O diagnóstico
realiza-se basicamente com o histórico do paciente, exames de sangue e
ressonância da cabeça
De repente uma pessoa do seu convívio social ou familiar começa
a ter lapsos de memória. Simples recados do dia a dia e lembranças recentes
desaparecem.
Aos
poucos, a dificuldade de concentração aumenta e os pensamentos ficam distantes.
Os sinais evidenciam a doença
de Alzheimer, uma forma de demência incurável e destruição
progressiva dos neurônios.
A
devastação começa no hipocampo, área onde se processa a memória. Com o tempo,
se alastra por outros cantos do cérebro e por isso ficam comprometidas funções
cognitivas essenciais como a gravação das lembranças e a orientação do
indivíduo no tempo e no espaço.
E como
surge o Alzheimer,
que atinge 24 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da
Saúde? Embora não exista resposta absoluta, especialistas sabem que o envelhecimento
e a disposição genética atraem a doença. Outros arriscam dizer que distúrbios
cardiovasculares contribuem para a degeneração dos neurônios. Ou seja, a
gordura abdominal em excesso, diabetes, colesterol alto e pressão arterial
elevada podem ser também as principais causas.
A
dificuldade de identificar a presença da enfermidade, que até então é feita com
base no histórico do paciente, exames de sangue, ressonância da cabeça, exclusão de
outras doenças parecidas, que alcançam entre 85% e 90% de segurança, motivou um
grupo de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a
apresentar um teste inédito e não invasivo por meio de simples exame de urina.
Por
meio da análise de 123 pacientes, eles descobriram que a urina pode conter isoprostanos,
elementos químicos liberados pelo cérebro em conseqüência da doença. O teste,
segundo os cientistas, pode detectar vestígios de deterioração normalmente
associada à condição conhecida como MCI - deterioração cognitiva branda - que
inclui a perda de
memória, um dos sintomas iniciais do mal de Alzheimer.
Identificação
precoce
Embora
não esteja amplamente divulgado e em fase de testes, o exame realizado
precocemente é capaz de retardar a doença,
uma vez que apenas o diagnóstico precoce continua sendo a única forma de
prolongar o tratamento dos pacientes. Os médicos hesitam em prescrever medidas
100% eficazes. O que já se sabe, no entanto, é que botar a cabeça para
funcionar é regra básica para proteger a doença. Entre as dicas estão fazer
palavras cruzadas, quebra-cabeças ou tocar instrumentos musicais.
Veja
outras dicas para fugir do Alzheimer:
•
Evitar açúcar e consumir muitos vegetais frescos é a melhor estratégia;
• Aumentar
o consumo de antioxidantes, pois protegem do Alzheimer e outros problemas
neurológicos;
• Exercício é bom para o coração e cérebro. Segundo
estudo, quem não pratica exercício tem quatro vezes mais chance de desenvolver
Alzheimer.
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