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LI E ACHEI INTERESSANTE UMA DO CABEÇA BRANCA (ACM)

EU E O CABEÇA BRANCA

A entrevista do velho no Desenbanco
 
As entrevistas do Cabeça Branca com a imprensa aconteciam diariamente, sempre às 17 horas. Ele tinha prazer em demonstrar que era um governador informado sobre questões do país e da Bahia. Até sugeria: “Não precisa pedir informações aos políticos daqui, porque eu sei mais do que todos  eles reunidos. Até o que acontece dentro das casas deles”. Quando deixou o governo (“o poder sempre estava em suas mãos” ) inventou uma Fundação para tratar de assuntos da Bahia que ficava no antigo Desenbanco, hoje Desenbahia. Tratava-se de um andar inteiro. Mensalmente convidava um palestrante do Sul, sempre um nome de peso, e ele conduzia a reunião. Dava a palavra a quem queria e ponto final. A alguns que levantavam a mão para perguntar, ele respondia “Ah, você, não. Você é muito chato”. E assim demonstrava o seu poder incontrastável. Manteve a rotina das entrevistas às 17 horas no Desenbanco. Em ponto. Certa feita, falava de pé com os jornalistas em torno, quando um deles (que ele não gostava) questionou alguma coisa. Ele respondeu: “Quem lhe disse isso?", “Uma fonte", respondeu o repórter.“Que fonte?”, retrucou. “Uma fonte que não devo nem é da minha obrigação revelar”, disse o repórter que usava uma barba espessa. ACM, de pronto, rebateu: “Se é assim, uma fonte também me contou que sua barba tem piolho”. Risada geral diante do inesperado. A entrevista acabou

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