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“cada encontro com Jesus nos enche de alegria”

Ângelus: Cada encontro com Jesus nos enche de alegria e muda a nossa vida, diz o Papa

Categoria: Notícias



ppfrancisco2CNA07122013O site ACI/EWTN Noticias publicou nesta quarta-feira (24.03.14) as palavras proferidas pelo Santo Padre antes da oração do Ângelus dominical aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, na qual refletiu sobre a importância de redescobrir o sentido da vida cristã, e assegurou que “cada encontro com Jesus nos enche de alegria” e muda a nossa vida.
Recordando o Evangelho deste domingo (23.03.14), o Santo Padre indicou que “nos apresenta o encontro de Jesus com a mulher samaritana, acontecido em Sicar, junto a um antigo poço para onde a mulher ia todos os dias para pegar água. Naquele dia, encontrou Jesus sentado, ‘fatigado da viagem’. Ele logo lhe disse: ‘Dá-me de beber’”.
“Deste modo, supera as barreiras de hostilidade que existiam entre judeus e samaritanos e rompe o esquema de preconceito contra as mulheres. O simples pedido de Jesus é o início de um diálogo franco, mediante o qual Ele, com grande delicadeza, entra no mundo interior de uma pessoa à quem, segundo os esquemas sociais, não deveria nem dirigir a palavra”.
“Mas Jesus o faz! Jesus não tem medo. Jesus, quando vê uma pessoa segue adiante, porque ama. Ama todos nós. Não para diante de uma pessoa por preconceitos. Jesus coloca-a diante da sua situação, não a julgando, mas fazendo-a sentir-se considerada, reconhecida e suscitando, assim, nela o desejo de ir além da rotina cotidiana.”.
O Papa destacou que a sede de Jesus “não era tanto de água, mas de encontrar uma alma seca. Jesus precisava encontrar a samaritana para abrir-lhe o coração: pede a ela de beber para colocar em evidência a sede que havia nela mesma”.
“A mulher fica tocada por este encontro: dirige a Jesus aquelas perguntas profundas que todos temos dentro de nós, mas que muitas vezes ignoramos”.
Francisco assegurou que “também nós temos tantas perguntas a fazer, mas não encontramos a coragem de dirigi-las a Jesus! A Quaresma é o tempo oportuno para olharmos dentro de nós, para fazer emergir as nossas necessidades espirituais mais verdadeiras e pedir a ajuda do Senhor na oração. O exemplo da samaritana convida-nos a nos exprimirmos assim: ‘Jesus, dá-me aquela água que me saciará para sempre’.
O Papa destacou que “a misericórdia é maior que o preconceito. Devemos aprender bem isso! A misericórdia é maior que o preconceito, e Jesus é tão misericordioso, tanto! O resultado daquele encontro no poço foi que a mulher foi transformada: ‘deixou o seu cântaro’, com o qual tinha ido pegar água, e correu à cidade para contar a sua experiência extraordinária. ‘Encontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Seria o Messias?’”.
“Estava entusiasmada. Tinha ido pegar água do poço e encontrou outra água, a água viva da misericórdia que jorra para a vida eterna. Encontrou a água que procurava desde sempre! Corre ao vilarejo, aquele vilarejo que a julgava, condenava-a e a rejeitava e anuncia que encontrou o Messias: um que mudou sua vida”.
“Porque cada encontro com Jesus muda a nossa vida, sempre. É um passo adiante, um passo mais próximo a Deus. E assim cada encontro com Jesus muda a nossa vida. Sempre, é sempre assim”.
Neste Evangelho, indicou Francisco, “encontramos também nós o estímulo para ‘deixar o nosso cântaro’, símbolo de tudo aquilo que aparentemente é importante, mas que perde valor diante do ‘amor de Deus’. Todos temos um, ou mais de um! Eu pergunto a vocês, também a mim: ‘Qual é o seu cântaro interior, aquele que te pesa, aquele que te afasta de Deus?’. Deixemo-no um pouco à parte e com o coração escutemos a voz de Jesus que nos oferece uma outra água, uma outra água que nos aproxima do Senhor”.
“Somos chamados a redescobrir a importância e o sentido da nossa vida cristã, iniciada no Batismo e, como a samaritana, testemunhar aos nossos irmãos. O que? A alegria! Testemunhar a alegria do encontro”.
“Cada encontro com Jesus muda a nossa vida, e também cada encontro com Jesus nos enche de alegria, aquela alegria que vem de dentro. E assim é o Senhor. E contar quantas coisas maravilhosas o Senhor sabe fazer no nosso coração quando nós temos a coragem de deixar de lado o nosso cântaro”, concluiu.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26881

COMO IDENTIFICAR SE UMA CRIANÇA SOFRE OU PRATICA BULLYING

COMO IDENTIFICAR SE UMA CRIANÇA SOFRE OU PRATICA BULLYING

Autor: Textual Conteúdo
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Dicas

Embora pareça que o termo é novo, a questão é que o bullying é uma prática que acontece há muito tempo. A sua ocorrência pode ter aumentando nos últimos anos, mas independentemente disso, pais e educadores devem saber como identificar se uma criança sofre ou pratica bullying. É muito comum que a vítimas guarde o que está ocorrendo para si e que não busque a ajude dos adultos.
Por isso, como identificar se uma criança sofre ou pratica bullying pode prevenir que problemas graves e alguns até irreversíveis sejam evitados. Confira algumas questões importantes sobre o assunto:
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- Para identificar quando uma criança sofre bullying é preciso saber se ela está sendo vítima de ataques pejorativos que prejudicam a sua relação com os demais. Piadas e apelidos, por exemplo, não identificam a prática de bullying, a não ser que eles sejam frequentes e estejam incomodando em demasia a criança.
- Entre os sete e 10 anos, é comum que a criança sinta-se insultada pelos colegas e, assim, queira se defender, mas sem que isso atrapalhe de uma forma geral o seu convício com as crianças que fazem parte do grupo.
- A maior caracterização do bullying é a repetição dos atos dentro de relações desiguais de poder. Nesse caso, quando uma criança pratica bullying ela é insistente no seu ato e o causa intencionalmente.
- Quando uma criança sofre bullying ela costuma sentir-se inibida, triste, desanimada, com baixo rendimento, foge de algumas situações e sente-se mal.
- A criança agressora possui um tipo de distúrbio comportamental que pode se manifestar por meio da violência física e/ou psicológica, sem motivo claro, deixando a vítima incapaz de se defender.
- Quando uma criança pratica bullying ela pode insultar o outro, fazer comentários depreciativos a seu respeito ou sua família, acusá-lo de ser inútil, danificar seus livros, material escolar e roupas, espalhar fofocas, depreciar a pessoa por prazer, ameaçar para conseguir algo em troca, entre outros comportamentos.
- É normal que o bullying inicie a partir do momento que o agressor não saiba aceitar uma diferença, podendo estar relacionada à religião, raça, estatura física, peso, cor dos cabelos, deficiências visuais, auditivas evocais, bem como diferenças sociais ou sexuais ou mesmo quando a existe diferença em relação à coragem e habilidades desportivas e intelectuais.
- O bullying é difícil de identificar, pois o agressor costuma fazer longe dos olhos dos adultos e a vítima tem medo de contar a alguém. Por isso, ela pode inventar que está doente para não ter que ir à escola, por exemplo.
- Já o agressor pode voltar da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém, mostrando-se irritado, intolerante, hostil, desafiante e agressivo verbalmente e fisicamente

ESCOTOFOBIA

COMO ACABAR COM O MEDO DO ESCURO –

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O medo de escuro é uma situação que atinge muitas pessoas, de diferentes idades. Quem pensa que isso não passa de um medo infantil ou de uma invenção, está muito enganado. Considerado pela psicologia moderna como uma fobia, para saber como acabar com o medo do escuro, dependendo do alcance do problema é necessário tratamento específico. O medo do escuro é conhecido como escotofobia e para conseguir se livrar dessa fobia é preciso contar ainda com cuidados especiais e muita compreensão.

Profissionais orientam como acabar com o medo do escuro

Psicólogos especialistas apontam que determinar a causa que leva a pessoa a ter um objeto fóbico é muito difícil ser feito. Isso porque o medo pode ter sido algo construído ao longo da vida da pessoa. O medo de escuro pode ser uma saída do indivíduo para um conflito psíquico pessoal, como uma solução mais fácil de lidar do que o conflito em si que a pessoa está fugindo. Na maioria dos casos, o medo de escuro acomete principalmente crianças, porque elas fantasiam mais e criam fantasmas e outros objetos que as assustam. O medo é uma forma de se defender de algo desconhecido, enquanto a luz é considerada um porto seguro para muitas pessoas.
A fobia de escuro apresenta vários sintomas, mas os principais são: mal estar emocional, mal estar no corpo e crises de angústia. Diante de situações como esta, a melhor postura diante de alguém que passa por isso é respeitar seu medo e compreender o indivíduo. Amigos e familiares precisam entender que o medo de escuro não é uma bobagem, que se trata de um medo real. É inútil assumir a postura de tentar convencer a pessoa de que o medo não é real, a dica é transmitir segurança sem questionar a validade da fobia.

Mas como acabar com o medo?

Quando uma criança sofrer do medo de escuro, os pais podem ajudar a lidar com esta insegurança. Na infância, a fobia pode estar sendo ocasionada por algum filme com monstros, programa de televisão violento ou até mesmo notícias sobre assassinatos e crimes. Para uma criança, é muito fácil que barulhos e sombras parecem mais assustadores. Uma dica é contar histórias antes da hora de dormir, assim como usar do recurso das músicas de ninar, tranquilizando as crianças antes de dormir. Outra estratégia é deixar a luz do abajur ou corredor acesa, de forma que a criança perceba que nada muda em seu quarto durante a noite.
No caso de um adulto, estratégias como esta podem não ser mais efetivas, sendo necessário buscar por um tratamento com especialista. O mais aconselhável é ser avaliado por um psicólogo, na tentativa de descobrir qual a causa que aflige este indivíduo. O trabalho desenvolvido com a psicoterapia pode ajudar o paciente a superar este medo, compreendendo sua causa. O importante mesmo é que ainda que com adultos, o medo precisa ser respeitado e compreendido.

H P V

Fonte: Ministério da Saúde. Informe técnico sobre a vacina contra o papilomavírus humano (hpv) na atenção básica Disponível em ttp://www.dive.sc.gov.br/conteudos/imunizacao/noticias/2014/Informe_Tecnico_Introducao_vacina_HPV.pdf Acessado em 01/02/2014
 

QUAL É O RACIONAL PARA O USO DO ESQUEMA VACINAL ESTENDIDO EM 0, 6 MESES E 5 ANOS?

O Ministério da Saúde adotará o esquema vacinal estendido, composto por três doses (0, 6 e 60 meses). Esta decisão foi tomada a partir da recomendação do Grupo Técnico Assessor de Imunizações da Organização Pan-Americana de Saúde (TAG/OPAS), após aprovação pelo Comitê Técnico de Imunizações do Programa Nacional de Imunizações.
Dos 57 países que introduziram a vacina contra o HPV em seus programas públicos de imunizações, o Brasil passa a ser o sexto a oferecer um esquema vacinal alternativo, além de algumas províncias do Canadá e do México, Colombia, Suíça e África do Sul.
Com a adoção desse esquema e utilizando os mesmos recursos (de estrutura e financeiro), será possível ampliar a vacinação no Brasil, do grupo alvo inicialmente proposto de adolescentes de 10 a 11 anos, para adolescentes de 9 a 13 anos de idade nos dois primeiros anos de implantação da vacina.
Um maior intervalo entre a primeira e segunda dose e a realização da vacinação contra HPV concomitante com campanhas de vacinação reduzirá a carga de trabalho das equipes de vacinação, havendo maior chance de obtenção de altas coberturas vacinais sem impactar nas coberturas vacinais das demais vacinas.
Estudos clínicos randomizados vem buscando avaliar a resposta imune da vacina contra HPV com esquemas vacinais alternativos, tanto com ampliação do intervalo entre as doses, quanto com a redução do número de doses.
Os estudos de imunogenicidade com duas doses da vacina quadrivalente no grupo de meninas de 9 a 13 anos em comparação com três doses no grupo de mulheres jovens de 16 a 26 anos, mostraram que o critério de não inferioridade foi observado, havendo inclusive maiores títulos de anticorpos no primeiro grupo. O novo regime baseia-se em um estudo ainda em andamento, realizado pela Universidade de Columbia (Canadá) em 310 meninas de 9 a 13 anos que já receberam as duas primeiras doses do esquema alternativo (0 e 6 meses).
Os resultados do seguimento de 36 meses, publicados no JAMA em maio de 2013, mostram que a resposta imunológica (criação de anticorpos) no grupo de 9 a 13 anos foi comparável à obtida em mulheres de 16 a 26 anos que receberam o esquema habitual (0, 2 e 6 meses).
Estas meninas canadenses realizaram acompanhamento por 10 anos. É importante ressaltar que esse estudo avaliou apenas a resposta imunológica para esta faixa etária de 9 a 13 anos, e que não é possível inferir que esse novo esquema é igualmente eficaz ao esquema habitual (0, 2 e 6 meses), nem que esses resultados possam ser extrapolados para outras faixas etárias.
Apesar da resposta imune ser um dos parâmetros usados em estudos das vacinas contra o HPV, apenas o acompanhamento dessas meninas de 9 a 13 anos a longo prazo poderá confirmar se existe a mesma manutenção da resposta imune e eficácia clínica com o uso deste novo esquema em relação ao esquema padrão.

Fonte: 1. Dobson SR, et al. Immunogenicity of 2 doses of HPV vaccine in younger adolescents vs 3 doses in young women: a randomized clinical trial. JAMA. 2013; 309(17):1793-802. Pan American Health Organization. “Vaccination: a shared responsibility”. Technical Advisory Group on Vaccine-preventable Diseases. Disponível em http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=1862&Itemid=1674. Acessado em 01/02/2014.

 
 

A VACINA CONTRA HPV É SEGURA?

Ambas as vacinas são eficazes e seguras, não induzem infecção porque não contêm o HPV, nem material biológico vivo ou atenuado. Elas podem ser administradas em indivíduos que tenham imunossupressão secundária à doença ou medicação. O perfil de segurança das vacinas contra HPV foi confirmado por seu amplo uso, mais de 175 milhões de doses distribuídas no mundo, estando incluída no calendário vacinal de mais de 50 países. Em 2013, foi introduzida no Brasil nos calendários públicos do DF e Amazonas e o perfil de segurança foi confirmado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta em seus relatórios que a vacinação contra o HPV é muito segura. Os principais órgãos internacionais de saúde, incluindo a Australia Therapeutic Goods Administration (TGA)/Atagi, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e também a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revisaram e aprovaram todas as informações de segurança sobre a vacina contra o HPV e recomendaram o seu uso. Nenhum evento adverso sério teve relação causal com a vacina contra o HPV.Os efeitos adversos das vacinas mais comuns são os locais, sendo na maioria de intensidade leve e autolimitado. Os raros eventos adversos sistêmicos não tiveram incidência maior da esperada para a população geral nos grupos considerados para a vacinação, não havendo relação de causalidade.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em seu relatório de julho de 2013, reafirma o perfil de segurança das vacinas contra HPV, declarando que existem informações suficientes para suportar esta conclusão como os dados obtidos de grandes estudos clínicos e dados contínuos de vigilância ativa e passiva pós-comercialização3.

Fonte: 1. Trindade, ES. Perfil de segurança das vacinas contra o papilomavírus humano. Rev Bras Patol Trato Genit Infer. 2012;2(2):76-80. 2. GACVS Safety update on HPV Vaccines. Disponível em http://www.who.int/vaccine_safety/committee/topics/hpv/130619HPV_VaccineGACVSstatement.pdf .Acesso 22/06/2013. 3. Pan American Health Organization. “Vaccination: a shared responsibility”. Technical Advisory Group on Vaccine-preventable Diseases. Disponível em http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=1862&Itemid=1674. Acesso 22/02/2014.

Por que sou contra a liberação da maconha

O deputado federal Jean Wyllys fala sobre seu projeto de lei. "O comércio de drogas, independente de qual for, é sim liberado no Brasil, e isto ninguém pode negar".

Publicado por Moema Fiuza - 3 semanas atrás
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Eu sou contra a liberação da maconha. Sempre fui. E o projeto que protocolei também é contra a liberação. Atualmente a maconha no Brasil está liberada, apesar de formalmente proibida. A escalada do poder do tráfico é prova irrefutável que, sim, ela e outras drogas estão liberadas!
Mesmo em meio a uma caríssima guerra às drogas, o Estado permitiu, se fazendo de cego, que o crime organizado dominasse áreas inteiras, se instalasse e se fortalecesse com toda sorte de armamento e influência política dentro do próprio Estado. A CPI das milícias, empreendida pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) é outra prova inconteste da influencia das facções criminosas dentro do próprio Estado. Mas nada disto parece claro a quem defende o fortalecimento de uma lei antidrogas cara, fascista e homicida.
Vivendo acima da lei, tais facções experimentam a verdadeira reserva de mercado, e seus agentes públicos, responsáveis pela manutenção da tranquilidade de seu funcionamento, são muito bem pagos. Assim o Estado, informalmente, já pratica a liberação e o controle sobre o comércio de drogas. Contraditório, não? Pois é, não parece a muitos.
Este não é um privilégio nosso, do Brasil. Nos EUA, a “lei seca”, da década de 1930, fomentou a criação de um circuito de violência, reforçou o poder do crime organizado, enriqueceu gangsteres como Al Capone (e lhes trouxe grande fama), e submeteu a população ao consumo de bebidas produzidas sem qualquer controle de qualidade e com consequências diretas à saúde pública.
Este sistema continua funcionando no Brasil – importando, distribuindo, vendendo e brigando pelo poder -, e cada pessoa que é presa ou executada sem direito de defesa pela polícia ou por uma facção rival é substituída por outra sem atrapalhar ou impedir a continuidade do circuito. Em geral os mortos são quase sempre pobres, favelados, e na maioria dos casos jovens e negros. Quase sempre são aqueles que têm a menor responsabilidade e os menores lucros. Milhares de pessoas morrem por causa disso, milhares vivem armadas, clandestinas, exercendo a violência, muitas são presas e, na cadeia, submetidas a condições desumanas e a situações de violência idênticas ou piores às que sofriam em “liberdade”, mas o sistema continua funcionando.
Esta parte é confundida pelo próprio Estado com o todo de uma comunidade pobre, como uma favela. Imediatamente, o pobre - e desses, a quase totalidade são negros e pardos em nosso país - é associado com o tráfico. O pobre que já não tem acesso à educação (e nem vamos falar em educação de qualidade! Esta está ainda mais distante dele, localizada nas escolas públicas dos bairros mais abastados!), aos serviços básicos do Estado, à formação profissional, ao ensino superior e aos aparelhos culturais, muitas vezes é convencido pelo traficante que fazer o “aviãozinho” é a única forma de mobilidade social.
Vem à mente o trecho de uma música que talvez resuma, totalmente, o argumento do tráfico: “quer viver pouco como um rei, ou muito como um zé?”. O Estado que libera a venda das drogas é responsável direto por esta decisão, afinal, quem, ali em meio à busca pela sobrevivência e sem qualquer outra expectativa, irá vislumbrar algo diferente do que o traficante lhe tenta convencer?
Vez por outra (quer dizer, sempre, mas em geral só ficamos sabendo quando uma ínfima parte das ocorrências surge na mídia) um caso decorrente desta confusão entre pobreza e criminalidade por parte do próprio Estado, especialmente de seu braço forte, ou seja, a polícia, nos choca. Onde está Amarildo, pedreiro que desapareceu de dentro de uma Unidade de Polícia Pacificadora sem nunca ter, formalmente, saído de dentro dela, sem ter ficha criminal, sem ser acusado por crime, enfim, inocente à luz da lei? Por que Cláudia Silva Ferreira foi baleada pela polícia - que apresentou diversas versões contraditórias para o fato – jogada em um porta-malas como se uma coisa qualquer fosse, e, após ser arrastada por meio quilômetro, foi novamente atirada no mesmo porta-malas, sem que tivesse sequer o direito de ser socorrida no banco traseiro da viatura, ou melhor, em uma ambulância?
Ora, não é esta mais uma prova inconteste de que, na visão do Estado, o pobre negro, morador da favela e vítima do tráfico sequer tem direito de um socorro digno? Quem mais seria levado ao hospital em um porta-malas?
Resumindo-me: O comércio de drogas, independente de qual for, é sim liberado no Brasil, e isto ninguém pode negar. A criminalização da pobreza e a formação dos guetos marginalizados é também outro fato inconteste. A solução é regulamentar, como fez o Uruguai recentemente. Tirar o usuário recreativo da situação de criminoso, equiparável ao grande traficante, e permitir que ele compre com segurança ou que tenha seu próprio cultivo, não dependendo de ninguém para satisfazer seu consumo. Ora, não é lógico que isto afeta diretamente a relação entre traficantes e consumidores?
Alterar toda esta estrutura de poder e marginalização é o primeiro passo para o combate efetivo e inteligente ao tráfico de drogas e tudo aquilo que ele financia – a violência, a corrupção, e a exploração sexual e do trabalho através do tráfico humano. Alterar esta estrutura implica, também, em não atirar nas cadeias tantas pessoas pobres flagradas com uma quantidade qualquer de maconha. Pessoas que não cometeram qualquer crime contra a vida ou a propriedade, mas que lotam presídios e que acabam sendo formados em uma espécie de “escola do crime”. Afinal, saindo da cadeia a realidade é ainda mais difícil e marginalizada, e a ascensão no mundo do crime se abre como caminho natural para alguns.

Onde quero chegar, afinal?

Segurança pública e combate ao tráfico são duas áreas cercadas por preconceitos e achismos que não sobrevivem à mínima informação. Ainda assim são perpetuados pela repetição. Mexer nesta estrutura exige coragem e responsabilidade. Coragem porque mexer com preconceitos implica em virar alvo de toda sorte de flecha raivosa de gente mal informada, reacionária ou mesmo mal intencionada. Responsabilidade porque todos os fatores envolvidos exigem igual atenção. Soluções simplistas, como aumentar penas, “explodir favelas” e prender menores de idade apenas acentuam problemas e não trazem nenhum resultado – e nem nunca trouxeram!
Cabe à imprensa, que atua como mediadora da informação, a interpretando e repassando ao seu público, a responsabilidade de, no mínimo, não fomentar novos (e velhos) preconceitos, mesmo que por acidente. Responsabilidade com a notícia é, por exemplo, não focar na questão da anistia de presos pelo porte de drogas (e apenas de drogas, não vale para crimes violentos ou associações criminosas!) dando a isto um peso maior que o que realmente importa no projeto, que é a formação de uma política de segurança pública que não penalize os mais pobres como forma de esconder dos mais ricos a baixa eficiência de seu trabalho.
Alguns veículos de imprensa, ao darem atenção primária à anistia de presos por tráfico de maconha, especificamente, criam – de forma acidental ou mesmo intencional – a imagem de que a função do projeto é a de defender bandidos ou de esvaziar cadeias. É assim que o leitor, expectador ou ouvinte vai entender. E é sobre isto que ele formará sua opinião. Não, senhores da imprensa, o foco é outro! As consequências ao sistema prisional são secundárias! Aos que cometeram esta falha por acidente, é hora de redobrar o cuidado. Aos que o fizeram intencionalmente, meu lamento pelo eterno compromisso com a desinformação.
O foco aqui não é perdoar presos. O foco aqui é investir em reintegração à sociedade, políticas públicas, responsabilidade do Estado e na aplicação correta dos recursos da segurança pública.
O foco aqui é tirar o jovem negro e pobre, o mesmo que tem morre quase três vezes mais que o jovem branco pobre do estigma de ser criminoso, mesmo quando ele refuta o tráfico e se esforça quase que de forma sobre humana para reverter aquela situação de pobreza por meio da educação.
O foco aqui é outro. É hora de deixar a inocência de lado, de achar que o mesmo modelo falido de combate ao tráfico, que nunca funcionou em canto algum do mundo, vai milagrosamente trazer um bom resultado! É hora da imprensa mostrar sua responsabilidade nisto, sendo sensível ao que é principal e o que é secundário, e ajudando a população, sobretudo a mais pobre – e consequentemente, a mais prejudicada pela política de segurança pública vigente -, a formar uma opinião balizada dos fatos.
É chegada a hora!
Moema Fiuza
Publicado por Moema Fiuza
Formada pela UFPB, eterna estudante, blogueira, viciada em séries de tv, apaixonada pelo cheiro dos livros, intolerante à violência contra animais...

MEDICINA - Sem prometer cura, NÃO EXISTE RESPONSABILIDADE...

Sem prometer cura, médico não é responsável por tratamento sem sucesso

Publicado por Tribunal de Justiça de Santa Catarina e mais 3 usuários 3 semanas atrás
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A 4ª Câmara de Direito Civil do TJ manteve decisão da comarca de Gaspar para negar pedido de indenização por danos morais e materiais solicitado por mãe que atribuiu responsabilidade a um médico pelos dez anos em que empregou técnica terapêutica inadequada no tratamento de epilepsia de sua filha.
O profissional diagnosticou um pequeno tumor no cérebro da criança, disse que a cirurgia deveria aguardar por seu crescimento, e ministrou remédios para controle da doença. Sem sucesso, procedeu a intervenção cirúrgica, igualmente sem sucesso. A mãe procurou outros médicos, que submeteram sua filha a nova operação, finalmente com resultado positivo.
A genitora alegou que o médico teria empregado técnica inadequada no tratamento de epilepsia, de forma a contribuir para o retardo no desenvolvimento mental da filha e inviabilizar o controle da doença. O médico, em sua defesa, garantiu ter assegurado que o procedimento era paliativo e que não havia recursos para a doença, nem mesmo qualquer cirurgia adequada.
Para o desembargador Luiz Fernando Boller, relator do processo, perícia realizada no caso não menciona qualquer ato ou método negligente, imprudente ou imperito por parte do apelado. Pelo contrário, o tratamento que adotou é recomendado pela literatura médica.
Ainda que a paciente não tenha tido novas crises convulsivas após a intervenção cirúrgica realizada no Instituto de Neurologia de Goiânia-GO, registro que tal circunstância, por si só, não evidencia a cura definitiva da doença, completou. A decisão foi unânime (Apelação Cível n. 2012.034374-9).

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