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"ESSE FOI NOSSO ÍDOLO"

Ronaldo Fenômeno: “tem que baixar o cacete mesmo”

Publicado por Luiz Flávio Gomes - 1 semana atrás
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“A população tem de protestar sem violência. Nos vândalos, mascarados, tem de baixar o cacete mesmo”. Essa declaração do nosso ídolo Ronaldo Fenômeno foi impactante. Para nós, professores e educadores, é chocante ver nossos ídolos estimularem a cultura da violência. Numa sociedade de massas o efeito desse estímulo é brutal (porque se reproduz). Caminhamos para o desastre total. Contra os vândalos, que tiraram a classe média das manifestações (por medo), temos que tomar medidas preventivas para evitar a violência, como a Polícia Ninja fez (com grande êxito, diga-se de passagem); depois de tomadas todas as medidas preventivas (as que cuidam da preservação da vida), vêm as medidas repressivas, dentro da lei (sem abusos, sem excessos). O “baixar o cacete” reproduz a ideologia da violência, espelhada na musicalidade de Valesca Popozuda: “É tiro, porrada e bomba”. Claro que muita gente apoia esse tipo de comportamento hostil, violento. É que a violência está dentro de cada um de nós (ver o livro Somos una especie violenta?, coordenação de David Bueno) e ela aumenta ou diminui conforme a cultura e a sociedade que vivemos e criamos.
A parábola O verdadeiro poder nos ensina muita coisa: “Havia um guerreiro e justiceiro muito violento e cruel, como Calígula, que subjugava e matava todo mundo por onde passava. Num determinado dia chegou num vilarejo e todos que conseguiram escapar correram, com exceção de um velhinho sábio. O guerreiro não quis matá-lo prontamente e permitiu um último desejo. O velhinho então pediu para que o justiceiro fosse até o bosque e cortasse com sua espada o galho de uma árvore. Isso foi feito. Em seguida o velhinho disse: “Agora retorne lá e recoloque esse galho na árvore”. O justiceiro deu uma gargalhada e disse que isso era impossível. O velhinho, então, disse: Louco é quem pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir, matar e discursar em favor da violência não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar o que está partido, unir o que foi separado, prevenir o dano e reviver o que parece morto. Essa pessoa é a única que tem o verdadeiro poder”.
Luiz Flávio Gomes
Publicado por Luiz Flávio Gomes
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz...

SAÚDE NA CÂMARA

04/06/2014 - 12h14

CCJ aprova elaboração de protocolos pelo SUS para tratamento de doenças

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (4) proposta que inclui a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas entre as atribuições da direção do Sistema Único de Saúde (SUS), em cada esfera de governo. A proposta ainda será analisada pelo Plenário da Câmara antes de ir à sanção presidencial.
O texto aprovado é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 5522/05, do ex-deputado André de Paula, que já foi aprovado pela Câmara e retornou para análise dos deputados. A proposta aprovada pela Câmara obrigava hospitais e maternidades públicos e privados a adotarem o protocolo terapêutico antirretroviral para prevenir a transmissão do vírus da Aids, o HIV, da mãe para o recém-nascido.
Já o substitutivo do Senado diz que compete à direção nacional, estadual e municipal do SUS estabelecer e implementar, além de divulgar, avaliar e revisar, periodicamente, protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, sem mencionar qualquer doença específica. A proposta acrescenta dispositivos à Lei 8.080/90, que regula as ações e serviços de saúde em todo o território nacional.
A relatora da proposta, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), recomendou a aprovação do substitutivo, que considerou uma regra mais ampla e correta do ponto de vista da legislação.
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Daniella Cronemberger

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

PORNOGRAFIA

A pornografia prejudica o cérebro, revela estudo

Categoria: Brasil e o Mundo



JovenComputadora_AutorFBellon_CC-BY-2.0O site ACI/EWTN Noticias informou nesta segunda-feira (02/06/14) que, além dos diversos problemas morais e psicológicos, em alguns casos psiquiátricos como quando se cai no vício, um novo estudo demonstrou que a pornografia afeta seriamente o cérebro dos homens que a consomem.
Os homens que passam muito tempo olhando pornografia na Internet parecem ter menos substância cinzenta em certas partes do cérebro, registram uma redução de sua atividade cerebral e tem as suas respostas à atividade sexual afetadas, de acordo com uma pesquisa alemã publicada nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
O estudo mostra também que provavelmente as pessoas que veem muita pornografia poderiam precisar de imagens cada vez mais explícitas e gráficas para poder conseguir o estímulo sexual que esperam ter.
“Encontramos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia por várias horas à semana e o volume de substância cinzenta no lobo direito do cérebro”, assim como a atividade do córtex pré-frontal, assinalam os pesquisadores do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano em Berlim (Alemanha).
“Estes efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal resultante de intensa estimulação do centro do prazer”, acrescenta o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana Psychiatry.
Os autores, entretanto, não puderam provar que estes fenômenos sejam causados diretamente pelo consumo de pornografia e, portanto, afirmam que é necessário continuar com as pesquisas.
Mas, segundo eles, a pesquisa proporciona um primeiro indício de que há uma relação entre o ato de ver pornografia e a redução do tamanho e a atividade do cérebro como reação à estimulação sexual.
Para realizar o estudo, os autores recrutaram 64 homens saudáveis com idade entre 21 e 45 anos, e pediu para que respondam um questionário sobre o tempo dedicado a ver vídeos pornográficos, que deu como resultado médio quatro horas semanais.
Também foram feitas tomografias computadorizadas (MRI) do cérebro para medir seu volume e observar como reagia às imagens pornográficas.
Na maioria dos casos, quanto mais pornografia os sujeitos viam, mais diminuía o corpo estriado do cérebro, uma pequena estrutura nervosa que fica justo debaixo do córtex cerebral.
Os cientistas também observaram que, quanto maior era o consumo de imagens pornográficas, mais se deterioravam as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal, que é a parte externa do cérebro encarregada do comportamento e da tomada de decisões.

A cultura do bem-estar

Papa critica casais que decidem não ter filhos por causa da cultura do bem-estar

Categoria: Notícias



Francisco_DanielIbanez_ACIPrensa1O site ACI/EWTN Noticias informou nesta terça-feira (03/06/14) que durante a Missa desta segunda-feira, celebrada na Casa Santa Marta, o Papa Francisco chamou os casais cristãos a amar-se como Cristo ama a sua Igreja, com fidelidade, perseverança e fecundidade; entretanto, advertiu que “há coisas que não agradam o Senhor”, como aqueles casais que cederam à cultura do bem-estar e por escolha não desejam ter filhos.
“Esta cultura do bem-estar, de dez anos atrás, nos convenceu: ‘É melhor não ter filhos! Assim você pode conhecer o mundo, quando estiver de férias, pode ter uma casa no campo, ficar tranquilo’. Talvez seja melhor – mais cômodo – ter um cãozinho, dois gatos, e o amor vai para dois gatos e para o cãozinho. É verdade ou não? Ao fim, esse matrimônio chega à velhice com a amargura da má solidão. Não é fecundo, não faz o que Jesus fez com a Sua Igreja: tornando-a fecunda”, expressou o Papa.
Na Missa participaram uns quinze casais de 25 a 60 anos de casado, e o Papa lhes recordou que o amor de Jesus “faz fecunda à Igreja com novos filhos, Batismos, e a Igreja cresce com esta fecundidade nupcial”.
Segundo a Rádio Vaticano, o Papa disse que em um casamento esta fecundidade pode ser às vezes colocada à prova, quando os filhos não chegam ou se ficam doentes. Nesses casos “há casais que olham para Jesus e tomam a força da fecundidade que Ele tem para com a sua Igreja”. Por outro lado, “há coisas que não agradam o Senhor”, como os matrimônios estéreis por escolha.
Jesus, indicou o Santo Padre, tem três grandes amores, pelo Pai, pela sua Mãe e pela Igreja. Por esta última tem um amor “grande”. É “sua esposa: bela, santa, pecadora, mas a ama igualmente”. E este amor se caracteriza, além de pela fecundidade, também pela fidelidade e a perseverança.
“É um amor fiel e perseverante; Ele não se cansa nunca de amar a Sua Igreja. É um amor fecundo e fiel. Jesus é fiel! São Paulo, em uma de suas Cartas diz: ‘Se tu confessares Cristo, Ele te confessará, a ti, diante do Pai; se tu renegares Cristo, Ele te renegará, a ti; se tu não for fiel a Cristo, Ele permanecerá fiel, porque não pode renegar a si mesmo!’”.
“A fidelidade é justamente o ser do amor de Cristo, ela é como uma luz sobre o matrimônio. A fidelidade do amor. Sempre”, expressou o Papa.
E assim como é fiel e fecundo, o amor de Jesus pela Igreja também é incansável, perseverantes.
“A vida matrimonial deve ser perseverante, deve ser perseverante. Porque do contrário o amor não pode seguir adiante. A perseverança no amor, nos momentos belos e nos momentos difíceis, quando há problemas: problemas com os filhos, problemas econômicos, problemas aqui, problemas lá”.
“O amor persevera, vai adiante, sempre procurando resolver as coisas para salvar a família. Perseverantes: homem e mulher se levantam, todos os dias, e levam a família adiante”, afirmou o Papa Francisco.

Decreto Bolivariano de Dilma


Partidos tentam barrar decreto bolivariano de Dilma

Nove bancadas assinaram proposta na Câmara para tentar suspender os efeitos do decreto presidencial que pode mudar a ordem constitucional

Publicado por Shankar Cabus e mais 1 usuário 1 semana atrás
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Partidos tentam barrar decreto bolivariano de Dilma
O decreto bolivariano número 8.243/2014, assinado à surdina pela presidente Dilma Rousseff na semana passada, não caiu bem no Congresso Nacional. Nesta terça-feira, nove partidos resolveram se unir para tentar impedir o avanço da medida destinada a aparelhar órgãos públicos e entidades da administração federal direta e indireta com integrantes de “movimentos sociais”, conhecida massa de manobra do PT.
Na Câmara, nove legendas – DEM, PPS, PSDB, Solidariedade, PR, PV, PSD, PSB e Pros – assinaram um pedido para votar, em regime de urgência, um decreto legislativo que anule os efeitos do decreto presidencial. Embora a transferência de votos não seja automática, juntas, as agremiações contabilizam 229 dos 513 deputados – são necessários 257 votos para aprovar um decreto legislativo. A decisão de colocar a proposta em votação cabe ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que ainda não se manifestou. No Senado, os partidos de oposição também tentam suspender o texto presidencial.
O decreto para instituir um canal paralelo de poder, antiga pretensão petista, foi assinado por Dilma (Decreto 8.243/2014) no último dia 23 de maio. No papel, determina a criação da Política Nacional de Participação Social (PNPS) e do Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Na prática, prevê a implantação de “conselhos populares”, formados por integrantes de movimentos populares, vinculados a órgãos públicos. Tudo sob a tutela do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República).
O texto bolivariano ataca um dos pilares da democracia brasileira, a igualdade dos cidadãos, ao privilegiar grupos alinhados ao governo. A Constituição brasileiraestabelece que os cidadãos têm direito à livre manifestação por meio de eleições diretas. “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular”, diz o artigo 14 da Constituição de 1988.
O decreto de Dilma, porém, é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos quer estabelecer, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, segundo o texto de Dilma, os movimentos sociais – historicamente controlados e manipulados pelo PT – são a representação da sociedade civil no Estado Democrático de Direito. Nesse sentido, são autoexplicativos os afagos do governo federal a militantes do MST e grupos baderneiros de índios e sem-teto após protagonizarem cenas deploráveis de ataques a prédios públicos, privados e à polícia.“A presidente tenta subtrair os Poderes do Parlamento brasileiro. É o mesmo modelo ideológico que se propôs para a Venezuela e para Cuba e que agora estão tentando trazer aos poucos ao Brasil. Temos que resistir a isso porque o Parlamento é o foro da sociedade brasileira. Esses conselhos subtraem a democracia porque são um aparelho do PT. Não podemos fazer que eles passem por cima da lei e caminhar pela estrada mais triste, que é o caminho antidemocrático que o PT está propondo. Isso vai acabar no STF”, diz o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR). “Dilma quer criar uma estrutura paralela de poder e dividir o cidadão em 1ª e 2ª classe”, afirma o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Shankar Cabus
Publicado por Shankar Cabus
Formado em Sistema de Informação pela Universidade do Estado da Bahia, atua como Front-end Engineer de um gra

Agentes políticos não têm direito a 13º salário

Publicado por Renato de Melo - 1 semana atrás
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Agentes polticos no tm direito a 13 salrio
Os agentes políticos – deputados, senadores, entre outros - não têm direito ao recebimento de 13º salário, benefício social concedido a trabalhadores e servidores públicos. A conclusão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo os ministros, os agentes políticos não são considerados trabalhadores nem servidores públicos por causa da natureza política do cargo, que não representa trabalho de natureza profissional. A decisão do STJ nega recurso de ex-deputados da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e dependentes de outros parlamentares daquela instituição.
O ex-deputado estadual Lourival Evangelista Costa, do Estado da Bahia, mais 34 colegas parlamentares e três dependentes da ex-deputada Ana Oliveira entraram com um mandado de segurança contra o presidente da Assembléia Legislativa daquele Estado. No processo, eles exigiram o pagamento do 13º salários a partir do ano de 1988.
Segundo os ex-parlamentares e os dependentes da ex-deputada, o direito é assegurado pela Constituição Federal sendo a gratificação natalina (13º) de natureza alimentar. Os autores da ação destacaram ser segurados da Caixa de Previdência dos Parlamentares e, por esse motivo, pensionistas daquela instituição. Os ex-deputados e demais autores do processo lembraram ainda que estão recebendo suas pensões por meio da Superintendência de Recursos Humanos do Poder Legislativo Estadual, mas sem o pagamento do 13º.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o mandado de segurança. De acordo com o TJ-BA, "não podem os impetrantes ser enquadrados na categoria de trabalhadores ou até mesmo servidores públicos, dado a ausência de trabalho de natureza profissional". Segundo o Tribunal, "deputado estadual não é trabalhador ou servidor público na acepção do Direito Administrativo ou Previdenciário, para fins de aferição, nessa qualidade, de benefícios àqueles outorgados pela Carta magna ou pelas leis infraconstitucionais".
Diante do julgamento de segundo grau, os ex-deputados e dependentes da ex-parlamentar recorreram ao STJ. No recurso, eles afirmaram que os agentes políticos são espécie do gênero agente público, e se o são têm direito à gratificação natalina. Para a defesa dos recorrentes, "a norma constitucional que garante o direito ao 13º salário não faz distinção entre vínculo de natureza profissional ou política, qual o fez o aresto recorrido (decisao do TJ-BA)". A defesa encerrou o recurso alegando que deputado estadual é trabalhador na acepção do Direito Administrativo e Previdenciário, ao contrário do entendimento do TJ-BA.
A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia contestou o recurso afirmando que "os deputados sequer podem ser equiparados a servidores públicos, dada à natureza política do cargo que ocupam perante o Poder Público, não se lhes aplicando, por conseguinte, as normas próprias voltadas para categoria aludida".
O ministro José Arnaldo da Fonseca rejeitou o recurso. O relator lembrou o significado da expressão "servidor público" afirmando ser "inquestionável que, por força do artigo 7º, VIII com o artigo 39, parágrafo 3º, a gratificação natalina somente se aplica aos servidores ocupantes de cargo público".
Além disso, segundo o ministro, "a aplicabilidade de direitos sociais, arrolados no artigo 7º, da Magna Carta, nomeadamente, no caso, o 13º salário, aos agentes públicos, somente tem cabida se expressamente autorizada pelo texto constitucional, qual o refere o parágrafo 3º do artigo 39", o que não ocorre no caso dos ex-deputados estaduais e seus dependentes.
José Arnaldo enfatizou: "Insista-se, sem previsão constitucional, não há como estender aos autores-recorrentes a gratificação natalina". José Arnaldo da Fonseca ressaltou ainda que "o só fato de não mais exercerem o mandato e passarem a pensionista não faz incidir o 13º, com base no artigo 201parágrafos 5º e , daConstituição Federal. É que, se na ativa não faziam jus à vantagem, como se verá, não se altera essa situação com a passagem para a aposentadoria, eis que a disciplina desta é específica, no caso".
Renato de Melo
Publicado por Renato de Melo
bacharel em direito, especialista em gestão pública e direito administrativo com MBA em direito administrativo e gestão das Cidades, atua como..

MORADORES DE RUA

Defensoria denuncia retirada de moradores de rua em Salvador

Publicado por Nelci Gomes - 1 semana atrás 
Publicado por Luana Almeida
Defensoria denuncia retirada de moradores de rua em Salvador
Mulher dorme em cama improvisada em canteiro da estação do metrô, em Nazaré
A Defensoria Pública do Estado da Bahia propôs ação civil pública contra o município, por conta da retirada deliberada de moradores de rua do Centro da cidade e arredores da Arena Fonte Nova. O motivo para a "limpeza humana" seria a realização dos jogos da Copa do Mundo.
O titular da Secretaria de Promoção Social e de Combate à Pobreza (Semps), Henrique Trindade, afirmou que as denúncias não procedem (leia na matéria ao lado).
O documento, assinado pelas defensoras públicas Fabiana Miranda, Alexandra Soares e Bethânia Ferreira, foi baseado em depoimentos de pessoas em situação de rua, colhidos durante o segundo semestre do ano passado e início deste ano.
Nos relatos apresentados na ação, os moradores de rua afirmam que estariam sendo retirados à força de viadutos e marquises desde março deste ano. Para tanto, os agentes municipais estariam utilizando caminhões da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb) para recolher papelões e pertences dos moradores de rua.
Em caso de resistência, estariam soltando jatos de água ou acionando agentes da Guarda Municipal para a retirada das ruas, dizem os relatos. Depois, seriam levados em veículos do tipo Kombi, com a marca da Prefeitura. De acordo com a defensora pública Fabiana Miranda, responsável pela Equipe Multidisciplinar de Atendimento à População em Situação de Rua, o local onde essas pessoas são deixadas ainda é uma incógnita.
"Por meio dos relatos, conseguimos identificar que eles são levados para abrigos da prefeitura e, em alguns casos, são deixados em chácaras situadas em Simões Filho, Mata de São João e Candeias. Porém, não foi possível chegar a esses lugares, pois nem os denunciantes sabem ao certo a localização deles", afirmou.
Ainda de acordo com a defensora, há, também, histórias que envolvem falsas promessas: "Os moradores de rua relataram ter ouvido promessas de que, se entrassem no veículo, seriam aceitos em programas como o Programa Minha Casa, Minha Vida".

Represálias

A equipe de reportagem de A TARDE percorreu ruas do Centro e ouviu moradores de rua, que confirmaram a denúncia da Defensoria Pública. Único a aceitar se identificar, Ubiraci Alves Gomes, 30 anos, que dorme sob o viaduto dos Engenheiros - que dá acesso a Nazaré -, disse que já foi abordado de forma violenta por três vezes.
"Eles oferecem ajuda, consulta com médico. Quando neguei, vieram me agredir, mas consegui fugir. Não sei para onde querem me levar, tenho medo", contou. A presidente do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Maria Lúcia Pereira, confirma as denúncias.
Segundo ela, a ação da prefeitura dá continuidade à "limpeza humana" iniciada em 2013, durante a Copa das Confederações. Na ocasião, a prefeitura foi acusada de usar o imóvel da antiga Casa de Saúde Ana Nery, no largo da Soledade, como "depósito" de pessoas em situação de rua.
A ação civil pública proposta pela Defensoria contesta, ainda, a utilização de antigos motéis, localizados nos bairros de Itapuã e Pau da Lima, como unidade de acolhimento da prefeitura.
De acordo com a defensora pública Fabiana Miranda, os abrigos não obedecem às normas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, sobretudo no que diz respeito ao número de abrigados, que deve ser de até 50 pessoas.
"Hoje, esses lugares contam com mais de 26 famílias. Os quartos têm ar condicionado, espelhos e conforto. No entanto, a equipe de assistentes sociais detectou que há pessoas além do limite aceitável", afirmou.
O secretário Henrique Trindade, no entanto, considera as unidades como adequadas e afirma que elas dispõem de todos os serviços exigidos pelas normas federais.

Foco municipal é reaproximar moradores de rua de familiares

O secretário Trindade rechaça as acusações de que os moradores de rua estariam sendo levados contra a vontade. “Não tenho conhecimento da existência dessa ação. Contamos, sim, com uma equipe de abordagem, que vai às ruas diariamente”, rebateu.
Segundo o secretário, o foco das ações do município está na reinclusão dessas pessoas nas suas famílias. “Não objetivamos ‘maquiar’ a cidade para a Copa do Mundo. Tentamos intermediar o diálogo entre as duas partes. Enquanto isso, oferecemos abrigos”, esclareceu.
O secretário nega que os moradores de rua estejam sendo enviados contra a vontade a outros municípios. “Nossa atuação está restrita a Salvador. As pessoas só são levadas se concordarem. Se houver comprovação de ações desse tipo por parte da prefeitura, ponho meu cargo à disposição”, disse.
“Temos condições de estada e convívio para acolher com privacidade pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono. Dispomos, ainda, de uma equipe capacitada para auxiliar em serviços sociais, como cadastramento em programas como o Bolsa Família e para encaminhá-los para obter documentação”, explicou.
Ex-motel
Antiga moradora de rua, a paraibana Eliene Guimarães, 40, é uma das primeiras abrigadas na unidade de acolhimento de Itapuã. Ela conta que chegou ao local por livre e espontânea vontade.
“Uma equipe me abordou e informou sobre este abrigo. Estava cansada de ser andarilha. Aqui, tenho comida e um quarto de luxo, que tem até ar condicionado. Não quero mais sair”, disse.
Nelci Gomes
Publicado por Nelci Gomes
Inicio de vida acadêmica na Escola de Engenharia Agronômica - UFRB fazendo parte de alguns movimentos em busca pelo desenvolvimento..

COPA DO MUNDO

A Copa que não é nossa

Publicado por Jean Pires - 1 semana atrás
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Por João Eichbaum
A Copa que no nossa
O Brasil serviu um banquete para os organizadores da Copa do Mundo e a FIFA se serviu dele como bem quis. Ela começou com uma varredura na lei que proíbe a venda de bebida alcoólica nos estádios. Durante a Copa pode, mas só a cerveja liberada pela Fifa. Para as outras bebidas alcoólicas continua valendo a lei.
Depois vieram as ordens para que tudo fosse feito de acordo com o padrão Fifa. E se seguiram as marcas e patentes exclusivas, o fim da burocracia para os interesses dela, o que se pode e o que não se pode vender nos estádios, o que se pode e o que não se pode veicular como propaganda, as palavras que não se podem pronunciar. Até no direito de ir e vir a Fifa mexeu. A serviço dela estará a PM, revistando e interceptando quem não gosta de futebol, mas passa perto do estádio.
Tudo isso porque o Brasil não tem mais futebol na vitrine. O mundo não está mais nem aí para o futebol brasileiro. Passou-se o tempo em que os tupiniquins eram os artistas, os mestres, os gênios que encantavam plateias. Já não existem Pelés, Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Garrinchas, para ficar só nesses nomes, que pontificavam com a bola nos pés, entortando a coluna dos gringos. Dos nossos espetáculos de futebol já não emana aquele brilho intenso de outrora. A luminosidade fátua de um ou outro jogador é tragada pelos escândalos.
O que está em foco é o mal administrado país, entregue a gangues políticas, a senhores feudais que seduzem os pobres, a estelionatários que urdem falsas verdades com mentiras explícitas. A Copa, como evento esportivo, como festa internacional do esporte, está perdendo lugar nas manchetes internacionais. O que se exibe aos olhos do mundo é o retrato de um país incompetente e desastrado, onde a ordem é o caos. Ao invés da exaltação dos grandes feitos do futebol brasileiro, a mídia estrangeira está mostrando as misérias do Brasil.
A violência, a criminalidade, a pobreza, a corrupção, a falência dos sistemas de saúde e educação, o “pau” quebrando na rua, a desorganização e a irresponsabilidade em geral, o sumidouro do dinheiro público, a morte chegando com vaso sanitário na cabeça ou nos desabamentos de construções para a Copa são as pautas que dominam o noticiário sobre o Brasil.
Nem o Vaticano deixou de dar o seu “pitaco”, embora, nesse campo, esteja sem a autoridade e a isenção que o tema exige. Semana passada, ao alertarem o mundo inteiro sobre a exploração sexual, os porta-vozes de Deus mencionaram especialmente o Brasil, para onde acorrerão turistas ligados ao futebol e gringos loucos por mulheres e bumbuns tropicais.
Esse é o palco do espetáculo que o Lula ofereceu para o mundo, crente de que o povo se deixa engambelar por pão e circo, (leia-se Bolsa-família e futebol pelo telão HD financiado com o programa “Minha Casa, Minha Vida”). Deu no que deu: a vinda de um colonizador da FIFA, chamado Jerôme Valcke, para fazer os subdesenvolvidos levantarem do berço esplêndido. E a mídia com o olho em cima, mostrando que o Brasil não leva jeito.
João Eichbaum é advogado e autor do livro Esse Circo Chamado Justiça.                                            Fonte: http://www.direitolegal.org/manchetes/copa-que-naoenossa/#sthash.noHSWxOX.dpuf

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