As faltas por doença e os acidentes de trabalho não são mais freqüentes entre os portadores de epilepsia
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Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que 1% da população mundial é portadora de epilepsia. No Brasil, os epilépticos somam um milhão de pessoas. O neurologista e professor de neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Li Li Min, explica que a epilepsia é um sintoma que ocorre quando, por algum motivo, o cérebro não está bem e um grupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável, o que pode gerar manifestações clínicas, ou seja, as crises epiléticas.
"Para fazer o diagnóstico, é preciso que haja recorrência espontânea das crises. Uma crise única não é indicativa da síndrome. Tem de ocorrer mais de um episódio com intervalo entre eles de no mínimo 24 horas para caracterizar a epilepsia", complementa o professor.
Ambiente escolar - A epilepsia, embora ocorra em qualquer idade, é na infância que aparece com mais frequência. Nessa fase, os pequenos têm crises de ausência, momento em que eles se desligam por poucos segundos, ficam parados e perdem a consciência. Podem ocorrer múltiplas crises seguidas, às vezes associadas a um leve piscar de olhos.
Especialistas reconhecem que as escolas ainda não sabem lidar com o problema. Prova disso está no resultado de um levantamento epidemiológico realizado por pesquisadores da Unicamp. Dos professores ouvidos, 10% acreditam que a epilepsia é contagiosa e 65% não sabem se ela tem controle.
A pesquisa também comparou a enfermidade com outras consideradas graves, como a Aids e Diabetes. "Em uma escala de 0 a 10, o preconceito em relação à Aids, considerada a condição mais estigmatizante na atualidade, ganhou nota 9. A epilepsia ficou entre 7,5 e 8", informou Paula Fernandes, uma das pesquisadoras.
Tratamento - É importante destacar que a epilepsia tem tratamento e os medicamentos são eficazes em 70% dos casos. Em geral, os comprimidos interrompem as crises e o paciente pode levar uma vida normal.
Natália Farah
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