Saúde é um tema recorrente, conhecido, parametrizado e acumulado nas experiências positivas e negativas. Nesta área, muito se sabe e muito se fez.
Avançamos muito. Porém insuficiente no financiamento do modelo com percentuais determinados nos orçamentos estaduais e municipais, porém, não definidos. É inexplicável a demora da União no sentido de encerrar a votação da emenda 29.
Porque então ainda somos um barco a deriva, com furos no casco, com remendos frágeis e casuísticos, movidos por interesses conjunturais com foco na tática eleitoral.
Teríamos teórica e praticamente, condições para nós transformarmos em paradigma internacional.
Não aconteceu! Pelo contrário: População insatisfeita, muitas vezes indignada a ponto de colocar a saúde reiteradamente como tema prioritário nas suas queixas e demandas.
Nosso corpo de profissionais insatisfeito luta por dignidade profissional e reconhecimento salarial para cumprir sua insubstituível tarefa.
Há solução? Uma Política Pública que priorizasse inicialmente a promoção e a prevenção com programas nacionais integrados com Estados e Municípios poderia por si só, já dar um salto qualitativo e quantitativo nos resultados de morbidade e mortalidade. Uma população sedentária com sobrepeso, não condiz com um País tropical, ensolarado, “abençoado por Deus, como diria Gilberto Gil.
Superada a endêmica desnutrição relatada por Josué de Castro, estamos prontos para buscar nesta curva social, a qualidade de vida possível, se assim fosse objetivo fundamental para nossos governantes – que se revezam nos últimos anos, na repetição de erros, mergulhados nos seus interesses políticos e eleitorais.
Isto gera baixa qualidade na gestão do sistema e ralos nos controles de gastos que desidratam nosso ainda precário investimento no setor.
A hierarquização da pirâmide que deveria priorizar a atenção primária se desvirtuou em programas que não se falam – não se ampliam e estimulam ainda mais uma visão hospitalocêntrica, concentradora de filas de espera e macas em corredores num círculo vicioso de logística mal produzida.
Interesses maiores de fabricantes ou fornecedores, muitas vezes dão o tom de uma medicina desproporcionalmente instalada no território nacional, com ilhas de excelência e extensas áreas de carências superáveis, se planejamento estratégico, seriedade, gestão, integração, reconhecimento profissional e ética fossem os valores inspiradores de um sistema de saúde, no qual o Ser Humano estivesse no palco central.
Tudo isto o Povo Brasileiro merece e pode conquistar!
Fonte: http://www.walterfeldman.com.br/portal/sus-da-uti-paraaexcelencia/
Por Walter Feldman, médico, com vasta experiência em Administração Pública, saiba mais em http://www.walterfeldman.com.br
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