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H P V

Fonte: Ministério da Saúde. Informe técnico sobre a vacina contra o papilomavírus humano (hpv) na atenção básica Disponível em ttp://www.dive.sc.gov.br/conteudos/imunizacao/noticias/2014/Informe_Tecnico_Introducao_vacina_HPV.pdf Acessado em 01/02/2014
 

QUAL É O RACIONAL PARA O USO DO ESQUEMA VACINAL ESTENDIDO EM 0, 6 MESES E 5 ANOS?

O Ministério da Saúde adotará o esquema vacinal estendido, composto por três doses (0, 6 e 60 meses). Esta decisão foi tomada a partir da recomendação do Grupo Técnico Assessor de Imunizações da Organização Pan-Americana de Saúde (TAG/OPAS), após aprovação pelo Comitê Técnico de Imunizações do Programa Nacional de Imunizações.
Dos 57 países que introduziram a vacina contra o HPV em seus programas públicos de imunizações, o Brasil passa a ser o sexto a oferecer um esquema vacinal alternativo, além de algumas províncias do Canadá e do México, Colombia, Suíça e África do Sul.
Com a adoção desse esquema e utilizando os mesmos recursos (de estrutura e financeiro), será possível ampliar a vacinação no Brasil, do grupo alvo inicialmente proposto de adolescentes de 10 a 11 anos, para adolescentes de 9 a 13 anos de idade nos dois primeiros anos de implantação da vacina.
Um maior intervalo entre a primeira e segunda dose e a realização da vacinação contra HPV concomitante com campanhas de vacinação reduzirá a carga de trabalho das equipes de vacinação, havendo maior chance de obtenção de altas coberturas vacinais sem impactar nas coberturas vacinais das demais vacinas.
Estudos clínicos randomizados vem buscando avaliar a resposta imune da vacina contra HPV com esquemas vacinais alternativos, tanto com ampliação do intervalo entre as doses, quanto com a redução do número de doses.
Os estudos de imunogenicidade com duas doses da vacina quadrivalente no grupo de meninas de 9 a 13 anos em comparação com três doses no grupo de mulheres jovens de 16 a 26 anos, mostraram que o critério de não inferioridade foi observado, havendo inclusive maiores títulos de anticorpos no primeiro grupo. O novo regime baseia-se em um estudo ainda em andamento, realizado pela Universidade de Columbia (Canadá) em 310 meninas de 9 a 13 anos que já receberam as duas primeiras doses do esquema alternativo (0 e 6 meses).
Os resultados do seguimento de 36 meses, publicados no JAMA em maio de 2013, mostram que a resposta imunológica (criação de anticorpos) no grupo de 9 a 13 anos foi comparável à obtida em mulheres de 16 a 26 anos que receberam o esquema habitual (0, 2 e 6 meses).
Estas meninas canadenses realizaram acompanhamento por 10 anos. É importante ressaltar que esse estudo avaliou apenas a resposta imunológica para esta faixa etária de 9 a 13 anos, e que não é possível inferir que esse novo esquema é igualmente eficaz ao esquema habitual (0, 2 e 6 meses), nem que esses resultados possam ser extrapolados para outras faixas etárias.
Apesar da resposta imune ser um dos parâmetros usados em estudos das vacinas contra o HPV, apenas o acompanhamento dessas meninas de 9 a 13 anos a longo prazo poderá confirmar se existe a mesma manutenção da resposta imune e eficácia clínica com o uso deste novo esquema em relação ao esquema padrão.

Fonte: 1. Dobson SR, et al. Immunogenicity of 2 doses of HPV vaccine in younger adolescents vs 3 doses in young women: a randomized clinical trial. JAMA. 2013; 309(17):1793-802. Pan American Health Organization. “Vaccination: a shared responsibility”. Technical Advisory Group on Vaccine-preventable Diseases. Disponível em http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=1862&Itemid=1674. Acessado em 01/02/2014.

 
 

A VACINA CONTRA HPV É SEGURA?

Ambas as vacinas são eficazes e seguras, não induzem infecção porque não contêm o HPV, nem material biológico vivo ou atenuado. Elas podem ser administradas em indivíduos que tenham imunossupressão secundária à doença ou medicação. O perfil de segurança das vacinas contra HPV foi confirmado por seu amplo uso, mais de 175 milhões de doses distribuídas no mundo, estando incluída no calendário vacinal de mais de 50 países. Em 2013, foi introduzida no Brasil nos calendários públicos do DF e Amazonas e o perfil de segurança foi confirmado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta em seus relatórios que a vacinação contra o HPV é muito segura. Os principais órgãos internacionais de saúde, incluindo a Australia Therapeutic Goods Administration (TGA)/Atagi, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e também a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) revisaram e aprovaram todas as informações de segurança sobre a vacina contra o HPV e recomendaram o seu uso. Nenhum evento adverso sério teve relação causal com a vacina contra o HPV.Os efeitos adversos das vacinas mais comuns são os locais, sendo na maioria de intensidade leve e autolimitado. Os raros eventos adversos sistêmicos não tiveram incidência maior da esperada para a população geral nos grupos considerados para a vacinação, não havendo relação de causalidade.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em seu relatório de julho de 2013, reafirma o perfil de segurança das vacinas contra HPV, declarando que existem informações suficientes para suportar esta conclusão como os dados obtidos de grandes estudos clínicos e dados contínuos de vigilância ativa e passiva pós-comercialização3.

Fonte: 1. Trindade, ES. Perfil de segurança das vacinas contra o papilomavírus humano. Rev Bras Patol Trato Genit Infer. 2012;2(2):76-80. 2. GACVS Safety update on HPV Vaccines. Disponível em http://www.who.int/vaccine_safety/committee/topics/hpv/130619HPV_VaccineGACVSstatement.pdf .Acesso 22/06/2013. 3. Pan American Health Organization. “Vaccination: a shared responsibility”. Technical Advisory Group on Vaccine-preventable Diseases. Disponível em http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=1862&Itemid=1674. Acesso 22/02/2014.

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