Objetivo: A associação entre o consumo de ovos e a aterosclerose subclínica coronariana permanece desconhecida. Nosso objetivo foi examinar a associação entre o consumo de ovos e a prevalência de cálcio nas arterias coronarias (CAC).
Métodos: Um estudo transversal de 23.417 homens e mulheres adultos assintomáticos, sem histórico de doença cardiovascular (DCV) ou hipercolesterolemia, que se submeteram a exames de triagem incluindo tomografia computadorizada do coração para pontuação de CAC e responderam um questionário validado de frequência de alimentos no Kangbuk Samsung Hospital Total Healthcare Centers, Coreia do Sul (março de 2011 a abril de 2013).
Resultados: A prevalência de CAC detectável (pontuação CAC > 0) foi de 11,2%. Em modelos ajustados por multivariáveis, a proporção da pontuação CAC (intervalo de confiança [IC] de 95%) comparando participantes comendo > 7 ovos/semana àqueles comendo < 1 ovo/semana foi de 1,80 (1,14 a 2,83; P para tendência = 0,003). A proporção da pontuação CAC multivariável (IC de 95%) associada a um aumento no consumo de 1 ovo/dia foi 1,54 (1.11-2.14). A associação positiva parecia ser mais pronunciada nos participantes com baixa ingestão de vegetais (P para interação = 0,02) e naqueles com alto IMC (P para interação = 0,05). A associação foi atenuada e não mais significativa após outros ajustes para colesterol alimentar.
Conclusão: O consumo de ovos foi associado a uma maior prevalência de aterosclerose subclínica coronariana e a um grau maior de calcificação coronariana em adultos coreanos assintomáticos, o que pode ser mediado pelo colesterol alimentar. A associação foi particularmente pronunciada em indivíduos com baixa ingestão de vegetais e naqueles com alto IMC.
