar como GESTÃO PLENA DE SAÚDE, não contempla e não assume sua plenitude de gestão, deixando a cargo do estado o gerenciamento das unidades de media e alta complexidade criando a partir dai dificuldade na realização das regulações de pacientes a nível municipal, pois se mistura com os pacientes do estado, criando afunilamento na oferta de vagas. Os municípios de uma maneira geral deveriam criar condições de gestão e atenção a seus munícipes, mas infelizmente se torna mais fácil e mais barato comprar-se carros bonitos (vans) e encaminhar todos os pacientes de media e alta complexidade, quando não se encaminham de baixa complexidade, para cidades de maior porte como Salvador. Isso causa o engarrafamento de pacientes na porta dos hospitais, proporcionando dificuldades nesse atendimento, principalmente pela falta de profissionais nas emergências.
SAUDE
Continua a vergonha da falta de leitos no estado da Bahia. Estamos num caos. Hoje mesmo tem uma paciente com Anemia Falciforme em uma unidade de saúde de baixa complexidade (5* centro), entubada e sem condições de ser transferida por falta de vagas. Prognostico ruim para essa paciente. Os profissionais de saúde que são obrigados a conviver no seu dia-a-dia com essa situação, estão também adoecendo por estarem se desdobrando na tentativa de resolver a situação e visualizam a sua incapacidade frente aos problemas apresentados. Aqueles que realmente poderiam interferir positivamente nesse mecanismo de resolutividade, a cada dia se distanciam mais e mais de sua meta tentando explicar o inexplicável: A falta de vagas. A falta de atenção a saúde da população. Porém, não existe falta de dinheiro.

PROTESTE