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Atitude simples! Dormir sem calcinha traz benefícios à saúde íntima da mulher

O hábito melhora a circulação, ajuda a arejar a área feminina, além de diminuir o excesso de suor e corrimentos


Atitude simples Dormir sem calcinha traz benefício

Um estudo recente envolvendo o Ibope e a marca Dermacyd avaliou os hábitos das mulheres na hora de dormir. Das entrevistadas nas capitais brasileiras, apenas 17% afirmou ter o costume de deitar sem calcinha
Preocupada com o número pequeno, a gerente da marca, Deborah Goldkorn, disse: "Nos surpreendemos com o fato de muitas delas não terem o hábito de dormir sem calcinha, uma atitude simples que faz diferença para a saúde íntima".

Isso porque dormir sem calcinha melhora a circulação, ajuda a arejar a área feminina, além de diminuir o excesso de suor e corrimentos. Tudo isso poderia ser facilmente solucionado se não houvesse tanto tabu e dúvidas sobre o tema.
É bom saber que se a região da vagina fica muito abafada, como ocorre durante a noite, tende a criar um acúmulo de secreções, o que desequilibra a flora vaginal. Sem falar que favorece a proliferação de bactérias que não toleram oxigênio. Portanto, o simples gesto de ficar sem a peça íntima durante o sono é uma excelente atitude.
Interessante notar que a pesquisa deixa clara a falta de informação e confusão em torno do assunto. Isso porque 19% das brasileiras consideram dormir sem calcinha ruim para a região íntima ou um hábito não higiênico. Outras 86% passariam a dormir sem calcinha ou aumentariam a frequência dessa atitude, se soubessem que isso é bom para a região íntima.
Sobre os resultados, Deborah ainda acrescenta: "A pesquisa mostrou também que 49% delas passariam a ter o costume, se recebessem informações relevantes e confiáveis; 36% se recebessem orientação médica, e 13%, se o (a) parceiro (a) incentivasse esse hábito. Por isso a importância de ampliarmos a discussão sobre o assunto entre as consumidoras, médicos e familiares".
Foi justamente pensando nisso, que a Dermacyd criou a campanha #DurmoSemCalcinha, um trabalho de conscientização das mulheres sobre a importância do cuidado com a região íntima.
"Queremos gerar ainda mais informação e conhecimento, de forma leve e descontraída, sem deixar de lado a seriedade. Dermacyd é um aliado das mulheres no cuidado diário com a saúde íntima", destaca Deborah.
Para aderir ao movimento, acompanhe a fanpage do projeto no Facebook e receba dicas de higiene íntima com uma abordagem divertida. Ah, e não se esqueça de tirar a calcinha para dormir!

Alessandra Vespa (MBPress)

Saúde ocupacional: mais importante do que você imagina!

Tendinite e LER são alguns dos sintomas da sobrecarga de trabalho

Saúde ocupacional mais importante do que você imag

Você já deve ter se acostumado a ficar conectada ao e-mail o tempo todo, responder seus chefes no fim de semana ou passar horas sentada na mesa do escritório para terminar aquele relatório. Saiba que isso tudo pode fazer muito mal à saúde, seja em curto ou longo prazo. Sua saúde ocupacional merece ser preservada.
Já pensou nisso?
As sobrecargas no trabalho afetam tanto a mente quanto o corpo. Estes esforços exagerados podem causar as chamadas doenças ocupacionais, que se caracterizam por serem inerentes à atividade de trabalho ou causadas por ele.
As enfermidades mais comuns de se manifestarem (e que podem ser velhas conhecidas suas) são as Lesões por Esforços Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Nesse grupo, engloba-se cerca de 30 doenças, dentre as quais tendinite (inflamação dos tendões) e tenossinovite (inflamação da membrana que recobre os tendões), por exemplo.
Quais as causas?
O estopim de toda essa dor de cabeça (que também pode entrar no time das doenças ocupacionais) pode ser uma rotina comum da sua profissão: movimentos repetitivos, posturas inadequadas, sobrecarga mental, ritmo intenso de trabalho, pressão por produção, estímulo à competitividade e todas as pressões que podem nos acometer no ambiente profissional.
Lembrando que as LERs podem se desenvolver tanto nos homens quanto nas mulheres e costumam surgir nas fases mais produtivas profissionalmente, os sintomas característicos são dor (que pode ser crônica com o tempo), formigamento, fadiga muscular e cansaço. O quadro pode se agravar caracterizando também alguns fatores psicológicos, como depressão e afastamento das redes sociais, por exemplo.
De acordo com Tânia Fleig, fisioterapeuta da fabricante Mercur (especializada em produtos terapêuticos), a atenção aos detalhes é fundamental. "Uma importante recomendação é ater-se às tarefas realizadas nos diferentes ambientes, seja doméstico, trabalho ou atividades de lazer, bem como revisar o local quanto aos fatores ergonômicos, como a iluminação, temperatura, mobiliário, posições adotadas e postura nas tarefas realizadas", sugere a especialista.
Confira algumas dicas dadas por Tânia para preservar sua saúde mesmo quando a atenção está concentrada em outras tarefas:

Para quem trabalha sentado:
- Mantenha a planta de seus pés toda apoiada no chão, com os joelhos flexionados a 90º. Tenha cuidado para não exercer pressão entre a região posterior dos joelhos e a cadeira, pois isto comprime os vasos sanguíneos e dificulta a passagem do sangue nas pernas, contribuindo para formações de varizes e causando dor e formigamento nas pernas e pés. Se necessário utilize um apoio para os pés.
- Utilize cadeiras giratórias e evite realizar movimentos rotacionais bruscos com o pescoço e tronco. O mais adequado é levantar-se da cadeira ou girá-la.
- Procure levantar a cada 30 minutos e tente dar uma rápida caminhada, pois ela estimula a circulação das pernas através da contração muscular. Lembre-se de alongar braços, tronco e pernas pelo menos três vezes durante seu expediente.
- Aproxime sua cadeira da mesa, evitando flexionar o tronco ou a cabeça para digitar e mantenha as costas bem apoiadas no encosto da cadeira.
- Para quem trabalha com computador, o ideal é manter o monitor a uma distância entre 45 a 75 cm dos olhos, regulando sua altura à linha de visão.

Para quem trabalha em pé:
- Utilize calçados confortáveis, macios e, de preferência, sem saltos. Em muitos ambientes de trabalho o uso de calçados fechados é obrigatório e, se este for seu caso, não os aperte muito. É bom deixar um pouco de folga para os pés dentro dos sapatos.
- Procure alternar a posição de apoio sobre uma perna e outra. Sempre que possível, dê pequenas caminhadas e realize movimentos circulares com os pés para estimular a circulação sanguínea e minimizar as dores, desconfortos, inchaço e o aparecimento de varizes.
- Procure ficar em postura ereta, evite ficar inclinado para frente ou para os lados por muito tempo. Para quem utiliza mesas ou bancadas para manusear peças e/ou objetos, o ideal é que estas estejam a uma altura próxima a do umbigo e próximas ao corpo. Procure manter os cotovelos flexionados a, aproximadamente, 90° e os ombros relaxados - isto ajuda a evitar tensões musculares na região cervical, ombros e costas.
- Para pegar algum objeto no chão, procure flexionar os joelhos agachando ao invés de curvar-se para frente. Ao carregar algum objeto pesado, como uma caixa, por exemplo, procure mantê-lo próximo ao corpo, com os cotovelos flexionados.

Não se esqueça do alongamento!
- Em pé ou sentado, com a postura ereta e mãos na cintura, aproxime a orelha do ombro, incline a cabeça para a direita e para a esquerda, permanecendo em cada posição por 15 segundos.
- Com a postura ereta, suba os ombros, aproximando-os das orelhas e em seguida relaxe. Repita essa movimentação por 10 vezes.
- Em pé ou sentado, abra e feche a mão alternadamente, repetindo por 10 vezes.
- Sentado mais à frente na cadeira, mantenha uma perna flexionada e apoiada no solo e a outra esticada a frente e com o calcanhar apoiado. Curve para frente tentando alcançar com a mão a ponta do pé no lado da perna esticada. Este alongamento também pode ser realizado em pé, permaneça em cada posição por 15 segundos.
- Para realizar o relaxamento muscular, utilize uma bolinha de massagem e realize movimentos circulares exercendo leve pressão na região cervical, ombros, braços, região lateral dos cotovelos e punhos.

Juliany Bernardo (MBPress)

Sete cuidados com o couro cabeludo garantem cabelos mais bonitos e saudáveis

Atenção ao lavar, secar e hidratar é fundamental para conquistar fios resistentes

Por Manuela Pagan
Enrolados, lisos, crespos, claros ou escuros. Não importa qual é o seu tipo de cabelo, certamente você já desejou uma cabeleira de arrasar, com efeito de comercial de xampu. E para isso investiu em cremes, acessórios e salões de beleza. Mas é provável que você tenha se esquecido de um "pequeno" detalhe: o couro cabeludo. É dele que cada fio de cabelo nasce e, consequentemente, herda tanto as qualidades quanto os defeitos. Se essa região estiver com excesso de oleosidade, pele ou constantemente suja, não há corte que resolva, as madeixas terão sempre os mesmos problemas.

O dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, explica que as raízes dos cabelos são a base para fios fortes. "O descaso com o couro cabeludo pode causar caspa, descamação, oleosidade em excesso e até prejudicar a nutrição do cabelo". A boa notícia é que basta um pouquinho de atenção para garantir raízes saudáveis. Confira os cuidados com o couro cabeludo a seguir.
                                        

Na hora de lavar

Você é adepto de um bom banho quente e ainda lava o cabelo todo dia? A tática pode até ser relaxante, mas provavelmente está detonando o seu couro cabeludo - e de diferentes maneiras. Primeiro: a água quente estimula as glândulas sebáceas da região, responsáveis pela produção da oleosidade, que trabalharão mais que o normal. Já o excesso de água decorrente da lavagem diária vai retirar a oleosidade natural, estimulando as glândulas a trabalhar ainda mais para compensar a falta de sebo. O resultado é o aspecto engordurado em dobro, que pode obstruir os poros que dão passagem ao fio de cabelo, e, consequentemente, dificultar a distribuição dessa oleosidade, importante para a hidratação do fio por inteiro.

Para evitar o desastre, Valcinir Bedin recomenda que a lavagem seja feita com água em temperatura menor que 25 graus e, preferencialmente em dias alternados. Assim você evita os desgastes causados pelo excesso de água, sem permitir o acúmulo de sujeira. "No caso de cabelos muito oleosos, se não der para intercalar as lavagens, é fundamental respeitar a temperatura da água, que deve ser de morna a fria", aponta o especialista.
                   
Enxágue do cabelo - foto: Getty Images

Enxágue bem

A cabeleireira Marília Kikuchi, consultora técnica da Condor, conta que o acúmulo de produtos na raiz dos cabelos também pode entupir os poros (folículos pilosos) do couro cabeludo, que é por onde o fio de cabelo sai, prejudicando a nutrição dos fios. "Isso acontece comumente com os produtos do tipo "2 em 1", que agregam xampu e condicionador numa só fórmula", explica. "Em geral, as pessoas não retiram totalmente esse produto do cabelo, e os resquícios acabam se acumulando no couro cabeludo." Mas o problema pode acontecer com qualquer outro produto. A especialista recomenda que condicionadores e cremes não sejam aplicados diretamente na raiz e que o xampu seja muito bem retirado após a lavagem.
 
Couro cabeludo - foto: Getty Images

Hidratações para combater a descamação

Muita gente sofre com o ressecamento do couro cabeludo. O especialista recomenda esse cuidado quando houver descamação, que pode ser causada pela queda de temperatura: "No frio, a sudorese fica diminuída, por isso há o ressecamento do couro cabeludo e possivelmente a descamação", explica. Existem produtos específicos que podem hidratar o couro cabeludo sem deixá-lo com aspecto ensebado e nem obstruir os poros do couro cabeludo. Princípios ativos como a ureia e o lactato de amônio, por exemplo, têm alto poder emoliente. "Enquanto o lactato promove a hidratação do couro retendo água, a ureia tem como principal função hidratar e amaciar o cabelo", conta Valcinir Bedin. Vale lembrar que os produtos que hidratam o couro cabeludo não são os mesmo usados para hidratar o fio. Usar uma máscara capilar na região com esse objetivo pode, portanto, agravar o quadro.
 
Chapinha - foto: Getty Images

Secador e chapinha

Para os fios existem produtos ativados pelo calor do secador e da chapinha que dão a proteção necessária. Mas e para as raízes? Não há produto capaz de atenuar o dano do calor excessivo, a única solução é o cuidado ao fazer esses procedimentos. O dermatologista Valcinir Bedin recomenda manter o secador a uma distância mínima de 30 centímetros da raiz dos cabelos e a chapinha a cerca de um centímetro e meio do couro cabeludo. O especialista ainda faz o alerta: por mais popular e prática que a chapinha tenha se tornado, é preciso lembrar que ela danifica os cabelos e não pode ser usada tão frequentemente.
 
Produtos químicos - foto: Getty Images

Produtos químicos

Escova progressiva, definitiva, permanente e qualquer outro procedimento químico pode detonar os fios. O mesmo perigo corre o couro cabeludo. Esses produtos são ácidos e por isso podem queimar o couro cabeludo e gerar descamação. "O ideal é que o profissional faça um teste de sensibilidade antes de aplicar o produto", orienta a cabeleireira Marília Kikuchi, consultora técnica da Condor.
 
Alimentação para o couro cabeludo - foto: Getty Images

Alimentação nutre o couro cabeludo

Os fios de cabelo são compostos por substâncias que adquirimos através da alimentação, por isso, uma dieta adequada é fundamental para que os nutrientes cheguem ao couro cabeludo e constituam um belo fio. O dermatologista Ademir Júnior, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, explica que aminoácidos e proteínas (carnes, ovos e leite), por exemplo, estimulam o crescimento e o fortalecimento dos fios, enquanto o zinco (nozes, frutos do mar, gérmen de trigo e levedo de cerveja) estimula o crescimento e reduz a oleosidade, e o ômega-3 e o ômega-6 (presentes nos óleos funcionais) ajudam na hidratação dos fios.
 
Consulta médica - foto: Getty Images

Procure um médico se...

Xampus, condicionadores e loções encontradas com facilidade em farmácias podem sim ajudar no controle de problemas como a caspa, por exemplo, mas caso o incômodo não melhore, o ideal é consultar um médico. Isso porque as raízes do cabelo podem esconder problemas muito graves, como o eczema - uma descamação que começa comumente com uma alergia -, a psoríase de couro cabeludo, e até a alopecia areata, que é uma das formas com que a queda de cabelo pode se manifestar. "O médico pode também diagnosticar o problema com mais precisão, diferenciando a caspa da descamação, por exemplo, e receitar remédios mais eficientes", explica Valcinir Bedin.

Juiz não vai a audiencia. Já tinha compromisso.

Justiça poderia ter começado a corrigir um dos maiores erros de sua história. Mas juiz não foi. Já tinha compromisso

Todas as pessoas e instituições estão sujeitas a erros. Há os graves, os leves, os grandes e os pequenos, de todo o tipo, que mostram acima de tudo como somos falíveis. Mas existe uma segunda etapa a se analisar. A forma como essas pessoas e instituições lidam com os erros. Nesse momento, muito pode ser relevado sobre a essência de quem os comete. O assunto deste post é o Poder Judiciário e a forma como lidou com um dos principais equívocos de sua história. Dois médicos estão presos injustamente há cinco anos no Pará. Foram acusados de serem assassinos e estupradores em série no Pará e no Maranhão. Há provas de que são inocentes. Hoje de manhã, a Justiça poderia ter começado a reparar seus erros, mas o juiz relator do caso não apareceu porque tinha outro compromisso. Paciência. Os médicos terão que esperar um pouco mais para ganharem a liberdade.
Tudo começou ainda nos anos no final dos anos 1980 e começo dos 1990, quando garotos do Pará e no Maranhão começaram a desaparecer misteriosamente. Ao longo da década, foram pelo menos 41 meninos, entre 5 e 14 anos, que depois de mortos eram emasculados (tinham seus órgãos sexuais retirados). O caso triste e assustador foi a Júri em setembro de 2003, quando dois médicos de Altamira, Césio Brandão e Anísio Ferreira foram condenados a 56 anos de prisão. Conforme a acusação, eles fariam parte de um grupo que organizava rituais de magia negra. Os assassinatos ocorriam por motivos “religiosos”. O fato dos médicos serem espíritas foi decisivo para formar a convicção do Júri.
Em dezembro de 2003, contudo, quando os dois já estavam presos, outro menino desapareceu no Maranhão. Um suspeito, Francisco Chagas, foi identificado. Em seguida, Chagas confessou as 41 mortes, inclusive as ocorridas mais de uma década antes em Altamira, quando morava na cidade. Chagas deu detalhes que só ele poderia dar. Disse, por exemplo, que além da retirada dos órgão sexuais das crianças, extraia as córneas, o que de fato foi verificado com a exumação das vítimas. Em Altamira, Chagas ainda apontou corretamente o local das ossadas. Cruzaram datas de morte e estadia de Chagas. Tudo bateu. Atualmente, o serial killer já foi condenado há mais de 200 anos de prisão.
Como proceder diante de tão grave injúria contra os médicos falsamente acusados? Não se trata apenas do tempo na prisão. Mas acima de tudo o que os dois e seus familiares passaram, carregando o estigma desses crimes bárbaros. Como tentar reparar esse absurdo inominável? Na manhã de hoje, era para ocorrer a sessão onde seria estabelecida a revisão criminal na 3ª Vara do Júri de Belém do Pará. O objetivo seria tentar anular o resultado do julgamento que condenou os médicos, para que um novo Júri fosse marcado. A família dos dois, que atualmente mora no Espírito Santo, queria estar presente. Eles pegaram um trem para Belo Horizonte, onde a passagem de avião saía mais em conta. O valor nunca fica abaixo dos R$ 1,2 mil. O sacrifício é ainda maior porque os familiares dos médicos passam por dificuldades financeiras.
Mas novas vidas iriam começar do zero e os parentes queriam estar ao lado dos dois. Só que a sessão não ocorreu porque o juiz relator não apareceu. Tinha outro compromisso. A sessão foi remarcada para a segunda que vem. Alguns parentes não poderão ficar. Para os que ficam e para as duas vítimas, deixo a torcida para que desta vez o erro comece a ser corrigido. Resta ainda a pergunta: o que esse descaso com o erro revela do nosso Judiciário? Será que este poder realmente se preocupa em prestar contas de suas obrigações à sociedade?
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/sp-no-diva/justiça-poderia-ter-comecadoacorrigir-maior-erro-da-histori...
Vanice Cestari
Publicado por Vanice Cestari
Advogada inscrita na OAB/SP desde 2004, tendo vivência jurídica em grandes empresas, bem como em escritórios de advocacia.Todas as pessoas e instituições estão sujeitas a erros. Há os graves, os leves, os grandes e os pequenos, de todo o tipo, que mostram acima de tudo como somos falíveis. Mas existe uma segunda etapa a se analisar. A forma como essas pessoas e instituições lidam com os erros. Nesse momento, muito pode ser relevado sobre a essência de quem os comete. O assunto deste post é o Poder Judiciário e a forma como lidou com um dos principais equívocos de sua história. Dois médicos estão presos injustamente há cinco anos no Pará. Foram acusados de serem assassinos e estupradores em série no Pará e no Maranhão. Há provas de que são inocentes. Hoje de manhã, a Justiça poderia ter começado a reparar seus erros, mas o juiz relator do caso não apareceu porque tinha outro compromisso. Paciência. Os médicos terão que esperar um pouco mais para ganharem a liberdade.
Tudo começou ainda nos anos no final dos anos 1980 e começo dos 1990, quando garotos do Pará e no Maranhão começaram a desaparecer misteriosamente. Ao longo da década, foram pelo menos 41 meninos, entre 5 e 14 anos, que depois de mortos eram emasculados (tinham seus órgãos sexuais retirados). O caso triste e assustador foi a Júri em setembro de 2003, quando dois médicos de Altamira, Césio Brandão e Anísio Ferreira foram condenados a 56 anos de prisão. Conforme a acusação, eles fariam parte de um grupo que organizava rituais de magia negra. Os assassinatos ocorriam por motivos “religiosos”. O fato dos médicos serem espíritas foi decisivo para formar a convicção do Júri.
Em dezembro de 2003, contudo, quando os dois já estavam presos, outro menino desapareceu no Maranhão. Um suspeito, Francisco Chagas, foi identificado. Em seguida, Chagas confessou as 41 mortes, inclusive as ocorridas mais de uma década antes em Altamira, quando morava na cidade. Chagas deu detalhes que só ele poderia dar. Disse, por exemplo, que além da retirada dos órgão sexuais das crianças, extraia as córneas, o que de fato foi verificado com a exumação das vítimas. Em Altamira, Chagas ainda apontou corretamente o local das ossadas. Cruzaram datas de morte e estadia de Chagas. Tudo bateu. Atualmente, o serial killer já foi condenado há mais de 200 anos de prisão.
Como proceder diante de tão grave injúria contra os médicos falsamente acusados? Não se trata apenas do tempo na prisão. Mas acima de tudo o que os dois e seus familiares passaram, carregando o estigma desses crimes bárbaros. Como tentar reparar esse absurdo inominável? Na manhã de hoje, era para ocorrer a sessão onde seria estabelecida a revisão criminal na 3ª Vara do Júri de Belém do Pará. O objetivo seria tentar anular o resultado do julgamento que condenou os médicos, para que um novo Júri fosse marcado. A família dos dois, que atualmente mora no Espírito Santo, queria estar presente. Eles pegaram um trem para Belo Horizonte, onde a passagem de avião saía mais em conta. O valor nunca fica abaixo dos R$ 1,2 mil. O sacrifício é ainda maior porque os familiares dos médicos passam por dificuldades financeiras.
Mas novas vidas iriam começar do zero e os parentes queriam estar ao lado dos dois. Só que a sessão não ocorreu porque o juiz relator não apareceu. Tinha outro compromisso. A sessão foi remarcada para a segunda que vem. Alguns parentes não poderão ficar. Para os que ficam e para as duas vítimas, deixo a torcida para que desta vez o erro comece a ser corrigido. Resta ainda a pergunta: o que esse descaso com o erro revela do nosso Judiciário? Será que este poder realmente se preocupa em prestar contas de suas obrigações à sociedade?
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/sp-no-diva/justiça-poderia-ter-comecadoacorrigir-maior-erro-da-histori...
Vanice Cestari
Publicado por Vanice Cestari
Advogada inscrita na OAB/SP desde 2004, tendo vivência jurídica em grandes empresas, bem como em escritórios de advocacia.Todas as pessoas e instituições estão sujeitas a erros. Há os graves, os leves, os grandes e os pequenos, de todo o tipo, que mostram acima de tudo como somos falíveis. Mas existe uma segunda etapa a se analisar. A forma como essas pessoas e instituições lidam com os erros. Nesse momento, muito pode ser relevado sobre a essência de quem os comete. O assunto deste post é o Poder Judiciário e a forma como lidou com um dos principais equívocos de sua história. Dois médicos estão presos injustamente há cinco anos no Pará. Foram acusados de serem assassinos e estupradores em série no Pará e no Maranhão. Há provas de que são inocentes. Hoje de manhã, a Justiça poderia ter começado a reparar seus erros, mas o juiz relator do caso não apareceu porque tinha outro compromisso. Paciência. Os médicos terão que esperar um pouco mais para ganharem a liberdade.
Tudo começou ainda nos anos no final dos anos 1980 e começo dos 1990, quando garotos do Pará e no Maranhão começaram a desaparecer misteriosamente. Ao longo da década, foram pelo menos 41 meninos, entre 5 e 14 anos, que depois de mortos eram emasculados (tinham seus órgãos sexuais retirados). O caso triste e assustador foi a Júri em setembro de 2003, quando dois médicos de Altamira, Césio Brandão e Anísio Ferreira foram condenados a 56 anos de prisão. Conforme a acusação, eles fariam parte de um grupo que organizava rituais de magia negra. Os assassinatos ocorriam por motivos “religiosos”. O fato dos médicos serem espíritas foi decisivo para formar a convicção do Júri.
Em dezembro de 2003, contudo, quando os dois já estavam presos, outro menino desapareceu no Maranhão. Um suspeito, Francisco Chagas, foi identificado. Em seguida, Chagas confessou as 41 mortes, inclusive as ocorridas mais de uma década antes em Altamira, quando morava na cidade. Chagas deu detalhes que só ele poderia dar. Disse, por exemplo, que além da retirada dos órgão sexuais das crianças, extraia as córneas, o que de fato foi verificado com a exumação das vítimas. Em Altamira, Chagas ainda apontou corretamente o local das ossadas. Cruzaram datas de morte e estadia de Chagas. Tudo bateu. Atualmente, o serial killer já foi condenado há mais de 200 anos de prisão.
Como proceder diante de tão grave injúria contra os médicos falsamente acusados? Não se trata apenas do tempo na prisão. Mas acima de tudo o que os dois e seus familiares passaram, carregando o estigma desses crimes bárbaros. Como tentar reparar esse absurdo inominável? Na manhã de hoje, era para ocorrer a sessão onde seria estabelecida a revisão criminal na 3ª Vara do Júri de Belém do Pará. O objetivo seria tentar anular o resultado do julgamento que condenou os médicos, para que um novo Júri fosse marcado. A família dos dois, que atualmente mora no Espírito Santo, queria estar presente. Eles pegaram um trem para Belo Horizonte, onde a passagem de avião saía mais em conta. O valor nunca fica abaixo dos R$ 1,2 mil. O sacrifício é ainda maior porque os familiares dos médicos passam por dificuldades financeiras.
Mas novas vidas iriam começar do zero e os parentes queriam estar ao lado dos dois. Só que a sessão não ocorreu porque o juiz relator não apareceu. Tinha outro compromisso. A sessão foi remarcada para a segunda que vem. Alguns parentes não poderão ficar. Para os que ficam e para as duas vítimas, deixo a torcida para que desta vez o erro comece a ser corrigido. Resta ainda a pergunta: o que esse descaso com o erro revela do nosso Judiciário? Será que este poder realmente se preocupa em prestar contas de suas obrigações à sociedade?

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/sp-no-diva/justiça-poderia-ter-comecadoacorrigir-maior-erro-da-histori...
Vanice Cestari Vanice Cestari
Advogada inscrita na OAB/SP desde 2004, tendo vivência jurídica em grandes empresas, bem como em escritórios de advocacia.

Preste atenção nos sinais que a boca dá para a saúde do organismo

Autoexame pode prevenir doenças mais graves como o câncer bucal e HPV

A saúde bucal não pode e nem deve ser separada da saúde geral do organismo. Nossa boca é continuamente desafiada por infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. "Qualquer lesão na mucosa da boca pode ser contaminada por micro-organismos presentes na boca ou adquiridos de outras pessoas, aumentando o risco de doenças, desde uma DST até problemas circulatórios", explica a dentista Amália Rodrigues Martins. Afta, herpes, excesso de saburra e outros problemas de saúde, que começam na boca, podem denunciar que seu corpo pede cuidados.

A boca abriga uma grande quantidade de micro-organismos que residem na superfície dos dentes, nas próteses ou na própria mucosa, formando um ecossistema chamado biofilme, que nada mais é do que a conhecida placa bacteriana. As bactérias podem causar doenças locais, como a cárie, a gengivite e a periodontite. Mas também podem desencadear problemas em outras partes do corpo. "Elas podem penetrar nos tecidos e na corrente sanguínea, liberando substâncias tóxicas e estimulando uma inflamação e até uma infecção grave", diz ela. A seguir, a especialista mostra quais os alertas que sua boca dá e como preveni-los.             

Saburra

Também conhecida por biofilme lingual, a saburra é composta por células descamadas, restos alimentares e bactérias no dorso da língua, podendo ter a coloração esbranquiçada, amarelada ou amarronzada. A saburra lingual pode acontecer quando há a diminuição da produção de saliva ou a descamação de pele da mucosa bucal acima do normal. Essa formação é mais intensa nas pessoas que estão com o fluxo salivar diminuído, o que pode acontecer em situações de estresse, ingestão de certos medicamentos, respiração bucal, ronco, uso de enxaguantes bucais com álcool, uso de aparelhos ortodônticos, entre outros. "A diminuição do fluxo salivar é comum em diabéticos, a descamação da língua pode ser encontrada em pacientes com rinites ou sinusite", ressalta a dentista Vivian Farfel, de São Paulo. Fora as situações de estresse e ansiedade, que podem causar um aumento da viscosidade salivar, causando a saburra.

"A saburra é uma das principais causadoras do mau hálito", explica a dentista Amália Rodrigues Martins. Ela explica que as bactérias presentes na saburra vão degradar proteínas, produzindo compostos sulfurados, responsáveis pelo mau hálito. Além disso, entre as bactérias presentes na saburra lingual estão algumas espécies capazes de causar doenças como a gastrite, pneumonia, endocardite bacteriana, parada cardíaca, acidente vascular cerebral e a doença periodontal. "A saburra também pode ser o sinal de doenças mais graves, como escarlatina, icterícia e deficiência grave de vitaminas do complexo B", afirma a dentista Vivian.

A escovação dos dentes e a limpeza diária da língua são importantes para a eliminação desses micro-organismos. A higienização deve ser feita com a escova de dente e raspadores ou limpadores de língua. Se mesmo com a limpeza adequada os sintomas persistirem, procure um profissional em odontologia e exponha seu problema.
 Feridas e bolhas - Foto: Getty Images

Feridas e bolhas

Muitas pessoas sofrem com bolhas na boca, que podem ser encontradas em todas as faixas etárias. Podem ocorrer em qualquer região no interior da boca - lábios, língua ou ao longo dos cantos da boca. "As bolhas podem ser causadas por doença inflamatória do intestino, reações alérgicas a certos alimentos, fármacos e produtos químicos, dermatite de contato, impetigo, estresse e queda de imunidade", explica o gastroenterologista Eduardo Berger, de São Paulo. Já as feridas na boca comumente são causadas por aparelhos ortodônticos, ingestão de alimentos ácidos, tabaco de mascar, mordidas na gengiva ou lábios, dentes quebrados e queimaduras.

Há também aquelas feridinhas e pequenas bolhas que marcam presença nas situações de estresse e aparentemente não têm causa específica. No entanto, elas podem ser um sintoma de herpes, doença causada por variações do vírus Herpesvirus hominis (HVH). A herpes é uma doença contagiosa, cuja transmissão ocorre geralmente na infância. O que acontece é que, após o contágio inicial, o vírus fica latente no organismo, podendo se manifestar em intervalos variáveis, principalmente na puberdade e vida adulta. "Entre os fatores relacionados com as recorrências de herpes podemos citar a exposição excessiva ao sol ou a radiação ultravioleta, temperaturas baixas, febre, infecções, estresse físico ou mental, distúrbios gastrointestinais, gripes, resfriados, menstruação, gravidez e uso de corticoides", explica a dentista Amália. Sendo que nas pessoas com deficiências imunológicas, a doença pode causar sérias complicações, pois o organismo tem a resistência muito baixa, ficando mais vulnerável a infecções. O ideal é procurar atendimento assim que aparecerem os primeiros sinais: coceira, irritação e inflamação acompanhada das feridas e bolhas.

Se você suspeita de herpes, é importante procurar um médico e seguir alguns cuidados especialistas, como não tocar na ferida, beijar pessoas ou ter relações sexuais orais. Evite também compartilhar objetos como copos e garrafas. "Se tocar nas feridas, lave as mãos imediatamente com água e sabão, uma vez que a manipulação das lesões pode levar à contaminação de outras regiões, como pele, olhos e área genital", afirma Amália. Além disso, as bolhas rompidas liberam líquido altamente infectante. É preciso secar a região com gaze ou lenços descartáveis. As lesões também podem ser lavadas com água e sabão.
aftas - Foto: Getty Images

Aftas

As feridas branco-amareladas com contorno avermelhado que aparecem na língua, lábios, parte interna das bochechas e garganta são lesões extremamente dolorosas. No geral, as aftas desaparecem em uma ou duas semanas sem deixar cicatriz. "Porém, algumas pessoas apresentam aftas grandes, que demoram até seis semanas para cicatrizarem em função da imunidade baixa", explica o gastroenterologista Eduardo. Muito comuns em pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens, as aftas não são contagiosas, e as causas para a sua formação não são completamente conhecidas - é sabido que elas estão relacionadas com um sistema imunológico deficiente. No entanto, aftas recorrentes assim como apresentar muitas aftas ao mesmo tempo são casos que precisam ser investigados por um médico. Segundo o especialista, fatores como o estresse, alterações hormonais, alergias a alimentos, traumas físicos causados por mordidas, alimentos pontiagudos, certos tratamentos de quimioterapia, medicações, hérnia de hiato com refluxo esofagiano e consumo de alimentos ácidos podem levar ao surgimento das aftas.

Não existe nenhum tratamento definitivo para essas feridas, pois nenhuma substância cura a lesão de um dia para outro. Para minimizar a dor, o ideal é evitar alimentos muito temperados, salgados e ácidos. Outros tratamentos paliativos são pomadas a base de corticoides tópicos em formulações próprias para o uso na mucosa oral. No entanto, o gastroenterologista Eduardo diz que essas medidas são tomadas apenas para acelerar o processo de cicatrização ou evitar a dor, uma vez que elas tendem a desaparecer. "É importante também manter a higiene do local, usando um cotonete com soro fisiológico ou então apenas água", completa.
Manchas brancas e feridas que não cicatrizam - Foto: Getty Images

Manchas brancas e feridas que não cicatrizam

"Toda lesão que não cicatriza em duas semanas tem que ser rapidamente diagnosticada", alerta a dentista Eliana Avelãs, especialista do Portal Minha Vida. Segundo a especialista, feridas que não cicatrizam podem ser um sinal de câncer de boca. "Também podem surgir lesões superficiais e indolores, que sangram ou não, e manchas esbranquiçadas nos lábios ou na mucosa bucal", completa a dentista Vivian.

O câncer bucal pode afetar a mucosa bucal, gengivas, o céu da boca, língua, assoalho da boca, o céu da boca e os lábios. Em seu estágio avançado, a doença caracteriza-se pela dificuldade no falar, mastigar e engolir e até o emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço. Entre os fatores de risco para a doença estão tabagismo, uso do álcool, exposição solar exagerada, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas. "Além do controle dos fatores de risco, o autoexame e controle profissional realizado por um dentista são fundamentais na prevenção da doença", alerta a dentista.
 Mau hálito- Foto: Getty Images

Mau hálito

A principal causa de mau hálito é a má higiene bucal, que causa formação de saburra na língua.  "Entretanto, doenças como gengivite e outras inflamações na via oral também estão entre causas mais frequentes de halitose, uma vez que são consequência da falta de higiene bucal", explica o gastroenterologista Guilherme Andrade, do Hospital 9 de Julho. Doenças como gastrite por Helicobacter pylori e refluxo gastroesofágico também geram o mau hálito, assim como as doenças do trato respiratório superior, por exemplo sinusite, rinite alérgica, amidalite e laringite - essas últimas geram um odor de muco, por conta da concentração de catarro.

Outras doenças podem causar o mau hálito, como diabetes, insuficiência hepática, insuficiência renal, câncer de estômago e insuficiência cardíaca. Se você quiser ler mais informações sobre o assunto, leia aqui sobre as doenças que causam mau hálito.
Verrugas - Foto: Getty Images

Verrugas

Caracterizadas por pequenos crescimentos não dolorosos na pele, as verrugas podem ser inofensivas. Entretanto, elas podem ser um indicativo de HPV, o Papilomavirus humano. "O principal sintoma do HPV são as verrugas achatadas e esbranquiçadas, com um formato bem peculiar de 'crista de galo'", afirma a dentista Vivian Farfel. As verrugas decorrentes do HPV podem aparecer nas pontas das papilas da gengiva, na língua, bochecha, garganta e no palato.

Caso você suspeite de HPV, procure um médico ou dentista para que ele possa examinar o local e encaminhar você para fazer os exames necessários. A doença pode ficar latente no corpo durante muitos anos, sem apresentar qualquer sintoma, e a principal via de transmissão é sexual. Se não for tratado, o HPV bucal pode causar sérias complicações, como câncer de garganta.
Boca seca - Foto: Getty Images

Boca seca

Existem algumas doenças autoimunes que podem deixar a boca seca, como síndrome de Sjögren, diabetes tipo 1, esclerose múltipla, esclerodermia, psoríase e doença inflamatória intestinal. Segundo a dentista Vivian Farfel, a xerostomia (boca seca) pode também pode ser uma consequência de deficiências nutricionais, como a falta de vitamina A ou B2. "Hipotireoidismo, sarcoidose, depressão, ansiedade, amiloidose, fibromialgia, miastenia gravis, neuropatia autonômica, bruxismo e infecção pelo HIV também são doenças que tem como consequência a xerostomia", afirma a dentista Eliana. Radioterapia na região de cabeça e pescoço pode ter a boca seca como efeito colateral, mas isso deve ser acompanhado com o médico oncologista ou radioterapeuta. Caso você sofra com a xerostomia de forma persistente e sem motivo aparente, procure um dentista para avaliar a causa e buscar um tratamento.
Gengiva inflamada - Foto: Getty Images

Gengiva inflamada

De acordo com Eliana Avelãs, as inflamações na gengiva também merecem atenção, uma vez que podem indicar desde traumas até infecções. Alguns medicamentos, como fenitoína, ciclosporina e bloqueadores dos canais de cálcio podem causar inflamações na gengiva - caso tenha dúvidas, converse com seu médico sobre esses efeitos. Além disso, afirma a dentista, condições hormonais como gravidez, menopausa e uso de anticoncepcionais também pode agravar a gengivite. "Caso a inflamação venha acompanhada de outros sintomas, como sangramentos e crescimentos anormais, procure um profissional para investigar o problema", afirma.
Faça o autoexame da boca - Foto: Getty Images

Faça o autoexame da boca

A finalidade do exame é identificar anormalidades existentes na mucosa bucal, que alertem a pessoa que o organismo não anda bem e a façam procurar um dentista ou um medico. O que procurar:

- Mudanças na aparência dos lábios e parte interna da boca
- Endurecimentos
- Caroços
- Feridas
- Sangramentos
- Inchações
- Áreas dormentes
- Dentes amolecidos ou quebrados

Siga o passo a passo para fazer o autoexame da boca:

- Lave bem a boca e remova as próteses dentarias, se for o caso.
- De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se encontra algum sinal que não tenha notado antes. Toque suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto.
- Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação.
- Com a ponta de um dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma. Faça isso nos dois lados.
- Com a ponta de um dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.             
- Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o assoalho da boca.
- Incline a cabeça para trás, e abrindo a boca o máximo possível examine atentamente o céu da boca. Apalpe com um dedo indicador todo o céu da boca, em seguida diga "AAAA" e observe o fundo da garganta.
- Ponha a língua para fora e observe a sua parte de cima. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxando a língua para a esquerda, observe o lado direito da mesma. Repita o procedimento para o lado esquerdo, puxando a língua para a direita.
- Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, e apalpe toda a sua extensão com os dedos indicadores e polegar da outra mão.
- Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se a diferença entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, apalpando-o com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas.
- Finalmente, introduza um dos polegares por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.  

IGUAL AO QUE ACONTECE NO BRASIL...

Berlusconi é condenado a prestar serviço comunitário por fraude fiscal

Publicado por Reuters Brasil
Por Ilaria Polleschi e Silvia Aloisi

MILÃO, 15 Abr (Reuters) - Um tribunal italiano determinou nesta terça-feira que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi preste serviços comunitários e seja impedido de viajar, como pena por sua condenação por fraude tributária, limitando sua capacidade de fazer campanha para a eleição europeia de maio.
O tribunal milanês decidiu que Berlusconi deverá passar pelo menos quatro horas semanais em uma instituição para idosos, durante um ano.
Ele não poderá viajar para fora da Lombardia, a região onde fica Milão e onde ele é domiciliado, com exceção de idas limitadas a Roma.
Depois da condenação definitiva por fraude tributária, no ano passado, Berlusconi perdeu o mandato de senador e teve seus direitos políticos cassados durante dois anos. Mas, aos 77 anos, ele continua sendo o político mais influente da centro-direita italiana, à frente do partido Forza Italia.
O tribunal divulgou um comunicado em que não deixa claro se Berlusconi poderá fazer campanha eleitoral na Lombardia e em Roma, nem se ele poderá assumir alguma função pública, e qual, nos próximos meses.
As viagens a Roma poderão acontecer semanalmente, entre terça e quinta-feira, mas o réu deverá estar de volta à Lombardia até as 23h de cada quinta-feira.
Em nota, seus advogados disseram que a sentença "parece ser equilibrada e satisfatória, mesmo com vistas às necessidades da atividade política".
Os advogados, assim como os promotores, defendiam que ele fosse condenado à prestação de serviço comunitário em vez de ser mandado para a cadeia ou colocado sob prisão domiciliar.
Uma fonte judicial disse que o magnata da mídia, homem mais rico do país, prestará o serviço comunitário na Fundação Sagrada Família, na pequena localidade de Cesano Boscone, próxima a Milão. O site da instituição diz que ela cuida de idosos e deficientes.
Berlusconi domina a política italiana desde a década de 1990 e foi quatro vezes primeiro-ministro. No ano passado, ele foi condenado como mentor de uma complexa fraude tributária envolvendo a compra de direitos televisivos para a sua rede de TV Mediaset. Em novembro, o Senado cassou seu mandato.
A condenação a quatro anos de prisão foi comutada para um ano graças a uma lei destinada a combater a superlotação carcerária.
Berlusconi continua se dizendo uma vítima inocente de perseguições de juízes esquerdistas.
A centro-direita enfrentou divisões e perdeu apoio desde que Berlusconi quase venceu a última eleição nacional, há um ano, mas o Forza Italia ainda é a segunda ou terceira maior força política do país, com cerca de 20 por cento dos votos, segundo várias pesquisas.
(Reportagem adicional de Manuela D'Alessandro e Lisa Jucca)

Erva generosa: os impostos da maconha no Colorado

O destino da verba extra está em discussão.
A Emenda 64 determinou que os primeiros 40 milhões de dólares recolhidos anualmente em impostos sejam destinados a um fundo para a construção de escola

Publicado por Matheus Galvão

Por Cláudia Antunes

No dia 20 de fevereiro, quando o estado americano do Colorado começou a arrecadar os impostos do comércio relativos a janeiro, dezenas de lojistas não puderam assinar um cheque nominal ao governo. Foi preciso pagar emcash, mas ninguém pensou em sonegação. Em 11 de março, a conta fechou: foram recolhidos 2,01 milhões de dólares (cerca de 4,6 milhões de reais) em impostos sobre a venda de maconha para fins recreativos.
A soma superou a expectativa. A previsão era de que 1,4 milhão de dólares seria arrecadado no primeiro mês de vigência da Emenda Constitucional 64, que legalizou tanto a produção quanto a venda da erva no chamado “Estado Alto” (o apodo, que agora veio a calhar, é uma referência às Montanhas Rochosas que o atravessam). A experiência é inédita no mundo. Antes, o cultivo e o comércio da maconha só eram permitidos no Colorado – assim como em outros dezenove estados americanos – para uso médico. Países como Portugal e Holanda descriminalizaram o consumo e parcialmente a venda, mas não a produção.
Os empresários da marijuana foram obrigados a recolher em dinheiro vivo porque não podem trabalhar com os bancos. O sistema financeiro é submetido à legislação federal americana, que mantém na ilegalidade a droga receitada no século XIX para as cólicas da rainha Vitória.
Bem que os comerciantes tentam driblar o problema. Elan Nelson, uma jovem de louros cabelos cacheados que é consultora da Medicine Man, o maior estabelecimento do ramo no Colorado, não quis falar da operação financeira da empresa. Contou, entretanto, que alguns lojistas conseguiram manter suas contas bancárias, omitindo que trabalham com maconha. Outros terceirizaram a contabilidade. “Na maioria dos casos, porém, o banco não abre ou fecha a conta se souber a origem do dinheiro.”
No final de março, o site da Medicine Man anunciava vinte tipos de maconha, além de pílulas, óleos e refrigerantes. A empresa tem 2 quilômetros de estufas e planeja dobrar a produção. “Quando só vendíamos para uso medicinal, tínhamos 100 clientes num dia excepcional. Agora são 300 num dia normal”, calculou Elan. Aprovada por referendo em 2012, a Emenda 64 estabelece que o consumidor deve ter mais de 21 anos e pode possuir e portar – e, portanto, comprar – no máximo 1 onça, ou pouco mais de 28 gramas, o bastante para 28 baseados grandes, do tamanho de um cigarro de tabaco. O comprador de fora do estado pode adquirir 7 gramas. Não cabe ao comércio fiscalizar quanto o usuário possui: se quiser ir a outra loja e comprar mais 1 onça, a responsabilidade é dele.
Como todo empresário que se preza, Elan se queixou do peso dos impostos. Hoje, disse, eles respondem por 36% do preço da Cannabis para fins recreativos (contra 7,6% no produto vendido com receita médica para dores, enjoos, insônia e outros males). O preço final – que varia de 6 a 9 dólares o grama – ainda é cerca do dobro do praticado no mercado negro. “Por enquanto a gente pode competir em segurança, comprovação da origem e variedade do produto.”
Parte do encarecimento da mercadoria decorre da oferta limitada, ponderou Elan. Quando a venda para fins recreativos começou, no dia 1º de janeiro, apenas as empresas que já produziam para uso medicinal puderam operar. Na véspera, elas precisaram alocar uma fração de seu estoque para a nova finalidade. “Se o sujeito calculou errado, em pouco tempo não tinha mais nada. Então o preço disparou de uma hora para a outra.”
No início do ano, 25 lojas ofereciam a erva no Colorado. O número subiu para 60 no final de janeiro, chegou a 100 em março e passará de 150 em abril. O ritmo deve aumentar a partir de outubro, quando cultivo e varejo serão licenciados separadamente – atualmente, só a empresa que produz pode vender ao consumidor. “A indústria da marijuana recreativa vai crescer e se tornar mais flexível”, previu Art Way, gerente no Colorado da ONG pró-legalização Drug Policy Alliance. Os cofres estaduais podem esperar mais.
A possibilidade de arrecadar dinheiro com um negócio antes ilegal foi um dos apelos da Emenda 64. Ela estabeleceu um imposto de 15% sobre a transferência da erva do produtor para o varejista, mesmo quando se trata da mesma empresa. A ele são acrescentados os 2,9% cobrados no estado de toda venda ao consumidor, e mais um imposto sobre supérfluos de 10%. Além disso, cada cidade cobra sua própria taxa da maconha.
“Precisamos vender mais erva!”, comemorou Cal Hamler, secretário de Finanças de Pueblo County, 160 mil habitantes, depois de entesourar 100 mil dólares pagos pelos dois estabelecimentos de maconha na cidade em um mês – ele esperava 400 mil no ano inteiro. Em todo o estado, estima-se que o valor em impostos obtido com a marijuana recreativa logo supere o recolhido com bebidas alcoólicas – 3,3 milhões de dólares por mês em média.
O destino da verba extra está em discussão. A Emenda 64 determinou que os primeiros 40 milhões de dólares recolhidos anualmente em impostos sejam destinados a um fundo para a construção de escolas. O governador John Hickenlooper, do Partido Democrata, propôs usar parte do restante no tratamento de viciados e em campanhas de prevenção ao uso de drogas e de advertência aos motoristas: se der um tapa, não dirija. A polícia quer mais dinheiro para reprimir o tráfico.
O professor da Universidade da Califórnia Mark Kleiman apoia a legalização, com base na evidência de que a proibição causa violência, corrupção e superlotação das prisões. Kleiman, no entanto, tem sido um estraga-prazeres dos ativistas excessivamente entusiasmados com a nova tendência (além do estado de Washington, onde a maconha legal estará à venda em junho, Oregon, Arkansas e Alasca preparam referendos sobre o tema). O resultado ideal da experiência, segundo ele, é não haver uma disparada do número de usuários pesados ou menores de idade.
O especialista defende os impostos altos e a regulação estrita da atividade, mas teme que essas políticas sejam combatidas pela indústria da maconha quando ela estiver a pleno vapor. Há ainda o receio de que o negócio venha a ser monopolizado por grandes corporações, como as do cigarro. “Até que o governo federal mude suas leis, não vemos esse risco. Mas, para começar nessa indústria, já é preciso dispor de um capital de quase 3 milhões de dólares”, disse Art Way.
É sobre dilemas desse tipo que o Uruguai se debruça. O país anunciará neste mês a regulamentação da produção e do comércio do produto, legalizados no ano passado. O governo pretende tabelar a marijuana a 1 dólar por grama, o preço do mercado negro. Haverá um cadastro de usuários e um limite de compra mensal. Indivíduos e clubes de até 45 sócios poderão plantar quantidades limitadaspara consumo próprio, e já há interessados na produção comercial. O cultivo poderá ser feito em terrenos do Exército, que assim protegerá a erva legal dos traficantes, seus concorrentes. Dificilmente haverá mercadoria disponível antes de dezembro ou janeiro.
Enquanto isso, o Colorado promete baixar seus preços. Nos próximos meses, o calor no Hemisfério Norte impulsionará o crescimento das extremidades floridas da Cannabis – a maconha propriamente dita. “No verão, a oferta já estará equilibrada”, previu Elan Nelson, que não riu frouxo nenhuma vez.

Fonte: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-91/chegada/erva-generosa

Assédio moral

Assédio moral como fator de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana do trabalhador
 
Quando se menciona a frase dignidade da pessoa humana, imediatamente associa-se à ideia de respeito, tratamento igualitário e solidariedade ao próximo.
Estampado no artigo  , inciso III, da Constituição Federal, o princípio da dignidade da pessoa humana revela-se como mola propulsora do ordenamento jurídico. É considerado o princípio dos princípios!
Contrapõe-se, entretanto, a tal princípio, o fenômeno intitulado como assédio moral no ambiente do trabalho. Este, caracteriza-se pela iniquidade e manipulação empreendida à pessoa vitimada, pelo agente praticante do assédio.
Tem por objetivo o assessiador vulnerar a liberdade, dignidade e personalidade da vítima assediada, com intuito exclusivo de humilhá-la, desmerecê-la, criticá-la e depreciá-la.
A vítima ao se deparar com um ambiente de trabalho hostil, degradante e precário, marcado por perseguições de variadas estirpes, sofre prejuízos à honra, conduta, personalidade e liberdade, traduzindo-se, assim, a corporificação e o direito à busca da devida reparação nos planos material e moral.
Dentre várias situações envolvendo a ocorrência de assédio moral na esfera laboral, destaca-se o bizarro caso do gerente de vendas de uma empresa de grande porte no ramo de refrigerantes. Aquele, insultuosa e sadicamente, ofertou uma empregada como “dote sexual” aos trabalhadores que haviam atingido suas metas de venda. O citado gerente, inclusive, chegou a queimar, com um isqueiro, as nádegas de outra funcionária, que, acertadamente, houve por bem denunciá-lo.
Continuando com a humilhação, referido gerente imputou diversas humilhações aos subordinados que não atingiram suas metas. Exigia a permanência em pé das vítimas durante reuniões, amarravara um bode à mesa de trabalho das mesmas, determinava que dançassem na frente de outros colegas, usássem saias e camisetas com frases ofensivas escritas, além de roupas de palhaço, bem como eram obrigadas a carregar pênis de borracha perante os colegas.
Afigura-se, pois, induvidoso que os atos decorrentes desse fenômeno violam frontalmente o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito da personalidade do trabalhador.
Alexandre Pandolpho Minassa - Advogado Trabalhista e Autor da Obra Assédio Moral no Âmbito da Administração Pública

FUNDO DE AMPARO AO APOSENTADO

16/04/2014 - 11h16

Comissão apoia criação de fundo de amparo ao aposentado com verbas do FAT




sandro mabel 17102012
Mabel: parecer pela aprovação e alerta sobre possíveis inconstitucionalidades do texto.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou projeto (PL 5692/09) que cria o Fundo de Amparo ao Aposentado (FAA) para atender essa parcela da população nas áreas de saúde, educação, lazer, integração social, habitação, reciclagem profissional e geração de renda.
Pela proposta, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP),o fundo será composto por 5% dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), apurados em 31 de dezembro de cada ano. O projeto também estabelece que o novo fundo terá o mesmo modelo administrativo do FAT e será gerido por um conselho deliberativo, que terá entre suas funções análise de projetos apresentados, alocação de recursos, acompanhamento e avaliação de impacto social.
O relator, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), recomendou a aprovação do projeto. “Nosso aposentado precisa de um cuidado."
Para o diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas de São José dos Campos (SP), Milton de Oliveira, o foco do novo fundo deverá ser a saúde. "O aposentado está muito prejudicado pelo governo na área de saúde e não pode pagar um plano de saúde. Quem não paga um plano de saúde neste País, tá quase morto já.” Oliveira defende ainda o uso dos recursos do novo fundo em ações de lazer. “Nós acreditamos que, incentivando o lazer, melhora a saúde dos aposentados", explica.
Para obterem financiamento, os projetos deverão ser elaborados pelas entidades de base e encaminhados pelas respectivas federações ou entidades de âmbito nacional ao conselho deliberativo. Poderão concorrer aos financiamentos, as entidades que representam os aposentados e pensionistas do INSS com pelo menos cinco anos de funcionamento e com quadro de, no mínimo, mil aposentados com 12 meses de filiação.

Correções
Sandro Mabel afirmou em seu relatório, porém, que a proposta poderá sofrer reparos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Isso porque o texto condiciona o acesso dos aposentados aos programas oferecidos pelo FAA à comprovação de que o interessado se encontra “regularmente filiado a uma entidade de base (municipal) e na sua ausência à respectiva federação estadual ou entidade de âmbito nacional”. Segundo o deputado, esse dispositivo confrontaria o princípio da liberdade de associação, garantido pela Constituição Federal, bem como o princípio da liberdade sindical.

A proposta também cria o Conselho Deliberativo do FAA, mas, Sandro Mabel lembra que compete privativamente ao Presidente da República dispor sobre assuntos relativos ao funcionamento da administração pública.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

PROTESTE