Desde junho de 2013, profissionais de vários setores aproveitam a proximidade da Copa para cruzar os braços e fazer exigências do governo
Publicado por Opinião e Notícia - 1 semana atrás
Por todo o país, profissionais de vários setores aproveitam a proximidade do evento para cruzar os braços e fazer exigências do governo, que vem se mostrando disposto a cooperar. Setores como educação, saúde e segurança aproveitam o momento para demandar melhores condições de trabalho e remuneração.
No Rio de Janeiro, motoristas e cobradores de ônibus iniciaram uma greve que, além de causar transtorno no já caótico transporte público, vem sendo marcada pela violência e depredação de veículos.
Em São Paulo, aproveitando a visita da presidente Dilma Rousseff ao estádio do Itaquerão, uma das sedes do mundial, militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) invadiram o prédio de uma empresa responsável pela construção dos estádios da Copa, no Parque do Carmo, a 4 km do Itaquerão, para protestar contra a especulação imobiliária. A nova ocupação, com cerca de 2.500 barracos montados em menos de 40 horas no sábado, 3, foi batizada de 'Copa do Povo".
Os dois exemplos citados são apenas uma pequena amostra do que se tornou o ano da greve e dos protestos no Brasil. Desde junho de 2013, o governo vem tentando, sem sucesso, controlar a situação. A previsão é que o país só volte ao normal com o fim da Copa, em 13 de julho deste ano.
A popularidade do governo Dilma, que a cada pesquisa registra queda, pode sofrer ainda mais se o governo falhar em controlar os protestos sem abusar da violência policial que já marcou tantas manifestações.
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