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Disfunção eréctil associada à deficiência de vitamina D

Disfunção eréctil associada à deficiência de vitamina D
A deficiência de vitamina D se associa com um aumento da prevalência de disfunção eréctil (DE), independentemente dos fatores de risco de doença cardiovascular aterosclerótica (ECVA), de acordo com uma nova pesquisa.
Os homens com deficiência de vitamina D, definida como um nível de 25 hidroxivitamina D [25(OH)D] por abaixo de 20 ng/ml, apresentam uma prevalência significativamente maior de 30% e 80% da DE e DE grave respectivamente, em comparação com os homens com níveis ideais (30 ng/ml ou maior) após ajuste por comorbilidades, variáveis ??de estilo de vida e uso de medicamentos, informaram os pesquisadores em Atherosclerosis (2016;252:61-67). Além disso, cada 10 ng/ml de diminuição de 25(OH)D se associou um aumento significativo da prevalência de DE do 12%.
"Nossas descobertas têm potenciais implicações clínicas e de saúde pública para os homens", escreveu Erin D Michos, MD da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e colaboradores. "A 25(OH)D é um marcador biológico fácil de examinar através de simples testes de laboratório comercialmente disponíveis e as deficiências podem ser tratadas com suplementos e/ou modesta exposição à luz solar."
No entanto, observam que são necessárias pesquisas adicionais tal como ensaios clínicos randomizados para determinar se o tratamento da deficiência de vitamina D pode melhorar a disfunção eréctil.
A equipe do Dr. Michos estudou 3.390 homens de 20 anos de idade ou mais velhos livres de ECVA que participaram da Pesquisa Nacional de Nutrição e Exame de Saúde 2001 - 2004. Para o estudo, os pesquisadores mediram a 25(OH)D usando o radioimunoensaio DiaSorin e avaliaram a DE autoinformada mediante uma única pergunta do Estudo de Envelhecimento Masculino Massachusetts: "Como descreveria sua capacidade de obter e manter uma ereção adequada para uma relação sexual satisfatória?". Os homens que responderam “nunca” ou “às vezes capazes” foram considerados com DE. Os pesquisadores definiram DE grave como a falta total de capacidade de obter e manter uma ereção.
A prevalência ponderada de deficiência de 25(OH)D e DE foi de 30% e 15,2% respectivamente. Os níveis de 25(OH)D foram significativamente menores entre os homens com DE, em comparação com aqueles sem DE (média 22,8 contra 24,3 ng/ml).
O Dr. Michos e colaboradores descreveram diferentes mecanismos que poderiam explicar uma relação biológica entre a deficiência de vitamina D e a DE. Por exemplo, a DE vascular resultante da disfunção endotelial e/o aterosclerose. A diabetes mellitus é um fator de risco um importante para ambas as afecções; os homens diabéticos apresentam o triplo de probabilidade que os não diabéticos a padecer DE, assinalaram. "A associação de 25(OH)D com DE e com ACVD pode estar mediada pela alteração do metabolismo da glicose", declararam.
Os pesquisadores também descobriram que os homens com DE apresentaram uma prevalência aumentada de disfunção endotelial e a vitamina D pode melhorá-la. "Um mecanismo que associa os baixos níveis de vitamina D com a DE pode ser a redução da síntese de óxido nítrico", indicaram. "Se requer a secreção de óxido nítrico para o relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos e posterior ereção do pênis, e vitamina D pode ser um regulador do ó

H1N1: vírus já matou 1.775 pessoas este ano no Brasil, segundo ministério


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H1N1 já matou 1.775 pessoas no Brasil em 2016.
Mortes foram registradas até o dia 13 de agosto. Em 2009, pandemia provocou 2.060 mortes ao longo do ano inteiro
Desde o início de 2016 até o dia 13 de agosto, 1.775 pessoas já morreram por H1N1 no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2009, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia por esse subtipo de influenza, o Brasil registrou 2.060 mortes por H1N1 ao longo do ano todo. O estado mais afetado foi São Paulo, que teve 737 óbitos por H1N1, seguido por Paraná, com 206 mortes e Rio Grande do Sul, com 182 mortes. No ano passado inteiro, o país registrou 36 mortes por H1N1; em 2014, tinham sido 163 mortes e, em 2013, 768 óbitos pelo vírus.
Ao todo, foram notificados 9.635 casos de síndrome respiratória aguda grave (ou SRAG, uma complicação da gripe) por influenza A/H1N1 ao longo de 2016. Houve ainda 1.080 casos de SRAG por outros tipos de influenza. Além das mortes pela influenza A/H1N1, houve 169 mortes por outros tipos de influenza. Este ano, o vírus chegou antes do previsto, atingindo uma população vulnerável por ainda não ter tomado a vacina. Segundo o Ministério da Saúde, 49,9 milhões de pessoas já receberam a vacina de gripe este ano, número que superou a meta de imunizar 80% do público prioritário do país.
Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Mas não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.

Nutrição esportiva: estudo contradiz recomendações em relação à proteína

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Pesquisa da "Universidade de Excelência Esportiva" escocesa coloca recomendações comuns em questão.
Novas pesquisas poderiam motivar uma grande mudança nas recomendações da nutrição esportiva, contradizendo a crença tradicional de que os indivíduos com mais massa muscular precisam de mais proteína. Cientistas da área da saúde e do exercício não detectaram nenhuma diferença no crescimento muscular como resposta à proteína após um treino de corpo inteiro entre participantes mais e menos musculosos.
A pesquisa foi feita pela Universidade de Sterling, na Escócia, um centro que o governo escocês designou como Universidade Nacional de Excelência Esportiva como reconhecimento por sua contribuição para a medicina esportiva.
Kevin Tipton, professor de ciência do esporte, saúde e exercício na Faculdade de Esporte e Ciências da Saúde, afirmou: “Existe uma presunção generalizada de que os atletas mais musculosos precisam de mais proteína, sendo que as recomendações nutricionais são frequentemente feitas em relação direta à massa corporal”.
Este último estudo sugere que “a quantidade de músculo trabalhado em uma única sessão tem um impacto maior na quantidade de proteína necessária posteriormente do que a quantidade de músculo no corpo”.
“Para que os nutricionistas recomendem a quantidade correta de proteína, precisamos primeiro considerar demandas específicas do treino, independentemente do tamanho dos atletas. Isto coloca recomendações comuns em questão e sugere que a quantidade de proteína de que nossos músculos precisam após o exercício pode depender do tipo de treino feito”, explicou o professor Kevin Tipton.
Cafeína pode reverter défices de memória
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”
02 setembro 2016
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Uma equipa internacional de investigadores identificou o mecanismo através do qual a cafeína neutraliza os défices cognitivos associados à idade, revela um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
O estudo levado a cabo pelos investigadores do Instituto de Medicina Molecular, em Portugal, em colaboração com cientistas do Inserm, em França bem como equipas alemãs e americanas, apurou que a expressão anormal de um recetor específico, a adenosina A2A, no cérebro de ratinhos induzia um perfil semelhante ao envelhecimento, nomeadamente problemas de memória associados à perda de mecanismos de controlo do stress.
Luísa Lopes, a investigadora portuguesa que conduziu a investigação, explicou que este estudo faz parte de um outro iniciado há cerca de quatro anos, no qual foi identificado o papel deste recetor no stress. Contudo, ainda não se sabia que a sua ativação era capaz de ser suficiente para desencadear todas as alterações.
Neste estudo, os investigadores constaram que a alteração da expressão deste recetor nos neurónios do hipocampo e córtex – áreas associadas à memória – era suficiente para induzir um perfil a que os cientistas designaram por “envelhecimento precoce”, que combina a perda da memória com um aumento dos níveis da hormona do stress, o cortisol, no sangue.
Os investigadores verificaram que quando os animais eram tratados com um análogo da cafeína, que bloqueia a ação dos recetores adenosina A2, tanto os problemas de memória como de stress ficaram normalizados.
David Blum, o diretor de investigação do Inserm, refere que nos idosos há um aumento das hormonas do stress que têm impacto na memória.
“O nosso trabalho defende a ideia de que os efeitos pró-cognitivos dos antagonistas A2AR, nomeadamente a cafeína, observados na doença de Alzheimer e nos distúrbios cognitivos associados à idade, podem ter por base a sua capacidade de neutralizar a perda de mecanismo de controlo do stress que ocorre com o envelhecimento”, referiu o investigador.
Luísa Lopes conclui que estes achados são importantes não apenas para compreender as alterações que ocorrem no envelhecimento, mas também identifica as disfunções do recetor da adenosina A2A, o qual tem um papel importante no desencadeamento destas mudanças, sendo também um alvo terapêutico muito atrativo.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Ministério da Saúde vai atualizar protocolos clínicos

Cinco atualizações já estão disponíveis para consulta pública

Ministério da Saúde vai atualizar doze PCDTs.
Com o objetivo de modernizar os tratamentos adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para várias doenças, o Ministério da Saúde vai atualizar 12 Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDTs). Trata-se de uma das prioridades assumidas pela gestão do ministro Ricardo Barros quanto à melhoria do serviço público, e cinco dessas atualizações já estão em consulta pública – as outras terão o mesmo destino nas próximas semanas.
Na lista das primeiras atualizações constam os protocolos de atendimento e tratamento contra hepatite B, anemia para doenças renais crônicas, doença falciforme, um tipo de aneurisma, além de procedimentos específicos para pessoas que foram submetidas a transplante hepático, cardíaco ou de pulmão. Barros declara a intenção de ouvir a sociedade para qualificar os atendimentos pela rede pública de saúde e afirma o compromisso da sua gestão com a transparência e a efetividade do que se propõe a fazer.
As consultas para os cinco protocolos já disponíveis ficarão no site da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) até o dia 5 de setembro. Podem contribuir membros da sociedade civil, especialistas e interessados. As sugestões serão analisadas pela própria CONITEC, entidade que presta assessoria ao Ministério da Saúde na incorporação, alteração ou exclusão de tecnologias no âmbito do SUS e da Saúde Suplementar.

PROTESTE