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SUIÇA - UM PAÍS DESENVOLVIDO E EDUCADO


Suíça rejeita proposta de salário mínimo de R$ 10 mil

Publicado por Paulo Sampieri - 1 semana atrás
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Os eleitores suíços rejeitaram neste domingo em um referendo a proposta para introduzir o que seria o maior salário mínimo do mundo, indicam as primeiras projeções. Caso fosse aprovada, os empregadores teriam de pagar um mínimo de 22 francos suíços por hora a seus trabalhadores, o que equivale hoje a US$ 24,70 ou R$ 54,58. O piso mensal seria de 4.000 ou cerca de R$ 9.970. Hoje, não há qualquer especificação de salário mínimo no país.
Os defensores da proposta, como sindicatos e partidos de esquerda, consideram que a medida é necessária para as pessoas terem uma vida digna. Mas os críticos argumentam que esse valor aumentaria os custos de produção e o desemprego. As pequenas empresas, em especial os agricultores suíços, estavam especialmente preocupados em serem forçados a pagar a seus trabalhadores 4.000 francos por mês. Segundo eles, isso encareceria muito seus produtos e os colocariam fora do mercado. (...)
Dados do governo da Suíça indicam que apenas 9% da população economicamente ativa, ou seja, 330 mil suíços, recebem salário mensal inferior a 4 mil francos. Os trabalhadores com baixos salários da Suíça, em sua maioria, são mulheres e operam no setor de serviços, em hotéis e restaurantes. Os líderes empresariais e do governo disseram que o baixo desemprego e os altos padrões de vida para a maioria mostraram que não houve necessidade de mudança.
Pesquisa de opinião, realizada pelo instituto SSR e divulgada no último dia 7, já indicava que 64% dos entrevistados eram contra a proposta do mínimo e 30% a favor.
Não é necessário esforço para perceber que, em um país com altos índices de educação e desenvolvimento humano, até mesmo os trabalhadores mais simples têm noção do impacto que um salário mínimo tem na economia da nação.
Outras fontes deram a informação de que até mesmo parte dos esquerdistas rejeitaram a proposta. Ao contrário do que se observa no Brasil, a grande maioria da população está ciente de que tal medida poderia abalar a estrutura econômica, levando ao desemprego de muitos e fechamento de várias empresas menores.
Apesar do custo de vida na Suíça ser muito elevado, a maior parte da população economicamente ativa recebe um bom salário, o que eleva consideravelmente o padrão de vida.
Por aqui temos governantes que jamais se dispuseram a estudar (alguns até a trabalhar!), que se utilizam de pseudo-programas sociais, unicamente para manterem-se no poder, afinal, não lhes convém uma população pensante, instruída e formadora de opinião.

Paulo Sampieri
Publicado por Paulo Sampieri
Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru e especializado em Direito Tributário pela LFG. Co-fundador do escritório Devidis e...

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