A paciência na dor
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Dizia São Francisco de Sales: “Todas as
chagas do Redentor são outras tantas palavras que nos ensinam como
devemos sofrer por ele. Esta é a sabedoria dos santos, sofrer
constantemente por Jesus; assim ficaremos logo santos”.
Quem ama o
Salvador deseja ser como Ele, pobre, sofredor e desprezado. São João viu
todos os santos vestidos de branco, segurando palmas nas mãos. A palma é
um símbolo de martírio; mas nem todos os santos foram martirizados. Por
que então todos seguram palmas?
Responde São Gregório que todos os
santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. E acrescenta:
“Nós podemos ser mártires sem a espada, se guardarmos a paciência”.
São três as principais graças que Jesus
faz às pessoas amadas por ele: a primeira, não pecar; a segunda, que é
maior, o fazer boas obras; a terceira, que é a maior de todas, sofrer
por seu amor.
Dizia Santa Teresa, que quando alguém faz algum bem a
Deus, o Senhor lhe paga com alguma cruz. Eis porque os santos agradeciam
a Deus ao receberem os sofrimentos.
São Luís, Rei da França, falando da
escravidão que sofreu na Turquia, diz: “Eu me alegro e fico muito
agradecido a Deus mais pela paciência que me concedeu na minha prisão do
que se tivesse conquistado a terra inteira”. Santa Isabel, rainha da
Hungria, tendo perdido seu esposo, foi expulsa do lugar onde morava com
seu filho. Sem abrigo e abandonada por todos, dirigiu-se a um convento
dos franciscanos e mandou cantar um hino de ação de graças a Deus pelo
favor que ele lhe concedia ao fazê-la sofrer por seu amor.
São Afonso Maria de Ligório
LIGÓRIO, S. Afonso Maria. A prática do
amor a Jesus Cristo. Trad. Pe.Gervásio Fábri dos Anjos, C.SS.R. Ed.
Santuário: Aparecida/SP,1982,p.59-60.
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