A falta de condições de trabalho com que convivemos atualmente nas instalações da maior emergencia hospitalar clinica de salvador (HGRS), é simplesmente alarmente. Nossos plantões, especialmente o noturno, trazem a tona, toda a angústia de ter que se deparar com as dificuldade inerentes ao dia-a-dia de emergencias, associada a ineficacia e neglicencia de nossos diretores. HUMANIZAÇÃO essa é a palavra-chave da emergencia.
COMO HUMANIZAR, com as condições de atendimento oferecidas pela instituição?
COMO HUMANIZAR com as condições de instalação onde não existem leitos para todos que procuram a unidade, no qual os pacientes e acompanhantes são obrigados, em muitos casos, a se deitar no chão dos corredores do hospital ficando expostos as intempéries do local e infecção hospitalar?
COMO HUMANIZAR com a FALTA DE CONDIÇÕES de assistencia quando se faltam medicações simples e corriqueiras, onde a multi mistura de patologias com as quais convivemos, nos fazem temer também por nossa saúde?
COMO HUMANIZAR...
Será que a HUMANIZAÇÂO é somente em relação ao atendimentos dos usuarios que necessitam de nossa assistencia? E como ficam os profissionais de saúde que são expostos ao trauma mental, físico e espiritual, tendo que conviver com toda essa FARSA no atendimento das emergencias. Os profissionais de saúde também são humanos e adoecem. Haja visto o número de faltas ao trabalho e obrigatoriedade dos que já se encontram no plantão, extenderem sua jornada de trabalho por mais 12horas.
Sou fissurado por emergencia. Adoro trabalhar no HGRS. O hospital motiva o jovem e o velho profissional da saúde. Essa mesma multi mistura de patologia que nos causa medo, também faz com que sejamos estimulados em nosso dia-a-dia a estudar para que possamos melhorar nossa capacidade de atendimento e trazer o alívio dos males aqueles que mais necessitam.
NÃO DEIXEM QUE ELES CONSIGAM O INTENTO DE PRIVATIZAR O HGRS E O SUS.
Hoje atendemos a tudo e a todos. Se privatizarem, somente alguns serão atendidos. Vamos lutar para que haja maior investimento em nossa unidade, bem como em todas as unidades publicas de saúde e que sejam colocados a frente dessas unidades, pessoas realmente comprometidas com a saúde e que queiram fazer um SUS mais qualificado. Vamos afastar aqueles que pensam somente em "passar um tempo" na direção da unidade, para incorporar os vencimentos recebidos com um cargo de confiança ao seu salário, para que possam ter uma aposentadoria mais polpuda. Vamos afastar aqueles que pensam que administrar uma unidade de saúde, é somente sentar-se atrás da mesa e ficar dando ordens, sem participar do dia-a-dia da unidade e sem tomar conhecimento, pessoalmente e não através de terceiros, das dificuldades pelas quais estão passando usuarios e profissionais encarregados da prestação dos cuidados da saúde.
FAZER ISSO É OBRIGAÇÃO DO PROFSSIONAL DE SAÚDE, DO USUARIO, DO POLITICO DA OPOSIÇÃO E DAS ENTIDADES LIGADAS AO SOCIAL.
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