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Risco de depressão aumenta quando o trabalho passa a exigir mais

Longos turnos de trabalho e grandes exigências profissionais têm mais chances de levar á depressão, sugere um estudo conduzido entre 218 funcionários administrativos japoneses, cujos achados foram publicados no "Journal of Occupational and Environmental Medicine".
Pesquisadores da Universidade de Kyoto analisaram fatores de ocupação e ambiente de trabalho que afetam o risco de depressão entre os participantes. Eles descobriram que os funcionários que trabalhavam turnos longos (pelo menos 60 horas por semana) e eram mais exigidos profissionalmente (definido como "geralmente" submetidos a muito trabalho) tinham uma chance 15 veze mais alta de depressão quando reavaliados após um a três anos.
Os funcionários que foram do status TP/TE (turno prolongado/trabalho excessivo) para não TP/TE tiveram menos risco de depressão, enquanto aqueles que passaram de não TP/TE para TP/TE aumentaram o risco. O risco de depressão entre profissionais TP/TE pareceu aumentar com o passar do tempo.
"Tendo como foco a situação de TP/TE, principalmente as alterações deste status, medidas de saúde mental que reduzam efetivamente a ocorrência dos principais transtornos depressivos se tornarão possíveis através do controle de fatores no ambiente profissional", concluíram os pesquisadores Takahashi Amagasa e Takeo Nakayama.
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Tomar um café da manhã completo protege contra obesidade e doenças

Daniela Jakubowicz e colegas pesquisadores examinaram 93 mulheres obesas, distribuídas aleatoriamente em dois grupos submetidos a dietas isocalóricas. Cada grupo consumiu uma dieta moderada em carboidratos e gorduras, totalizando 1.400 calorias diárias, por um período de 12 semanas. O primeiro grupo consumiu 700 calorias no café da manhã, 500 no almoço e 200 no jantar. O segundo grupo comeu 200 calorias no café da manhã, 500 no almoço e 700 no jantar. O café da manhã e o jantar de 700 calorias incluíram os mesmos alimentos.
Ao fim do estudo, cada participante do grupo de "café da manhã grande" havia perdido em média 8 quilos e 7,6 cm de cintura em comparação com a perda de 3,3 quilos e 3,5 cm de cintura no grupo de "jantar grande". De acordo com Jakubowicz, foi observado que as mulheres no grupo de café da manhã mais completo apresentavam níveis significativamente mais baixos do hormônio regulador da fome grelina, além de uma redução mais significativa dos níveis de insulina, glicose e triglicérides do que as mulheres alocadas para o grupo com jantar maior. Mais importante, elas não tiveram os picos de glicemia que geralmente ocorrem após as refeições.
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Crianças deficientes têm mais perigo de sofrer abusos


Nos países em desenvolvimento, o perigo de maus tratos físicos ou mentais e exploração aumenta consideravelmente se a criança for deficiente. Um estudo conduzido por diversas instituições nos EUA e que incluiu 46.000 pais em países de renda baixa ou média demonstrou que as crianças deficientes são frequentemente punidas com mais severidade. A revista científica "Child Development" apresentou os resultados.
Para o estudo, pais de crianças com dois a nove anos em 17 estados foram questionados sobre o grau de deficiência de seus filhos e as medidas disciplinares usadas. Os pesquisadores também quiseram saber se os pais consideravam a punição física necessária para educar direito uma criança.
Os cientistas descobriram que as crianças com deficiência frequentemente eram submetidas a sofrimento físico (palmadas, golpes nas extremidades, sacudidas) ou medidas físicas graves (golpes na cabeça ou com um instrumento) e, menos frequentemente, a punições não físicas. Quanto mais baixo o padrão de vida de um país, mais ampla a ocorrência de deficiências e de métodos educacionais mais rígidos, bem como a crença na necessidade de punição física.
Os resultados dos estudos realizados em países ricos foram semelhantes. Os pesquisadores enfatizam que os resultados apontam mais uma vez para a importância de campanhas de informação e apoio.
"Quando os pais têm mais informações sobre a deficiência do filho, eles podem entender melhor que tipo de disciplina é mais efetiva”, disseram os autores do estudo, Charlene Hendricks e Marc H. Bornstein do Instituto Nacional Eunice Kennedy Shriver de Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano (NICHD). Programas para um público amplo reduziriam o estigma social, o que, por sua vez, facilitaria a vida dos pais em questão, eles escrevem.
 
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