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Batata yacon controla diabetes, colesterol e aumenta a saciedade

Conheça outros benefícios para a saúde desse carboidrato de baixa caloria

Por Carolina Serpejante - atualizado em 13/09/2013

Provavelmente você já deve ter se deparado com ela na feira ou no mercado. Originária dos Andes, a batata yacon tem uma consistência macia e um gosto adocicado, parecido com uma pera, apesar se sua aparência lembrar a da batata doce. "O consumo recomendado é até de duas a três batatas por dia, considerando a quantidade recomendada de carboidratos de uma alimentação balanceada", diz o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia, de São Paulo. A yacon é famosa nos países do oriente, mas já ganhou o cardápio do brasileiro, principalmente dos portadores de diabetes. Entre os benefícios desse alimento está o controle da doença. E não é só isso que ela faz de bom para o organismo. Veja outras vantagens em incluir este tubérculo na sua alimentação: 
 
batata yacon - Foto Getty Images

Ajuda no controle do diabetes

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Franca (UNIFRAN), em São Paulo, afirma que o consumo diário da batata yacon pode ajudar no controle da glicemia em portadores de diabetes tipo 2. Segundo os pesquisadores, o tubérculo é rico em um carboidrato chamado frutooligossacárico, que age de forma semelhante as fibras em nosso organismo. Um carboidrato simples - também conhecido como amido - é absorvido rapidamente pelo organismo, elevando as taxas de glicose no sangue em uma velocidade maior e gerando picos de insulina. Já no caso do carboidrato presente na batata yacon o que acontece é o contrário. "Nosso corpo não consegue quebrar as moléculas desse carboidrato com tanta facilidade, por isso sua absorção é mais lenta", diz o nutrólogo Roberto Navarro. E por que esse mecanismo faz diferença no controle do diabetes? "Os carboidratos da batata yacon, por serem de lenta absorção, liberam o açúcar no sangue em baixas quantidades, equilibrando as taxas de glicose do organismo e, consequentemente ajudando a controlar a doença, como fazem as fibras", completa o especialista.  
mulher se pesando - Foto Getty Images

Baixa caloria

O carboidrato da batata yacon é menos calórico que um carboidrato simples. Cada 100 gramas da batata yacon tem cerca de 30 calorias, ao passo que a batata inglesa tem 52 calorias na mesma porção. "Esse possui um alto percentual de água (em torno de 83 a 90% do seu peso), fator que diminui o nível calórico", aponta a especialista. 
mulher com as mãos na barriga - Foto Getty Images

Intestino regulado

Mais um ponto positivo da batata é o seu benefício em regular o trânsito intestinal. Em um outro estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a descoberta foi que a batata yacon é rica em inulina, um tipo de carboidrato do grupo dos frutooligossacáricos que é altamente fermentado pela flora intestinal, servindo de alimento para essas bactérias. "Isso ajuda a estimular o crescimento de bactérias boas para o intestino, fazendo com que ele funcione melhor e evite problemas como intestino preso", explica o nutrólogo Roberto.  
batata yacon fatiada - Foto Getty Images

Aumenta a saciedade

A batata yacon proporciona uma sensação maior de saciedade, fazendo com que a pessoa levem mais tempo para sentir fome novamente. Isso acontece, novamente, em função de o alimento ser um carboidrato de ação lenta. "Isso porque a batata irá frear a absorção da glicose, proporcionando saciedade", diz. "Para quem quer aproveitar esses efeitos, o melhor é incluir duas ou três fatias da batata em um suco para ser consumido entre as refeições", recomenda Roberto Navarro. Dessa forma, você retarda a absorção de glicose do suco e ainda aproveita todas as vitaminas das frutas.
coração de pelúcia - Foto Getty Images

Controla o colesterol

Para entender o mecanismo de ação da batata yacon na redução do colesterol, primeiro é preciso saber que muito do colesterol presente em nosso corpo é produzido pelo próprio organismo, no fígado. "Esse colesterol também é chamado de sal biliar e atua na digestão de gorduras", explica o nutrólogo Roberto. Depois de ser usado na digestão dos alimentos, esse colesterol volta para o fígado, onde deve ser reabsorvido para produzir uma nova bile. No entanto, se a flora intestinal não estiver funcionando como deveria, o sal biliar não é absorvido e vai para a corrente sanguínea, elevando os níveis de colesterol no sangue. "Por ajudar a flora intestinal a funcionar melhor, a batata yacon ajuda indiretamente na absorção de colesterol, impedindo que ele se acumule no sangue e controlando suas taxas." 
mulher mostrando os bíceps - Foto Getty Images

Mantem o organismo longe de doenças

Uma flora intestinal em ordem é essencial para o controle dos processos inflamatórios e infecções. Quando você estimula o crescimento da flora intestinal benéfica, ela será mais efetiva no extermínio de bactérias que entram em nosso organismo por meio da alimentação, como a salmonela. "O desenvolvimento da flora intestinal proporcionado pela batata yacon ajuda diretamente na prevenção de doenças e no fortalecimento da imunidade", diz a nutricionista. 
mulher fazendo uma caminhada - Foto Getty Images

Rica em potássio

A batata yacon também é rica em potássio, um mineral importante para diversas funções do organismo. Além de ajudar na reconstrução muscular, prevenindo contra dores, cansaço e fadiga muscular, o potássio também ajuda no controle da pressão arterial, prevenindo doenças cardíacas. "Se a sua intenção é obter mais potássio para melhorar a performance na atividade física, prefira consumir a batata yacon acompanhada de frutas ou outra fonte de carboidrato, já que o tubérculo oferece baixas taxas de glicose e, consequentemente, menos energia para a atividade física", alerta o nutrólogo Roberto. 

CONSPIRAÇÃO OU PIRAÇÃO...

Caos nos transportes: luta de classe ou "guerrilha urbana"?

Publicado por Luiz Flávio Gomes - 1 dia atrás
São Paulo viveu ontem (20/5) mais um dia infernal nos transportes públicos (greve-surpresa de motoristas e cobradores de ônibus, que paralisaram, inclusive agressivamente, várias vias públicas da cidade). Isso já tinha ocorrido no RJ há poucos dias, onde também repercutiu nacionalmente outra greve, a dos garis. Ponto comum entre elas: os sindicatos respectivos negam qualquer tipo de participação nesses deletérios acontecimentos, alegando que tudo parte da iniciativa de grupos dissidentes dentro de cada categoria. O cidadão, que está sofrendo na própria carne as maléficas consequências dessa caótica humilhação quase diária, sempre fica procurando entender o que está ocorrendo com o país, que vive uma conturbação mais ou menos generalizada.
Seria, como afirmou o prefeito de SP, uma "sabotagem, com tática de guerrilha"? Ou seria uma luta de classe, por melhorias salariais e nas condições de trabalho? Se se trata de uma guerrilha, seria ela promovida por um grupo rebelde incendiário (tipo "black bloc") que estaria conspirando (teoria da conspiração) e jogando suas energias no "quanto pior, melhor"? Ou seria uma guerrilha de grupos dissidentes dentro de cada categoria profissional, que já não reconhecem nenhuma legitimidade nos sindicatos "oficiais" (tidos como peleguistas, por fazerem acordos espúrios com os "patrões")? Ou seria talvez uma "ação orquestrada" dos donos do capital (dos capitalistas detentores dos meios de produção), que estariam insatisfeitos com as tarifas dos ônibus? Ou ainda seria uma estratégia dos próprios sindicatos, que não querem aparecer nem ser sancionados e estariam então fazendo um deplorável jogo duplo consistente em acordos públicos com os "patrões" e paralisações violentas "por debaixo do pano"?
Juridicamente falando, toda luta de classe está amparada pela Constituição brasileira (direito de manifestação, direito de reunião etc.), enquanto não haja excessos. De outro lado, se se trata de uma "guerrilha" (ações criminosas), o problema passa a ser policial e da Justiça, que atuam precariamente. A indefesa e esgarçada população não saberá oficialmente (tão cedo, pelo menos) a verdade (como até hoje não tem nenhuma explicação veraz sobre as destruições de centenas de ônibus em todo território nacional). Por quê? Porque o nosso é um Estado invertebrado e classista, que historicamente não consegue mesmo ou não deseja esclarecer a população da real e calamitosa situação do país. Se o Estado brasileiro não fosse, por absoluta incapacidade das nossas elites governantes e dominantes, predominantemente um gestor/executor de difusa política de mortandade, prontamente arquitetaria medidas preventivas de eliminação de conflitos e preservação de vidas. Mas não criamos, desde 1822, um Estado gerenciado por governantes comprometidos com a construção de uma próspera e equilibrada nação, fundada em valores nobres. Todo o contrário.
Na medida em que o esquálido Estado brasileiro (desarticulado, desnorteado e desorientado) se mostra titubeante, deixando de informar a população o que está verdadeiramente ocorrendo, incrementa-se a fundada desconfiança (sociológica) de que efetivamente vivemos uma demolidora "sociedade de massas rebeladas" (Ortega y Gasset), que é o mais diabólico veneno de contaminação e destruição da convivência humana, posto que, quando nos entregamos voluntariamente às vulgaridades do pensamento das "massas", não reconhecemos mais nenhuma liderança nem tampouco normas (jurídicas e éticas) orientadoras dos nossos comportamentos individuais ou coletivos. Nas sociedades de massas rebeladas cada grupo passa a atuar isoladamente e de forma direta, sobretudo por meios violentos (nos últimos 14 anos, 16 líderes sindicais na área dos transportes foram simplesmente assassinados), para a satisfação dos seus interesses, sem reconhecer a existência de outros grupos com os quais deveria civilizadamente dialogar e buscar consensos, que são os que promovem eficazmente sustentáveis progressos individuais e coletivos. Se esse tétrico diagnóstico sociológico não for equivocado, não há como deixar de reconhecer que, por absoluta incompetência mental e organizacional, estamos cavando diariamente nossa própria cova e inviabilizando o futuro das próximas gerações.
Luiz Flávio Gomes
Publicado por Luiz Flávio Gomes
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz...

BIRRA DE CRIANÇA...


5 DICAS PARA LIDAR COM A BIRRA DA CRIANÇA


Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Dicas
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Uma criança fazendo escândalo incomoda muita gente. Porém, são os pais que se incomodam mais, afinal, é um grande constrangimento passar por esse tipo de situação, principalmente em público. Portanto, nada como seguir 5 dicas para lidar com a birra da criança e evitar passar por momentos de vergonha.
Há solução para o comportamento de uma criança birrenta? Sim! Ao contrário do que muitos pais pensam, a solução não envolve gritos, palmadas, puxões na orelha ou qualquer tipo de atitude que gera mais conflitos ou até traumas. A solução para lidar com a birra de uma criança consiste em firmeza, autoridade e muita paciência. Levando esses fatores em conta, preparamos 5 dicas para lidar com a birra da criança.
 

5 dicas para lidar com a birra da criança

1. Dê o exemplo

O comportamento da criança é um reflexo do comportamento dos pais e da criação que eles dão para que ela tenha liberdade de repetir as coisas negativas que vê. Se até mesmo adultos fazem birra, por que a criança não reproduziria o comportamento ruim dos pais?
Sair batendo portas ou gritando, principalmente por querer algo, não é um bom exemplo para seu filho. Ele vai acreditar que é assim que deve agir para conseguir o que quer também. Por isso, dê exemplos de como se comportar educadamente, sem recorrer a ações como as citadas.

2. Mostre autoridade e não perca o controle

É preciso impor respeito para que a criança obedeça e pare de fazer birra por tudo. Não deixe a birra te atingir a ponto de fazer com que você fique nervoso e entre no clima da criança, que percebe quando está no domínio da situação.
Não perca o controle quando mostrar autoridade e deixe claro para a criança que ela precisa parar de se comportar daquela forma porque não é certo e você não aprova a atitude. Em geral, crianças apelam para a birra para chamar atenção quando estão se sentindo inseguras. Nesse caso, mesmo mostrando a autoridade adequada, acolha a criança e faça ela se acalmar.

3. Nada de ceder a chantagens

Se a criança está fazendo escândalo em algum supermercado ou loja por querer algo, não ceda. Ao cair na chantagem, você vai fazer seu filho acreditar que é assim que se consegue o que quer e a criança irá continuar repetindo essa atitude sempre, até que fuja do seu controle.
Mesmo mostrando a autoridade que cabe, ela vai achar que aquela é a forma correta de fazer você ceder e obedecer a ela, invertendo completamente a situação. Por isso, em caso de birra, nunca desista de resistir aos pedidos, choros e outras ações da criança.

4. Não dê audiência

Em lugares públicos, uma alternativa para a criança que não quer desistir do seu escândalo para conseguir o que quer é virar as costas e continuar a fazer o que você estava fazendo, até que ela desista.
Seu filho sabe que não pode ficar se esperneando no chão para sempre e que precisa de você. Então, uma hora ele vai ceder. O estresse de perder a luta, mesmo com uma arma tão poderosa como a birra, pode desanimar a criança ao considerar a repetição daquele show desagradável.

5. Converse na hora certa

Depois de vencer a batalha da birra, uma boa alternativa é esperar que os nervos da criança (e também os seus) se acalmem para conversar e explicar o quanto repreende a atitude. Conversar na hora da birra é uma péssima ideia, afinal, a criança está fazendo aquilo para ganhar de você por algum motivo. Por isso, seu filho tende a não te ouvir e até retrucar.
Vale também uma conversa franca antes de sair de casa, explicando que não quer ver escândalo por qualquer motivo. Lembre-se de manter a calma, especialmente quando você perceber que outras pessoas se incomodam com a situação. Peça desculpas pelo incômodo e estimule seu filho a se desculpar também. E sempre aproveite momentos de birra de outras crianças para mostrar ao seu filho que aquele tipo de ação é algo que ninguém aprova.

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