Previsão de chegada do tratamento ao mercado é de 20 anos
A doença de Chagas afeta pelo menos 1 milhão de brasileiros, segundo informações divulgadas pelo Portal da Saúde do Ministério da Saúde. A alternativa atual de tratamento é o benzonidazol, único medicamento disponível para a doença no Brasil, porém pouco eficaz, uma vez que atua principalmente na fase aguda, quando esta já se encontra em um estágio avançado e a administração do medicamento pouco pode fazer.
Contudo, um grupo do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), de São Carlos, está pesquisando novas formas de tratamento para a doença de Chagas. Segundo o pesquisador José Carlos Quilles Júnior, os trabalhos partem do estudo de uma enzima. “Trata-se de uma molécula essencial para a vida e a reprodução do parasita transmissor da doença”, explica ele. De acordo o pesquisador, que é doutorando do Instituto de Química, os estudos indicam que a inibição dessa enzima dentro da célula do protozoário leva à morte deste. A função dessa enzima é exercer várias funções vitais para a sobrevivência do protozoário, cumprindo importante papel inclusive no processo de transmissão da doença ao homem.
Pela pesquisa in viro, foi demonstrado que a inibição dessa enzina diminui e até mesmo evita o processo de infecção pela doença, além de poder causar a morte dos protozoários, os que já se encontram no interior da célula do hospedeiro e os que ainda estão fora dela.
Em fase inicial, há uma previsão de até 20 anos para que o medicamento complete todas as etapas e chegue ao mercado.
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